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    Them: Série do Amazon Prime Video tem cena que traumatiza o público; Confira o momento
    Por Bruno Botelho dos Santos — 14 de abr. de 2021 às 21:00

    A série Outros (Them) retrata uma família negra sofrendo racismo nos Estados Unidos e está causando polêmica em sua primeira temporada no Prime Video.

    Outros é uma série de antologia que mistura terror com comentário social, trazendo uma nova história sobre racismo a cada temporada no catálogo do Amazon Prime Video, com um tom semelhante ao das produções de Jordan Peele – diretor que tem grande importância no protagonismo negro no cinema atual–, como Nós e Corra!, e da série Lovecraft Country.

    A história acompanha Henry (Ashley Thomas) e Lucky Emory (Deborah Ayorinde), um casal afro-americano que, nos anos 50, decide se mudar com sua pequena família da Carolina do Norte para um bairro totalmente branco de Los Angeles. Eles tentam escapar da segregação racial e da discriminação predominantes no sul dos EUA, onde as leis de Jim Crow ainda vigoravam. A nova casa dos Emory está localizada em uma rua arborizada e aparentemente tranquila, mas logo se torna palco de fenômenos sobrenaturais. 

    Um momento específico da primeira temporada, mais precisamente o quinto episódio, está deixando muitas pessoas traumatizadas – até mesmo revoltadas – por causa de seu conteúdo muito forte e, por isso, está sendo considerado o episódio mais horrível da série de terror. Vamos entender qual é essa cena polêmica!

    ATENÇÃO: A matéria apresenta revelações sobre a antologia de terror Outros!

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    Qual foi a cena traumatizante no episódio 5 da série Outros?

    O quinto episódio de Outros mostra um aviso de gatilho, coisa que não havia aparecido na série até então, o que deixa claro que algo mais forte e de conteúdo sensível vai acontecer no decorrer do episódios. Embora cenas angustiantes e pesadas tenham acontecido com a família Emory nos primeiros quatro episódios, os avisos de gatilho não estavam lá. O que mostra que toda a violência anterior não era nada comparada ao que aconteceria.

    Na cena, Lucky (Deborah Ayorinde) passa um tempo com seu bebê enquanto seu marido e sas filhas estão fora. Uma estranha mulher branca (Dale Dickey) se aproxima e começa a cantar ofensivamente "Old Black Joe" – uma canção de cunho racista – até que sua atenção se volta para o bebê Chester, quando ela pergunta ameaçadoramente se pode ficar com ele.

    Lucky nega horrorizada e corre para protegê-lo e escondê-lo, mas a mulher juntamente com três homens brancos invadem a casa. Eles abusam sexualmente de Lucky e matam o bebê em um jogo horripilante e assustador chamado "Cat In the Bag" (algo como gato em uma bolsa), que consiste em girar a bolsa descontroladamente e jogá-la pela sala – com Chester dentro –, eles só param quando percebem que o bebê morreu e começou a sangrar pela bolsa.

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    Toda a sequência, desde o momento em que os homens encontram Lucky até o final da cena, dura apenas quatro minutos, mas parece interminável. A mensagem particular aqui é de desumanização, que essas pessoas brancas não enxergam os Emorys como pessoas por serem negros. 

    Apesar do crime traumatizante, os assassinos do bebê Chester nunca são presos nem punidos, e Lucky é deixada para sofrer em silêncio enquanto ela lentamente enlouquece. Em uma tentativa de começar sua vida do zero e ajudar sua esposa e família, Henry Emory (Ashley Thomas) consegue um novo emprego em Los Angeles e os muda de sua pequena cidade no sul, Compton, em um bairro repleto de vizinhança branca – que é quando começam, mais uma vez, a sofrer com o racismo nos Estados Unidos.

    Como a antologia Outros está sendo recebida pelo público e pela crítica?

    A recepção da série está bem dividida, com 66% de aprovação pela crítica no site Rotten Tomatoes e um consenso de que "As performances emocionantes de Deborah Ayorinde e Ashley Thomas ajuda a sustentar um sentido suficiente de terror, mas a sua abordagem sem corte e sangrenta mina qualquer comentário social em favor dos horrores mais superficiais".

    Essas estão sendo as principais críticas feitas sobre a produção de terror, sobre a exploração da brutalidade e trauma em temáticas raciais como um artefato estético dentro da narrativa – o maior exemplo é essa cena traumatizante no episódio 5.

