Críticas mais úteisCríticas mais recentesPor usuários que mais publicaram críticasPor usuários com mais seguidores
Filtrar por:
Tudo
Yuri
74 seguidores
552 críticas
Seguir usuário
Crítica da série
3,0
Enviada em 29 de outubro de 2025
Nero é uma minissérie razoável, com uma história igualmente razoável. A minissérie aborda temas como religião e política. Ela contém aventura, um pouco de ação e muita fantasia. Os fãs de séries sobre histórias antigas, com vestimentas e cenários da época, vão gostar bastante. O bom é que a minissérie se desenrola rapidamente, pois tem poucos episódios e cada um tem poucos minutos, não sendo nem um pouco cansativa. Na minha opinião, os únicos pontos negativos são o spoiler: elenco, que não tem muitos atores bons, e as atuações, que deixam um pouco a desejar. O último ponto negativo é que, spoiler: se realmente é uma minissérie, o final deixa a desejar: ficam alguns pontos em aberto. Não achei um final tão bom assim; esperava mais. Mas, tirando esses pontos negativos, recomendo assistir. Não é uma série maravilhosa, mas, no geral, é bem razoável e totalmente assistível.
A série Nero é um exemplo de narrativa que relativiza o bem, glorifica o oculto, desconstrói a beleza e confunde valores morais. Parece ter como única função Sugerir que a liberdade espiritual está fora do Evangelho, minando a autoridade da igreja enquanto enaltece o paganismo. Péssima.
A série é excelente, pra quem esta saturado de tudo e só quer algo para passa tempo, é muito boa, principalmente para quem gosta de história. O enredo foge um pouco da história do catolicismo, conta outra versão, mas sou católico e nem por isso achei a serie ruim e irei julgar por esses olhos, afinal é entrenimento. Os atores são muito bons e a trilha sonora é espetacular, combina com a estética e história. Um ponto que não gosto muito nessas séries é a questão dos protagonistas sempre aparecerem na hora H para salvar outro protagonista ou algo parecido, assim como velozes e furiosos que tem carros voadores etc, quando se trata de batalhas corporais e lutas nesse sentido, acaba se tornando algo muito "impossível" de se acontecer, mas a história acaba te pendendo e vale muito a pena assistir, no final fica com aquele gostinho de quero mais.
Chega a ser cômico o que a colega comentou sobre a série atacar a igreja... Enfim, a trama retrata bem o cenário da França no século 16, sendo até bem imersiva. Eu particularmente achei a série arrastada em alguns momentos, e subaproveitada. Os atores são bons, a trama é boa, porém acho que o roteiro poderia ter sido mais desenvolvido. Para quem é exigente, não vá esperando um vikings, templários ou algo como GOT, mas assim, não decepciona
Série bem dinâmica de fantasia. Pessoal reclamando da única verdade que tem na serie, que a igreja mente e manipula pelo poder kkkk Maratonei com minha esposa em um domingo.
Uma história com ritmo rápido, que entrega o enredo nos primeiros capítulos, entretanto tem uma costura entre os episódios que mantém a atenção e a expectativa. Lembra, de forma modesta ,séries como Roda do Tempo e Game of Thrones. Eu particularmente gostei, mas não aconselho se basearem na minha opinião, assustam e tirem suas próprias conclusões.
Acredito que a série poderia conter no máximo 5 episódios, em algumas partes deixam pontas abertas e enrolam um pouco. Fora isso é excelente! Ação e misticismo! Curti muito.
Série fraca. Tem tudo para ser boa, mas não é. A trama não prende a atenção, personagens mal aproveitados e a necessidade de “nadar a favor da maré” que é totalmente desnecessária em obras de ficção: por exemplo, spoiler: uma garota pré-adolescente que consegue vencer homens feitos numa luta spoiler: . Um fiasco a série.
Para quem gosta de luta com muito sangue, mutilação, decapitação, vai se divertir. Gostei da história, interessante, mas sou sensível para esse tipo de ação.
Terminei de ver Néro e fiquei com a cabeça cheia. A série é linda visualmente, cheia de mistério, mas o que mais me marcou foi o retrato de um povo completamente dominado pela religião ou melhor, pela tirania da religião. Os penitentes da série são uma imagem perfeita disso. Eles vivem cobertos, se flagelando, andando em procissões com cruzes, acreditando que quanto mais dor sentirem, mais perto estarão de Deus. Isso não é invenção da série: na Idade Média, principalmente durante pragas e crises, existiam mesmo grupos de penitentes que se chicoteavam em praça pública para “pagar” pelos pecados da humanidade. Achavam que o sofrimento podia limpar o mundo e apaziguar a ira divina. É triste e fascinante pensar que o catolicismo daquela época foi construído sobre essa lógica da culpa e da punição. O corpo era visto como inimigo da alma. O prazer era pecado. A mulher, uma tentação. E a dor, uma forma de redenção.
A cena da mulher grávida é, pra mim, uma das mais fortes. Ela dá à luz com a ajuda de uma bruxa — uma mulher que representa o saber antigo, o contato com a natureza, a força feminina. Mas logo depois, dominada pelo medo da igreja e pela ideia de pecado, ela rejeita o bebê e o mata, acreditando que a criança nasceu amaldiçoada por ter vindo “das mãos do demônio”. Essa cena resume o poder do fanatismo: a mulher é capaz de matar o próprio filho porque a fé que ensinaram a ela é uma fé baseada no medo, não no amor. Ela não vê mais o bebê, nem o ato de dar à luz — só vê o pecado. É a religião apagando o instinto mais puro que existe, o instinto materno.
E isso tem muito a ver com o que o catolicismo representava antigamente. Durante séculos, a Igreja ensinou que o corpo era impuro, que a carne era perigosa e que o prazer era pecado. As mulheres foram tratadas como culpadas por existir — herdeiras de Eva, tentadoras, ligadas ao mal. Enquanto isso, o sofrimento era exaltado como virtude. Os penitentes da série mostram isso de forma brutal: gente se batendo, se cortando, acreditando que só a dor os aproxima de Deus.
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade