Em 1989, pouco antes da queda do muro de Berlim, a Sra. Kerner (Katrin Sab) passa mal, entra em coma e fica desacordada durante os dias que marcaram o triunfo do regime capitalista. Quando ela desperta, em meados de 1990, sua cidade, Berlim Oriental, está sensivelmente modificada. Seu filho Alexander (Daniel Brühl), temendo que a excitação causada pelas drásticas mudanças possa lhe prejudicar a saúde, decide esconder-lhe os acontecimentos. Enquanto a Sra. Kerner permanece acamada, Alex não tem muitos problemas, mas quando ela deseja assistir à televisão ele precisa contar com a ajuda de um amigo diretor de vídeos.
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"Adeus, Lênin!" é um filme extremamente humano, daqueles que poucas vezes por ano temos a oportunidade de assistir. O filme tem alguma semelhança com "A Vida é Bela" no sentido de que há uma pessoa querendo ocultar a verdade para outra de forma a protegê-la, mas aqui o assunto é tratado com uma leveza bem maior, sem falar que o próprio desenrolar da história é muito mais verossÃmil do que a saga de Roberto Benigni e seu filho em um campo de concentração nazista. O filme consegue mesclar informação histórica sobre a Alemanha Oriental e sua trama de forma que informa e ao mesmo tempo encanta a quem assiste. Logo de inÃcio temos uma visão de como era a vida na Alemanha Oriental, com o processo de reunificação também sendo detalhado já em sua primeira meia hora. Inclusive este processo de mudanças extremas no paÃs impressiona pela rapidez com que tudo ocorre, o que é evidenciado pela quantidade de informações que é passada ao público para, apenas depois, ser revelado que tudo aquilo aconteceu em apenas 8 meses. Tempo demais para qualquer pessoa, como Christine, permanecer em coma, mas também um perÃodo muito curto para que tantas mudanças ocorressem em uma sociedade. Com o despertar do coma de Christine o filme se dedica à busca incessante de Alexander, seu filho, em evitar que a mãe saiba das mudanças ocorridas na Alemanha Oriental. O motivo é simples: Christine é uma socialista convicta e acabou de sofrer um infarto. Para evitar um 2º infarto, que seria fatal, deve levar uma vida sem que tenha choques ou emoções muito fortes. Como as mudanças foram muito gritantes, e extremamente conflitantes com a ideologia a qual a mãe defende, Alex decide por poupar a mãe e criar em torno dela uma outra realidade, onde nada aconteceu e a Alemanha Oriental continua a mesma de antes de seu infarto. Para obter sucesso Alex não mede esforços: busca potes de antigos produtos que não estão mais à venda, redecora sua casa para que nenhuma novidade pós-reunificação fique explÃcita, convence amigos a ajudarem na recriação do antigo paÃs, produz vÃdeos com notÃcias falsas, que sua mãe possa ver na TV... Este último, por sinal, produz algumas das melhores cenas do filme, já que sempre que algo foge ao seu controle Alex busca explicar à mãe, através de notÃcias de um telejornal falso, uma justificativa para que tal situação tenha ocorrido. E assim segue o filme, com a busca incessante de Alex em manter as aparências de forma a que sua mãe não sofra um novo infarto. Este trabalho provoca cenas divertidÃssimas, onde o inusitado sempre cria mais problemas para Alex, e ao mesmo tempo tocantes, pela própria dedicação do filho em fazer com que tudo dê certo. Tudo isso, mais o próprio desenrolar histórico da nova Alemanha, produz um filme que informa e emociona na medida certa. Muito bom filme, torço que ele esteja ao menos na relação de indicados do próximo Oscar de melhor filme estrangeiro. |
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Uma obra genial. Abordagem originalÃssima sobre a queda do Muro de Berlim e seus reflexos nas questões econômicas, sociais, costumes etc. Bela fotografia. Desempenho Ãmpar dos atores. Merece lugar de destaque na histporia do Cinema. |
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Adeus, Lenin! é exemplo de criatividade e inovação cinematográfica, além de fazer ainda uma crÃtica de forma discreta, ética e engraçada. É prova também do crescimento do cinema europeu e de como sua essência é superior à de Hollywood. Recomendação obrigatória para fãs do cimema moderno. |
