Ana Paula Renault não é apenas um dos nomes mais comentados do BBB 26, como também marcou o BBB 16, há dez anos. Nas duas edições, há um ponto em comum: os embates afiados dentro da casa. Em sua primeira participação no reality, uma de suas maiores rivais foi Adélia Soares, com quem protagonizou tretas intensas e momentos de alta tensão, inclusive no episódio que culminou na expulsão de Ana Paula do programa.
Apesar do clima pesado no confinamento, houve espaço para reconhecimento. No dia em que Ana Paula foi “eliminada” no Paredão Falso, fez questão de dizer a Adélia que a considerava uma mulher forte e que a admirava, deixando claro que a rivalidade estava restrita ao jogo.
O que muita gente não lembra é que, após sua participação no BBB, Adélia tomou novos rumos e acabou se envolvendo em uma série de casos polêmicos em sua profissão.
Por onde anda Adélia Soares?
Adélia Soares foi eliminada no sétimo paredão do BBB 16, com 63% dos votos. Depois disso, não demorou para voltar aos holofotes. Ao entrar no reality, ela já atuava como advogada, mas viu a procura por seu trabalho crescer após ganhar notoriedade na TV.
Foi assim que a ex-BBB passou a se envolver em casos de grande repercussão envolvendo subcelebridades, como na defesa de Camila Moura, então mulher de Lucas Buda no BBB 24, que pediu divórcio após o participante flertar com outra mulher dentro do reality.
TV Globo/Instagram
Além disso, a advogada defendeu outros nomes conhecidos, incluindo ex-participantes de A Fazenda como MC Mirella, Thomaz Costa, Deborah Albuquerque e Deolane Bezerra.
Adélia esteve tão envolvida no caso de Deolane, um dos mais comentados nas redes sociais nos últimos anos, que conseguiu a devolução de carros de luxo apreendidos durante a investigação que apontava uma suposta ligação da ex-Peoa com um site sob suspeita.
Mas o nome de Adélia Soares não ficou atrelado apenas aos casos de seus clientes famosos. A Polícia Civil do Distrito Federal a indiciou pelos crimes de falsidade ideológica e associação criminosa. Segundo as investigações, ela teria se associado a empresários chineses para abrir empresas de fachada, o que permitiria a exploração ilegal de plataformas de apostas no Brasil. Dessa forma, seu nome acabou sendo relacionado à chamada “máfia chinesa”.
Na época, o Fantástico teve acesso a conversas entre ela e um dos investigados. Adélia foi questionada pelas autoridades, mas negou qualquer envolvimento. No Instagram, ela disse que jamais arriscaria seu 22 anos de profissão por "algo que não fosse lícito".
Posteriormente, a advogada foi citada no relatório da CPI das Bets, que investigava a possível ligação de influenciadores com organizações criminosas. Na ocasião, sua defesa declarou que "não há qualquer indício mínimo que fundamente a conclusão do relatório".
Atualmente, segue atuando como advogada e também produz conteúdo para as redes sociais, onde compartilha momentos da vida ao lado do marido e do filho.