    Em entrevista ao TVLine, a atriz Deborah Ayorinde contou que achou as cenas difíceis de gravar, afirmando que a produção teve um terapeuta de plantão exatamente por esse motivo. "Confio na minha fé em geral na vida. Mas, eu confiei muito em minha fé neste processo. Eu precisei. Eu orei todo o caminho até o set e todo o caminho de volta para casa para ser honesto”, afirmando que fez consultas com o terapeuta quando tinha que trabalhar as coisas traumatizantes durante a série.

    Os dez episódios da primeira temporada de Outros estão disponíveis no catálogo da Amazon Prime Video.

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    Comentários
    • Vinícius
      Presta atenção no contexto da minha mensagem.Eu respondi o comentario do Ororme Santos, a minha mensagem se refrente ao que ele falou.Entao eu nao tenho culpa se você me acha doente sendo que você é Burra.Na próxima presta atenção na ordem das mensagem, antes de sair chamando alguem de doente.
    • Sandro Porto
      Cara, vc defecou bonito pelos dedos...
    • Roberta Laranja Vincler
      Tudo na vida é questão de costume. Quem tá acostumado a ver filmes de horror, não se afeta facilmente com qualquer coisa. Eu, por exemplo, detesto ver acidentes reais, gente sofrendo... eu passo longe. Mas sou fã de terror, acho divertido. Mas acho divertido porque justamente assisto com a consciência de que aquilo são apenas atores e efeitos especiais. Então essa consciência de que é tudo encenado, faz com que filmes desses não me afetem. Não é porque eu gosto de ver gore em filmes, cenas graficamente bem feitas, que sou uma psicopata sedenta por sangue. Acreditar nisso é pura ignorância. Você pode não gostar do segmento, mas seu gosto não representa o restante da humanidade, nem faz de você melhor do que ninguém.O filme teve apenas uma cena com intenção de ser forte, mas foi apenas mal feita. Só afeta os mais sensíveis que não estão acostumados com bons filmes de terror.Nessa série inteira a única coisa que me afetou profundamente foram os vizinhos e a sociedade branca em geral que tratavam a família negra como bichos, ou muito pior que isso. Isso me afeta porque é muito próximo do real, especialmente na época em que o filme passa. Mas esse episódio 5 foi tão mal feito que só vejo como uma cena idiota.Curioso porque conheço muitas pessoas próximas que detestam e tem preconceito com filmes de horror, mas não podem ver um acidente que parecem um papa defunto. São os primeiros a parar pra ficar olhando a desgraça alheia... vai entender, né.
    • Roberta Laranja Vincler
      As pessoas vão dizer que somos insensíveis... mas quem se afeta com um episódio desses definitivamente nunca assistiu filme de terror de verdade. Provavelmente ficou com tanto medo que não chegou a olhar as cenas. Porque os efeitos foram tão toscos que ficou cômico. As cenas de estupro foram tão veladas que quase posso dizer que foi insinuado, apenas. Até filmes bobos, tipo Viagem Maldita, tem cenas de estupro n vezes mais perturbadoras. Já a cena do gato no saco foi tão mal feita que é impossível se lamentar pelo bebê. Só mostrou girando e jogando, nem mostraram ele batendo em algum lugar, chorando. E no fim usaram um boneco tão leve (nem pra comprarem pelo menos um nenê reborn com peso de bebê de verdade), que ao cair no chão parecia que pesava 200g. Eu tive que rir pq foi um defeito especial absurdamente tosco, pobre. Sinceramente, se cena não me convence que aquilo está próximo do real, não consigo mergulhar na história e me afetar com ela.
    • Niinha Bennett
      Seleção natural? Uma violência motivada por desumanidade e racismo? Vc deve ser doente.
    • Niinha Bennett
      Eu me senti realmente mal com essa cena, e por pensar q isso acontecia e realmente acontece até hj. Quem não sente nada vendo isso já morreu por dentro ou não tem sentimento algum.
    • May
      E qual o sentido de trabalhar mais uma cena de estupro? e matar um bebê dentro de uma bolsa precisa mesmo de um mar de sangue pra chocar?Que fetiche é esse em presenciar tanto horror? Seu comentário gera muitos questionamentos sobre essa necessidade em ver o mal acontecer e ainda achar que é pouco.
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