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Filme fantastico, uma critica ao capitalismo e ao mesmo tempo ao comunismo, a forma como a chamada ditadura do proletariado tambem é uma forma de reprimir a liberdade das pessoas. A relação em que o filho tem com a mãe é apresentado de forma fantastica que desperta muito emoção para quem assiste. |
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O humor refinado europeu está de volta. Pra quem está cansado dos blockbuster americanos e pra quem adora humor inteligente, Adeus Lenin é a pedida perfeita. A trama bem montada, nem um pouco cansativo e com ótimo desfecho, Adeus Lenin com certeza fará parte da minha cinemateca. |
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Fazia muito tempo que um filme não me surpreendia desta maneira. A melhor coisa de Adeus Lênin é o retrato que ele faz da sociedade capitalista pela ótica do consumo, da ilusão de ordem e de progresso e de como isso fragmentou a Alemanha Oriental. Estou cansada de ver filmes que retratem o quão maravilhoso foi para os comunistas se entregaram ao capitalismo. Pela ótica de um filho desesperado que tenta poupar sua mãe, Adeus Lênin transforma a dor, a desilusão e o desespero na mais doce poesia. |
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"Adeus, Lênin!" (Good Bye, Lênin!) não está só de passagem e entretenimento, já ganhou prêmios pelo mundo afora, inclusive o de melhor filme no Festival de Berlim, sua terra natal. SensÃvel e bem humorado, o filme se segura num argumento fabuloso: poucos meses antes da queda do Muro de Berlim em 89, uma mãe idealista ao extremo sofre um enfarto no lado comunista e entra em coma. Quando acorda, 8 meses depois, o mundo dela havia ruÃdo com o muro. Diante do risco de morte por fortes emoções num coração fraco, o filho decide cuidar da mãe acamada numa bolha histórica. Sem revelar a reviravolta que a cidade (Berlim, Alemanha e mundo) vivia naquele momento, o filho corre no turbilhão capitalista para que o tempo da mãe continue lento e comunista. ImperdÃvel. Leve a famÃlia toda. |
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Adeus Lênin! É um filme que nos faz rir e chorar com a mesma intensidade, capaz de emocionar e arrancar aplausos, até mesmo, dos corações mais rÃgidos. Com um roteiro impecável. Sem a menor sobra de dúvida uma produção merecedora de Oscar e várias outras premiações, a qual, todos deveriam desfrutar. |
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Interessante filme sobre o fim da Alemanha Oriental. o que marca no filme é a atuação do filho com as diversas maneiras de criar e manter "viva" uma Alemanha Oriental que não existe mais para a mãe doente e comunista. Muito bem construÃdo. |
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É sempre bom assitir a um filme que é feito sem pretensões basicamente comerciais. Humor e drama se equilibram de forma magistral nesse filme, em que os atores vestem seus personagens de forma convincente e natural! |
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Achei meio estranho pra começar, assistir um filme Alemão, num paÃs onde se vêem mais filmes norte-americanos do que brasileiros. Mas gostei muito do filme, me pareceu uma crÃtica bem sutil, mas com muito humor. Pena que passou em cinemas menores e foi pouco divulgado. |
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Esta sátira sobre um jovem da Alemanha oriental, Alexander (Daniel Brühl), cuja mãe, Christine (Katrin Sab) sofre um infarto e fica em coma alguns meses. É fundamental saber-se que Christine ficou internada durante o perÃodo que levou à queda do muro de Berlim: 1989. Alexander é alertado pelos médicos sobre a condição crÃtica da saúde de sua mãe. Ela que desde a década de 70 era daquelas comunistas de carteirinha, uma professora dedicada integralmente, em especial após a fuga do marido para Berlim ocidental. Temendo que o coração "vermelho" de sua mãe não resistisse à s notÃcias relativas à unificação das Alemanhas, Alexander cria