Chefe da Sony alfineta produções live-action da Disney

Quem já cansou desses remakes?

Divulgação

Durante uma entrevista recente com vários executivos de estúdios, o presidente da Sony, Tom Rothman, alfinetou a estratégia da Disney de refazer seus filmes clássicos de animação em live-action, com atores reais, como A Bela e a Fera, ou computação gráfica hiperrealista, como no recente O Rei Leão.

Rothman fez seu comentário sobre os remakes durante um encontro promovido pelo The Hollywood Reporter com os chefes de sete grandes estúdios, apontando a importância de fazer filmes originais "porque até a Disney ficará sem filmes de animação para refazer".

Em uma questão separada no início da discussão, o CCO da Disney, Alan Horn, concordou com o ponto, observando que os filmes de animação da Disney são um "universo finito", e o estúdio já está começando a se afastar dos remakes diretos.

Começando com Alice no País das Maravilhas, a Disney passou boa parte dos últimos nove anos lançando  remakes de suas animações clássicas, como Cinderela, Mogli, Aladdin, e Dumbo. E em breve lançará novas versões de A Dama e o Vagabundo (esta no Disney+) e Mulan.

Como todos os grandes estúdios, a Sony também não está imune dessas estratégia de revisitar grandes sucessos do passado. O estúdio lançou recentemente novos episódios de franquias populares, como Homens de Preto e Zumbilândia, sem esquecer do novo As Panteras que estreia em novembro, Jumanji: Próxima Fase em dezembro, e O Grito em janeiro. Mas a diferença é que esses filmes costumam ser sequências ou abordar novos personagens e tramas diferentes do filme original.

A Disney trouxe alguns projetos recentes que não são puros remakes. Um exemplo é Malévola, que ganhou uma sequência neste ano, que foca na grande vilã ao invés de só recontar a lenda da Bela Adormecida. O estúdio também está produzindo Cruella, que será um prelúdio de 101 Dálmatas, focado em Cruella DeVil, interpretada por Emma Stone.

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