A 3ª temporada de House of the Dragon mostra que uma guerra não é vencida apenas com dragões. A série deixou claro que cada vitória cobra um preço cada vez maior, e que um único movimento pode alterar completamente o equilíbrio do conflito.
O fim da 3ª temporada elevou ainda mais a tensão entre Verdes e Pretos e deixou claro que a Dança dos Dragões caminha para um confronto cada vez mais devastador. Ao mesmo tempo, a série continua alimentando debates entre os fãs ao deixar algumas decisões importantes em aberto — e uma delas envolve justamente Daemon Targaryen (Matt Smith).
Excesso de confiança ou estratégia?
Vamos voltar para o início da série, especificamente no terceiro episódio. Daemon consegue forçar Ormund Hightower (James Norton) à rendição para evitar que seu exército seja destruído por três dragões. Mais tarde, porém, é revelado que o comandante Hightower o enganou ao entregar um falso herdeiro em vez do verdadeiro Daeron Targaryen (Benjamin Evan Ainsworth).
Além disso, ele ainda consegue assumir o controle de uma cidade que os Targaryen não podem atacar sem colocar seus próprios súditos em risco. É justamente nesse ponto que surge a dúvida levantada por parte do público: se Daemon acreditava ter capturado Daeron, por que também não ficou com o dragão do príncipe?
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Uma possível explicação é que Daemon considerava suficiente separar cavaleiro e dragão. Sem seu montador, Daeron deixaria de representar uma ameaça imediata, e o objetivo seria eliminá-lo para romper definitivamente esse vínculo. Já o jovem dragão, sozinho, não representaria um perigo tão grande naquele momento.
Outra teoria leva em conta a própria relação de Daemon com essas criaturas. Apesar de ser um dos personagens mais impiedosos da série, ele demonstra profundo respeito pelos dragões como parte do legado da Casa Targaryen. Matar um deles provavelmente jamais seria uma opção para o príncipe, mesmo em tempos de guerra.
Um furo de roteiro ou apenas uma explicação incompleta?
A possível verdade é que Daemon realmente pretendia capturar o dragão, mas isso não era sua prioridade naquele momento. A prova disso é que o homem ferido que aparece no final do episódio se apresenta como um tratador de dragões enviado especificamente para controlar o animal, já que lidar com essas criaturas exige conhecimento especializado.
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Como a série aborda esse detalhe de maneira bastante superficial, é compreensível que parte do público tenha interpretado a situação como um erro de roteiro. Na prática, tudo indica que não se trata exatamente de um furo de roteiro, mas sim de uma explicação pouco desenvolvida.
A série deixa pistas suficientes para justificar a decisão de Daemon, embora não faça questão de explicá-las de forma explícita. Além disso, a escolha está alinhada com a personalidade do personagem, cuja autoconfiança frequentemente o leva a subestimar seus adversários. Estamos prestes a descobrir se esse pequeno dragão acabará se transformando em um problema muito maior do que Daemon imaginava.