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4,5
Ótimo
Planeta dos Macacos - A Origem

Humanidade

por Francisco Russo

O planeta Terra é dominado pelo homem não por ser o animal mais forte ou poderoso, mas graças à sua inteligência. E se houvesse outro ser vivo tão ou até mais inteligente coexistindo com ele, o que aconteceria? Esta interessante questão é um dos motes de Planeta dos Macacos – A Origem, ficção científica que aproveita a fama da série para falar um pouco da arrogância do próprio ser humano. A mesma que chocou no Planeta dos Macacos original, só que no sentido inverso, quando o homem era colocado no papel do dominado. O que leva à seguinte pergunta: seria a dominação de outras espécies o caminho normal da natureza para seres mais evoluídos? A resposta, provavelmente, nunca será dada.

O novo filme da série começa com o cientista Will Rodman (James Franco, correto) trabalhando em um medicamento para curar o mal de Alzheimer. Após a pesquisa ser cancelada, ele resolve testar a droga em seu próprio pai, Charles (John Lithgow, bem), com sucesso. Will também leva para casa um filhote de chimpanzé, César, que herdou da mãe os genes alterados pelas experiências nos laboratórios. Como resultado demonstra ter uma inteligência fora do comum, que lhe dá características humanas com o passar dos anos. Só que, sempre, com a coleira no pescoço.

Tudo começa a mudar quando César ataca um vizinho ao proteger Charles. Considerado uma ameaça, ele é engaiolado junto com outros macacos. As precárias condições e os maus tratos recebidos fazem com que, aos poucos, se revolte. É o início da revolução, que nasce apenas com o intuito de viver em paz. Pode-se dizer que os macacos apenas querem para si os mesmos conceitos básicos aplicados à humanidade, que lhe garante liberdade, respeito e livre arbítrio.

O grande trunfo de Planeta dos Macacos – A Origem é sua história, com o necessário pé no chão para deixá-la verossímil. É assim que temas como a ambição humana em controlar a vida e os interesses por trás de tais atos são abordados com propriedade, retratando o mundo capitalista como ele é. Por outro lado, é compreensível a saga de César e companheiros. Eles não lutam para subjugar os humanos ou eliminá-los, mas por melhores condições de vida. Em determinado momento é possível até que o espectador torça por eles, apesar de saber pelos demais filmes que se trata do início do fim do domínio humano. Afinal de contas, eles conquistam uma espécie de humanidade que faz com que sejam semelhantes ao próprio homem. Não na aparência ou nos dotes físicos, mas na inteligência.

Com tanto a contar, sobra pouco espaço para cenas de ação. O que é bom, já que oferece mais tempo ao desenvolvimento da história. Ainda assim o filme conta com momentos tensos e impactantes, como a majestosa entrada na sala de reuniões, logo no início, ou a fuga em plena Golden Gate. Destaque também para os efeitos especiais, principalmente para a expressividade presente nos macacos. Boa parte da identificação deles como seres racionais se deve a ela. Bom filme, que levanta questões importantes sobre o conceito de humanidade.

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