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Homens, Mulheres e Filhos
Críticas AdoroCinema
4,5
Ótimo
Homens, Mulheres e Filhos

De Carl Sagan a Steve Jobs

por Renato Hermsdorff

Um adolescente abandonado pela mãe (Ansel Elgort); um casal em crise sexual (Adam Sandler e Rosemarie DeWitt); uma mãe superprotetora (Jennifer Garner); outra, superpermissiva (Judy Greer); uma menina bulímica que faz de tudo para conquistar o garoto mais velho (Elena Kampouris).

É da poeira dessas estrelas (entre outras), parafraseando o cientista Carl Sagan, que é formado o universo deste tocante Homens, Mulheres e Filhos – que ainda traz Emma Thompson como a narradora que, de forma irônica, conecta a(s) história(s) do filme ao cosmos.

O diretor canadense Jason Reitman construiu uma carreira de leves, porém sensíveis, comédias dramáticas que iluminam as relações humanas sob a ótica de uma determinada temática, sempre atual.

Homens, Mulheres e Filhos - FotoDesde a imoralidade dos lobistas dos mais variados segmentos de Obrigado por Fumar (2005), à responsabilidade da gravidez precoce do casal indie de Juno (2008), passando pela análise da individualidade com Amor Sem Escalas (2009) e a relutância em amadurecer de Jovens Adultos (2012). Com o novo filme, ele dá sinais de que o último até então, Refém da Paixão (2013), um dramalhão pesado, foi um ponto fora da curva. Ufa.

O filtro da vez é a internet: como homens, mulheres e filhos estão rearranjando suas relações a partir da onipresença das redes sociais (o filme é baseado no livro homônimo do escritor Chad Kultgen). Na forma, lembra Crash - No Limite, por trazer um roteiro multiplot em que os personagens se cruzam (os filhos estudam na mesma escola; os pais se conhecem). E Reitman ainda aprimora o recurso gráfico que David Fincher usou em A Rede Social e traz para a tela caixas de diálogos, barras de busca e até pop up´s, que conferem dinamismo à produção.

Pelo amplo espectro de assuntos tratados, no conteúdo evoca Beleza Americana: falta de diálogo, sexo fora do casamento, pornografia e iniciação sexual, distúrbio de imagem, exposição, vigilância, hipocrisia.

Do elenco, a supressa fica por conta de Adam Sandler que, acostumado à comédias, sustenta um personagem maduro, de forma contida. Ansel Elgort está bem, obrigado (fiquem calmas, meninas); e Jennifer Garner atua inexpressiva como (quase) sempre.

Homens, Mulheres e Filhos pode não ter o mesmo impacto de Juno ou Amor Sem Escalas, mas com sensibilidade – e o humor característico –, Jason Reitman está de volta.

Filme visto no 39º Festival Internacional de Cinema de Toronto, em setembro de 2014.

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Comentários

  • L?a A.
    Filme muito atual, abordando, por ângulos diversos, as relações humanas e familiares aprisionadas nas redes da internet. Por mais díspares que sejam as atitudes dos pais para com seus filhos no uso da internet, as questões persistem e nos fazem pensar.
  • Vlademir C.
    Embora lento é um ótimo filme. Atual, sensível, ótimos diálogos que nos levam a repensar e refletir sobre as relações humanas agora com as possibilidades do mundo virtual.
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