Afinal, o que aconteceu com Ed Gein? Final da vida do serial killer foi trágico
Rafael Felizardo
Rafael Felizardo
-Redator | Crítico
Sonhador desde pequeno e apaixonado por cinema de A a Z, encontrou em David Lynch um modo de sonhar acordado.

O assassino em série está sob os holofotes por conta de Monstro: A História de Ed Gein, uma série true crime lançada pela Netflix em outubro.

Recentemente, a Netflix estreou, Monstro: A História de Ed Gein, o mais novo volume de uma série true crime criada por Ian Brennan e Ryan Murphy. Em capítulos anteriores, o show mergulhou nas polêmicas vidas de Jeffrey Dahmer e dos irmãos Lyle e Erik Menendez - e agora, chegou a vez de destrinchar a mente do serial killer conhecido como Açougueiro de Plainfield.

Inspirada por eventos verídicos e ambientada em uma Wisconsin rural em 1950, a trama explora o cotidiano de Ed Gein, um homem aparentemente tranquilo e solitário que vivia em uma fazenda decadente. Em seu íntimo, Ed era consumido por uma obsessão macabra pela própria mãe, o que o levou a cometer atrocidades com diversas vítimas.

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O QUE ACONTECEU COM ED GEIN?

Gein ganhou destaque na década de 1950, quando as autoridades norte-americanas descobriram que ele não apenas havia cometido assassinatos, mas também violado túmulos de cemitérios próximos. O criminoso utilizou restos mortais humanos para criar utensílios domésticos e roupas, incluindo máscaras e tigelas. Foi relatado que o relacionamento complicado de Gein com a mãe o levou a criar um traje corporal com pele feminina.

Em 1957, ele foi preso após matar Bernice Worden, dona de uma loja de ferragens local. Mais tarde, os investigadores encontraram a cabeça decepada de Mary Hogan em sua casa, ligando-o ao desaparecimento da mulher anos antes.

Uma operação policial revelou que o nativo de Wisconsin encheu sua casa com partes de corpos, incluindo órgãos genitais preservados. As descobertas alimentaram especulações sobre necrofilia - o que ele prontamente negou.

Ed Gein à direita Bettmann / Getty Images
Ed Gein à direita

Após a prisão, Gein foi diagnosticado com esquizofrenia e declarado mentalmente inapto para julgamento. Ele foi internado no Central State Hospital for the Criminally Insane e depois transferido para o Mendota Mental Health Institute, em Madison, Wisconsin, onde permaneceu pelo resto da vida.

Vivendo sob cuidados psiquiátricos, o assassino faleceu em 26 de julho de 1984, aos 77 anos, devido a uma insuficiência respiratória causada por câncer.

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