Título original: (Ace in the Hole)
Lançamento: 1951 (EUA)
Direção: Billy Wilder
Atores: Kirk Douglas, Jan Sterling, Robert Arthur, Porter Hall.
Duração: 111 min
Gênero: Drama
Status: Arquivado
Albuquerque, Novo México. O repórter veterano Charles Tatum (Kirk Douglas) foi despedido de 11 jornais, por 11 razões diversas. Ele está sem dinheiro, então pede a Jacob Q. Boot (Porter Hall), o dono do jornal local, que lhe dê um emprego e consegue. Seu plano era trabalhar ali no máximo dois meses, mas após um ano não surgiu nenhuma boa oportunidade nem aconteceu nada bem interessante que rendesse uma boa matéria. Tatum sente-se totalmente entediado e sem motivação, então recebe ordem para cobrir uma corrida de cascavéis. Aparentemente seria outra matéria sem o menor atrativo, mas ruma para o local acompanhado por Herbie Cook (Robert Arthur), um misto de auxiliar, motorista e fotógrafo. No meio do caminho param para abastecer o carro e Tatum acaba descobrindo que Leo Minosa (Richard Benedict) ficou preso em uma mina quando procurava por "relíquias indígenas". Tatum sente que esta reportagem pode ser a chance que ele esperava, mas para isto precisa ter controle da situação. Ele transforma o resgate de Leo em um assunto nacional, atraindo milhares de curiosos, cinegrafistas de noticiários e comentaristas de rádio, além de forçar Lorraine (Jan Sterling), a mulher de Leo, a se fazer passar como uma esposa arrasada. Na verdade ela ia abandonar Leo neste trágico momento, mas Tatum a fez ver que ela iria ganhar um bom dinheiro na sua lanchonete quando as pessoas chegassem para ver o acontecia. Para prolongar o circo Tatum reduz deliberadamente a velocidade do resgate de Leo, pois o ideal é que ele que preso por seis dias e não apenas por algumas horas.
roberto mauro zebral da silva em 15/07/2011Nota: 10
Filme fantástico e talvez o melhor do mestre Billy Wilder. Crítica mordaz e para sempre atualíssima sobre o papel da mídia e da imprensa no meio social. Talvez um filme que nunca envelhecerá. Um filme que toca fundo na alma humana. No final, acho que todos somos culpados. Quem não gosta de um sensacionalismo? E como é falado no começo do filme, quem não gosta de ler tragédias? Filme imperdível.
djmentex em 06/08/2010Nota: 5
"Más notícias são as que mais vendem" (Chuck Tatum)
Atipicamente, assisti a esse clássico do genial diretor Billy Wilder na hora do almoço. Coincidentemente o horáio onde a TV concentra programas jornalísticos sensacionalistas que exploram de forma circense a desgraça alheia e sempre muito mais populares do que noticários mais comprometidos com um jornalismo sério. Sem chances de deixar passar despercebido a atemporalidade dessa obra prima do cinema, o que jamais deve deixar de ser ressaltado antes de uma análise mais técnica. O roteiro do filme traduzido (de forma também atipicamente feliz) como "A Montanha dos Sete Abutres" é simplesmente uma pérola, uma jóia rara da sétima arte e, dirigido pelas mesmas mãos seguras de Wilder, tudo funciona maravilhosa e perfeitamente bem ao longo de toda extensão da película (Deus salve os filmes com metragens corretas!). Algumas cenas, de beleza inenarráveis, são antológicas, como a chegada dos repórteres Tatum e Herbie à Albuquerque, Lorraine Minosa (Jan Sterling ótima!) desistindo de deixar a cidade após considerar a chance de conquistar fama e dinheiro explorando também a tragédia pessoal do marido soterrado Leo Minosa e a cena do circo (literal e não-literal) inescrupulosamente criado por Tatum em torno desse fato sendo desarmado e desaparecendo em alguns poucos minutos. Wilder era realmente brilhante e tudo encanta! Kirk Douglas, em mais uma incrível atuação como o jornalista antiético (na minha humilde opinião, um dos grandes anti-heróis da história do cinema), encabeça um grande elenco, todos interpretando com extrema correção. A montagem, com cortes mais clássicos, respeita o roteiro. A trilha sonora também é funcional e a fotografia preta e branca do early50's continua agradabilíssima. Excelente! Indispensável à videoteca de qualquer bom cinéfilo!
Ednéa Espíndolaa em 03/01/2001Nota: 5
O filme é muito interessante, e aborda temas morais e éticos. Mesmo tratando-se de um filme antigo, a manipulação política, o jogo de interesses,a falta de identidade da massa nos faz refletir essas atitudes infelizmente atualíssimas. Muito bom.
Danielaa em 04/01/2001Nota: 4
Gostei muito do filme, pois retrata o que os repórteres sensacionalistas eram capazes de fazer só para conseguirem matérias de furo, ou para chamar a atenção do público. Hoje em dia também temos essas matérias sensacionalistas, mas na minha opinião, menos abrangente do que antigamente. E é engraçado observar, que mesmo com o passar dos anos, as matérias ainda têem características daqueles tempos. Ótimo filme para quem está entrando em um curso de jornalismo agora, e está estudando sobre o Sensacionalismo. Nem precisa ser introduzidas aquelas aulas massantes, sendo que o próprio filme aborda tudo que os iniciantes precisam saber, a respeito do tema.
Danilo Vizibeli em 02/01/2001Nota: 5
Como diria uma professora minha é um filme fantástico! Assisti-o numa Semana da Comunicação do meu curso de jornalismo. Adorei. Tem muito conteúdo e gera inúmeras questões para refletirmos principalmente sobre a mídia ou imprensa.
Consueloa em 05/01/2001Nota: 5
Se vcs perceberem a sinopse é parecida com a q Costa-Gravas utiliza no seu filme "O Quarto Poder", com Dustin Hoffman, John Travolta. Atuações maravilhosas chamando mais a atençao para o d Dustin representando um repórter d tv q vê no personagem d Travolta a gde chance do "furo" jornalístico d século. Assistam tb esse e vejam a semelhança.
O melhor filme que mais expresa a sua declaração de amor pela sétima arte. Inigualavel, ...
por Breno, 04/02/2012 às 13:00
A montagem poderia ter sido um pouco mais criativa e sutil. A historia é boa e engraçada, ...
por REGINA CARDOSO, 04/02/2012 às 12:56
A montagem poderia ter sido um pouco mais criativa e sutil. A historia é boa e engraçada, ...
por REGINA CARDOSO, 04/02/2012 às 12:56
É um bom filme, os dialogos são ótimos, as atuações são boas com destaque para Viggo M...
por carlos_alberto_09, 04/02/2012 às 12:51