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    As Melhores Coisas do Mundo Entrevista exclusiva com Francisco Miguez
    Por Francisco Russo — 15 de abr. de 2010 às 13:00

    Entrevista exclusiva com Francisco Miguez

    A partir do dia 16 de abril, ele estará nos cinemas de praticamente todas as capitais do país. Francisco Miguez é o protagonista de As Melhores Coisas do Mundo, novo filme dirigido por Laís Bodanzky e também estrelado por Caio Blat, Denise Fraga, Paulo Vilhena, Fiuk e Zé Carlos Machado. Francisco Russo, editor do Adoro Cinema, conversou com seu xará sobre a participação no filme e as mudanças que ele já tem proporcionado. O resultado você lê a seguir. ADORO CINEMA: Este é seu primeiro trabalho em cinema? FRANCISCO MIGUEZ: É o primeiro trabalho em tudo, na verdade. AC: Como foi o seu processo de seleção? Francisco: A Laís fez algumas conversas de roteiro em várias escolas. Nelas se falava sobre temas e aí apareciam alguns pontos que ela já tinha ouvido em outras conversas. Não tinha nada a ver com a seleção de elenco, mas participei desta conversa. Depois a produção de elenco passou nas escolas fazendo entrevistas com quem quisesse participar, o que deveria ter em um filme sobre adolescentes, essas coisas. Daí fui chamado para outro teste, com 30 adolescentes e já fora da escola, com o Sérgio Penna, preparador de elenco. Depois participei de mais um teste, que tinha uns seis adolescentes, em cima de personagem. Era super legal. Tinha uma casa, a gente ficava do lado de fora conversando, chamavam duas pessoas e lá dentro elas começavam a fazer a cena. De repente você entrava e tinha que se encaixar naquela cena. Então você não sabia o que estava acontecendo ali. AC: Você já sabia para qual personagem do filme estava fazendo o teste? Francisco: Neste último teste a Laís falou. Fiz este teste três vezes. Na quarta me ligaram, confirmando. Ainda bem, porque se não tivesse conseguido este papel ia ficar muito chateado. Fiquei as férias de verão inteiras fazendo teste! Aí rolou. Isto foi em janeiro de 2009. AC: Falando em futuro, o que você pensa para esta nova carreira de agora em diante? Francisco: Não vou falar que não quero fazer nada, mas vou deixar rolar. Não sei se um dia me sinto mais à vontade, não sei se é o que quero fazer. Tenho só 15 anos e decidir isso agora é complicado. AC: Ainda acha estranho esta tietagem? Porque agora, como personagem principal e o filme estreando, a tendência é que isto aumente ainda mais. Francisco: Fama é bom enquanto tem a ver com seu trabalho. É estranho ter que lidar com isto, esta coisa de te colocar num pedestal. Você tem que aprender a lidar, não dá para ser mal educado. AC: Como foi o processo já durante as filmagens? Seu personagem passa por uma situação complexa, que é o caso do pai. Teve algum trabalho específico para lidar com a questão da homossexualidade? Francisco: Tive dois meses de preparação. A maioria das cenas mais complexas a gente já tinha conversado bastante e também já tínhamos feito alguns ensaios delas. Lembro do ensaio com o Zé Carlos (Machado), foi bem legal. É difícil, pois não tinha uma referência exatamente. Meus pais são casados e só conheço um cara que tem um caso parecido, mas não sei a história direito e a família é muito diferente da que mostra no filme. Na maioria das cenas buscava referência em algo que tivesse vivido ou que algum dos meus amigos tivesse vivido, então busquei esquecer da questão da homossexualidade e pensar em uma notícia tensa que seus pais te dão. Mais algo de choque, sobre como reagiria diante de uma notícia forte. AC: Você já tinha lido os livros antes de fazer o filme? Francisco: Não. AC: E depois? Francisco: Também não. Mas o filme é muito diferente, o livro tem uma proposta mais didática. Os dois são muito parecidos na questão da descoberta, de como lidar com todas estas coisas novas que aparecem. AC: Não é muito comum o cinema brasileiro explorar o tema adolescente, a não ser que seja o garoto problema. A Laís chegou a te apresentar algum outro filme ou material o qual você pudesse seguir? Francisco: Eu li "O Apanhador no Campo de Centeio", que é adolescente problema. A Laís tinha me dito para ler por causa do humor e do sarcasmo, além do relacionamento com a família. Não assisti nenhum filme. AC: A gente acompanha o Twitter do filme e a todo instante tem pré-estreia em algum lugar. Como é lidar com esta maratona de lançamento? Francisco: É meio picado, não tem todo dia. É legal, gosto de fazer estas viagens. Fica ruim apenas quando preciso acordar muito cedo. Mas estou curtindo este período de lançar e ver as reações das pessoas.

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