um mundo pararelo para ela. Desde as marcas alimentares que eram apreciadas por Christine, até produzir vÃdeos caseiros recontando (ou melhor dizendo, contando sob o seu ponto de vista, as glórias do comunismo) a história dos acontecimentos que culminaram com a derrubada do muro de Berlim. Alexander e um amigo faziam vÃdeos enaltecendo o regime comunista, que chegou inclusive a derrotar a coca-cola, o maior sÃmbolo do capitalismo. O rapaz chegou a chamar ex-alunos da mãe, ex-funcionários do partidão, para que no seu aniversário, Christine que nada estava diferente em seu paÃs. O grande mérito do diretor Wolfgang Becker é de ter feito o maior tributo aos ideais polÃticos que um jovem tem em relação ao mundo e, em particular, ao seu paÃs natal. A grande lealdade é a de um filho capaz de qualquer coisa para evitar o sofrimento de sua mãe. Trilha sonora, fotografia e roteiro simplesmente irresistÃveis. Não tenho dúvida em afirmar que é o melhor filme que assisti em 2004. |
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Grande filme alemão! Aliás, mais um grande filme da nova safra alemã. Perfeito! Engraçado, inteligente, divertido. E aindsa sensÃvel à s transformações polÃticas, sociais e humanas da época. Respeitando as opções polÃticas e as mudanças interiores de quem viveu a queda do muro de Berlim - o fim do Socialismo. Filme essêncial. De todos os grandes filmes da 27 Mostra Internacional este foi um dos melhores. Se for campeão no Oscar 2004 será merecido. |
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Segundo a crÃtica de Adeus, Lênin, o filme estaria "de olho na onda de nostalgia que varreu o paÃs após a unificação, a chamada Ostalgie" (JB, 2/1/04). Ora, sentir nostalgia da DDR equivaleria a sentirmos nostalgia do regime militar. Claro que a DDR teve uma ou outra vantagem, por exemplo, pleno emprego — como o regime militar também teve, digamos, "lei e ordem" (menor criminalidade). Mas nenhum brasileiro em sã consciência sentiria "saudades" dos militares repressores, como creio que nenhum alemão deve sentir saudades do comunismo repressor. Saudades de um regime que ergueu um muro pra impedir a saÃda de seus habitantes? O filme não passa de uma brincadeira de "e se a DDR é que tivesse dado certo e a República Federal é que tivesse sucumbido?" — um exercÃcio de imaginação, como o cinema gosta tanto de fazer. E se o preço da democracia é o capitalismo (parece que a democracia é incompatÃvel com os outros sistemas) então... aturemos o capitalismo e curtamos as liberdades democráticas! |
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Saà da sala do cinema embasbacado com esse filme, uma história muito inteligente que mistura polÃtica e amor, uma crÃtica tão sutil quanto o filme tanto do regime socialista quanto do regime capitalista. Existem cenas fabulosas, as referências ao Stanley Kubrick são tão originais quanto as originais. Fazia tempo que eu não via um filme como esse no cinema. O mundo inteiro deveria assistir ao filme. |
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Não é um filme para tolos. Não é um filme para os que estão acostumados aos (d)efeitos especiais de Hollywood ou a coisinhas palatáveis que enchem os Blockbusters. "Adeus, Lênin" é brilhante à sua própria maneira. Mais uma vez, um filme vem provar que a verdade tem versões. E que, a partir do afeto, até o mundo pode ser modificado na percepção de alguém. A maneira como é mostrada a História da Alemanha, a queda do Muro, a opressão das forças policiais, as modificações quevão sendo vividas, a importância da vitória da Copa do Mundo de 90 para a Alemanha fazem de cada um de nós um pouquinho alemães. Sobretudo, nesse aniversário dos 40 anos de golpe militar no Brasil, o filme faz com que pensemos como é bom, apesar das dificuldades, sermos livres! Ao fim, é impossÃvel, vendo o amor de Daniel por sua mãe, não lembrar da música de Gilberto Gil: "Quem sabe o super-homem venha nos restituir a glória Mudando como um Deus o curso da história, por causa da mulher". O Super-Homem Daniel Kerner, apesar de tudo e de todos, da dor e da insistência de sua irmã e de Lara para que acabe com a pequena grande farsa que constrói, muda a história da Alemanha por causa do amor filial a Christine. Um filme para ver e pensar. |
