Lançada em 2014 pela Netflix, BoJack Horseman, além de fazer sucesso com o público, conquistou também os psicólogos. No enredo, acompanhamos a vida de BoJack, um cavalo e ex-astro de sitcom dos anos 1990, que tenta recuperar sua relevância em Hollywood enquanto lida com depressão, vícios e crises existenciais.
BoJack Horseman dialoga bem com problemas de saúde mental
Durante um artigo escrito em junho de 2024 para a revista Psychology Today, Mark Travers, um psicólogo norte-americano com diplomas da Universidade Cornell e da Universidade do Colorado, afirmou que há duas séries da Netflix que oferecem um olhar surpreendentemente realista e empático sobre problemas de saúde mental: BoJack Horseman e O Gambito da Rainha. Sobre a primeira, ele argumentou:
“BoJack Horseman subverte com sucesso as representações estereotipadas de problemas de saúde mental, oferecendo um retrato humorístico, porém honesto, da natureza instável da depressão e do vício. Os criadores da série abraçam a complexidade e o desconforto inerentes a essas lutas, apresentando um protagonista profundamente falho, mas inegavelmente humano. A jornada de BoJack é repleta de momentos de autoconhecimento e regressão, e refletem o caminho não linear que muitas pessoas com problemas de saúde mental percorrem.”
Netflix
Travers ainda acrescenta:
“BoJack - um alcoólatra com masculinidade ferida que luta contra o orgulho, o narcisismo e a toxicidade - é retratado com uma profundidade que evita generalizações precipitadas. A série não busca identificar uma única causa para o trauma sofrido por seus personagens, reconhecendo que tal representação seria negligente e contraproducente para a conscientização e a desestigmatização das doenças mentais. Em vez disso, BoJack Horseman oferece um retrato multifacetado e empático que ressoa com muitos espectadores.”
Aos interessados, vale lembrar que BoJack Horseman conta com um total de seis temporadas e já está finalizada. Você pode conferir o que o psicólogo fala sobre O Gambito da Rainha em nossa outra matéria.