Existem séries de ficção científica que apostam em naves espaciais, explosões e tecnologias futuristas. Mas For All Mankind sempre seguiu um caminho diferente. Sua premissa partia de uma pergunta simples, mas fascinante: o que teria acontecido se a União Soviética tivesse chegado à Lua antes dos Estados Unidos? A partir dessa ideia, o Apple TV construiu uma história alternativa em que a corrida espacial nunca desacelerou, transformando a política, a tecnologia e a própria sociedade ao longo das décadas.
O mais interessante é que a série nunca foi apenas sobre astronautas! Havia foguetes, bases lunares, missões a Marte e todo tipo de avanço tecnológico, mas o verdadeiro coração da trama sempre esteve nos personagens.
A cada salto temporal, acompanhávamos pessoas marcadas por escolhas do passado, perdas acumuladas e pela eterna obsessão humana de olhar para as estrelas, mesmo quando tudo parecia desmoronar na Terra.
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For All Mankind já tem data para se despedir
For All Mankind chegará ao fim com sua 6ª temporada, que será oficialmente a missão final da série. O anúncio foi feito antes mesmo do encerramento da 5ª temporada, que estreou em 27 de março de 2026 e seu episódio final foi exibido em 29 de maio. Embora a história principal ainda não tenha chegado ao fim, seu destino já está traçado.
Para uma produção que sempre foi concebida como uma narrativa de longo prazo, a decisão parece bastante coerente. Desde sua estreia, em 2019, a série avançou década após década, imaginando um mundo em que a exploração espacial alterou profundamente o rumo da humanidade.
Na 5ª temporada, a trama já se passa nos anos 2010 e mostra Happy Valley, a colônia humana em Marte, transformada em um novo foco de tensão. O assentamento marciano deixa de ser apenas uma extensão da Terra e passa a desenvolver sua própria identidade, criando conflitos com aqueles que ainda governam o planeta azul.
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Mais do que um cancelamento inesperado, a despedida planejada com uma 6ª temporada soa como uma conclusão cuidadosamente preparada. Os criadores Matt Wolpert e Ben Nedivi afirmaram que explorar esse universo ao longo de seis temporadas foi um privilégio e destacaram a satisfação de poder encerrar a história da maneira que sempre imaginaram. Para uma série construída sobre consequências que se desenrolam ao longo dos anos, talvez uma última etapa seja muito mais adequada do que prolongar a jornada até perder o rumo.
Cidade das Estrelas mostra o outro lado da corrida espacial
A boa notícia para os fãs é que o universo de For All Mankind não terminará junto com a série principal. O primeiro derivado da franquia, Cidade das Estrelas, estreou no Apple TV em 29 de maio, exatamente no mesmo dia em que foi ao ar o último episódio da 5ª temporada de For All Mankind. A 1ª temporada contará com oito episódios, que chegarão semanalmente à plataforma até 10 de julho.
A nova produção muda completamente o ponto de vista da história. Enquanto For All Mankind acompanhou principalmente a perspectiva dos Estados Unidos nessa realidade alternativa, Cidade das Estrelas voltará seu olhar para o outro lado da Cortina de Ferro.
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A trama será um thriller com elementos de espionagem ambientado no momento decisivo desse universo fictício: quando a União Soviética se torna a primeira nação a colocar um ser humano na Lua.
Mais do que mostrar foguetes soviéticos e tecnologia espacial, a série pretende explorar a vida de cosmonautas, engenheiros e agentes de inteligência que arriscaram tudo para impulsionar a corrida espacial. E, pelo que tudo indica, os perigos enfrentados na Terra podem ser tão grandes quanto aqueles encontrados no espaço.
Quando a 6ª temporada for ao ar, ela marcará o encerramento de uma das produções de ficção científica mais ambiciosas do Apple TV. Ao longo de sua trajetória, For All Mankind transformou a corrida espacial em uma história sobre ambição, luto, política e futuros alternativos.
Já Cidade das Estrelas parece pronta para expandir esse universo e lembrar ao público que, nessa versão da História, a chegada à Lua nunca foi o ponto final — apenas o começo de algo muito maior.