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Bom, o filme retrata o lado oriental da Alemanha e a Queda do Muro de Berlim. O personagem principal, Alexander, desenvolve sua adolescência nesse perÃodo. Nesse turbilhão de acontecimentos sua mãe sofre coma, e não vê as mudanças (Queda do Muro e a invasão capaitalista no lado oriental). Quando ela acorda, ele tenta fingir que o comunismo existe e o paÃs ainda está separado, para ela não sofrer um choque e ficar em coma novamente. O lado interressante desse longa é retratar essa situação histórica na visão dos habitantes da Alemanha, e não pela MÃdia ou livros de história. O enredo do filme é embalado com emoção afetiva entre os personagens muito forte, tanto que eu chorei e ri bastante. A invsão capitalista é brutal no filme. A impressão é que o futuro já não é certo com a queda do socialismo. Outro filme que destaca isso é o Invasões Bárbaras. Voltando, no longa parece que o capitalismo "zerou" a mente das pessoas, tudo é bonito e moderno. Os ideários se perderam. Pra comcluir, eu só não dou nota dez porque eles cometeram a gafe de colocar um personagem com uma camiseta de matrix, não sei se foi ironia. No mais, é isso. |
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Bem-humorado, Adeus, Lênin é um porto seguro no cinema europeu.O cinema do velho continente teima em ser denso, complicado ou simplesmente chato. Adeus, Lênin não é nenhum desses. Simples e divertido, o filme tem um fundinho de 'a moral da história'. Mas não compromete um bom entretenimento. |
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Muito bom o filme. Como pano de funda, as brutais modificações por que passou a Alemanha Oriental com a queda do Muro de Berlim. Na temática central, a relação de uma mãe doente com um filho que tenta criar um mundo à parte, para que sua mãe tenha mais chance de sobreviver. Há de se salientar, ainda, o tema da manipulação dos fatos: a mãe, antes ou depois da doença, nunca é capaz de enxergar a realidade, seja pela manipulação estatal ou do filho. História contada num ritmo agradável, sem excessos, com toques de humor, capaz de nos fazer pensar. |
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O FILME É ´ÓTIMO...É BOM Q FAÇAM FILMES ASSIM PARA NOS INTERAGIRMOS MAIS COM A HISTÓRIA, ADQUIRIR NOVOS CONHECIMENTOS E PRINCIPALMENTE SABER COMO TUDO FOI! MERECE NOTA 10. |
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Obra-prima, belÃssimo, inteligentÃssimo, muito bem humorado, original. Um dos melhores filmes de 2003 (lançados em circuito), perdendo apenas para "As Invasões Bárbaras". |
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Um belo filme. Um roteiro genial. Humano e engraçado. Comovente, mas não dramalhão. Engraçado, porém não idiota como muitos filmes americanos. Acho uma tremenda felicidade desenvolver roteiros que apresentem, a partir de um fato real e de conhecimento geral, perspectivas que nos levem a questionar o acontecimentos dos fatos que marcaram a História. *** |
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Adeus, Lênin é um daqueles filmes "redondinhos", um daqueles filmes que te surpreendem e te fazem rir do início a fim. é aquela sensação de comprar um CD (isso quando ainda comprávamos Cds..) e perceber que todas as músicas são excelentes! a saga do filho dedicado tentando esconder da mãe enferma o colpaso de todo um sistema ao qual a mãe se habituara e se engajara é fantástico. o filme mostra um pouco da atmosfera frenética que percorreu a Europa Oriental com a queda do comunismo e com o advento da liberdade de expressão e de consumo. afinal de contas, difícil com o capitalismo, pior sem ele. a cena da mãe comunista xiita, já recuperada, saindo do prédio e se deparando com todas aquelas transformações e com uma gigantesca estátua de Lênin sendo içada por um helicóptero entrou no rol das minhas cenas favoritas da História do cinema.
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