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    5 coisas de que você não sabia sobre Vingadores: Guerra Infinita

    Das melhores improvisações e modificações no roteiro ao porquê de os efeitos visuais de Thanos serem tão bons.

    Vingadores: Guerra Infinita tem a grande qualidade de aliar muitos personagens em um longa-metragem relativamente enxuto, destinando o maior tempo de tela justamente ao personagem que não conhecíamos: o poderoso Thanos (Josh Brolin), que é vilão e protagonista. Assim, os super-heróis precisavam de cenas coesas e de impacto em prol da relevância de sua participação no filme. Para cumprir o desafio com um bom trabalho, o roteiro de Christopher MarkusStephen McFeely foi como um organismo vivo, que foi se transformando com a ajuda do elenco e dos diretores Joe e Anthony Russo.

    Atenção! Esta matéria contém spoilers de Vingadores: Guerra Infinita!

    Abaixo, você descobre algumas mudanças fundamentais para Vingadores: Guerra Infinita ser o que é, tanto como resultado final, como por qualidade. E o que a Marvel faz para, em vez de ser duramente criticada como a DC, ganhar elogios pela concepção em computação gráfica de seus personagens. Confira:

    O improviso de Drax

    Dave Bautista é uma das grandes revelações do Universo Cinematográfico Marvel. O lutador transformado em ator em Guardiões da Galáxia tem se mostrado cada vez mais à vontade frente às câmeras, vide também a sua atuação em 007 Contra Spectre e ótima participação em Blade Runner 2049. Em seu terceiro filme como Drax, ele já está suficientemente à vontade para pensar como o Destruidor. Por isso, foi sua criação uma das linhas de diálogo mais engraçadas de Vingadores: Guerra Infinita.

    "No roteiro só constava 'Onde está Gamora?', e então 'Eu farei ainda melhor: 'Quem é Gamora?'", conta o roteirista Christopher Markus, dizendo que foi ideia de Dave Bautista que Drax se intrometesse na discussão entre o Senhor das Estrelas (Chris Pratt) e o Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), lançando uma pérola: "Eu farei ainda melhor: O que é Gamora?". "Ok, você faz o seu trabalho muito bem", respondeu Markus, assim aprovando o improviso de Drax — no caso, Dave.

    O encontro de Tony e Steve

    A primeira versão do roteiro de Vingadores: Guerra Infinita reunia Steve Rogers (Chris Evans) e Tony Stark (Robert Downey Jr.) depois da briga que eles tiveram em Capitão América: Guerra Civil. Na verdade, a primeira concepção de Vingadores 3 trazia o time completo de super-heróis. Em entrevista ao Yahoo!, eles contam que perceberam que seriam um problema resolver pendências de outros filmes nesse outro, e decidiram focar em Thanos.

    "Nosso primeiro rascunho do tipo meio ruim tinha a ideia de que eles deviam voltar a se reunir na mesma sala e lidar com isso. Mas isso significaria atrapalhar [a busca de] Thanos pelas Joias do Infinito para lidar com outras ameaças de outros filmes. E, por mais que nós quiséssemos fazer isso, e quantas vezes escrevêssemos essas cenas, ficou claro que esse filme precisava ser propulsivo, ser sobre Thanos, e o que ele representava para os Vingadores", conta McFeely.

    Assim, ganha contornos de certeza que Tony, Steve e os outros super-heróis precisarão resolver suas questões para lutar juntos, derrotar Thanos e reverter o genocídio promovido pelo Titã Louco em Vingadores: Guerra Infinita. Por isso, um dos palpites mais fortes para o título de Vingadores 4 é Avengers: Disassembled — ou o contrário, Avengers: Assemble.

    A criação de Thanos

    O desenvolvimento de Thanos é completo. Em termos de construção psicológica do personagem, que tem uma filosofia muito própria em sua busca pelas Joias do Infinito para devastar metade da vida na Terra, em prol de equilíbrio; a ameaça de seu discurso é muito bem representada por seus poderes e pela interpretação de Josh Brolin; e a captação dos traços do ator se combinaram perfeitamente com as características fundamentais do Titã Louco nas HQs. Um trabalho impecável.

    Para alcançar esse resultado, a Marvel confiou essa missão a não apenas um, mas dois estúdios especializados em efeitos visuais: a Weta Digital, conhecida por seu trabalho pioneiro em O Senhor dos Anéis, AvatarPlaneta dos Macacos e outras franquias; e a Digital Domain, vencedora do Oscar por filmes como TitanicO Curioso Caso de Benjamin Button e que havia trabalhado recentemente com a Marvel em Homem-Aranha: De Volta ao Lar, por exemplo.

    E como isso é possível?! Competência do supervisor de efeitos visuais Dan DeLeeuw e todo o time de produção estúdio, que precisa revisar e comparar os trabalhos de cada produtora especializada em VFX e direcioná-las para o resultado mais semelhante entre elas. Por incrível que pareça, esse método é mais confiável, pois não sobrecarrega apenas uma empresa. E esse processo já vem sendo testado e bem realizado há algum tempo, em outros filmes, como com o Rocket Racoon (Bradley Cooper / Sean Gunn) de Guardiões da Galáxia. Só é bem mais caro, mas vale o retorno.

    A missão do Falcão

    O clímax de Vingadores: Guerra Infinita reúne Homem-Aranha (Tom Holland), Homem de Ferro, Doutor Estranho (Benedict Cumberbatch) e Senhor das Estrelas dm Titan. Mas quase não aconteceu assim: "Havia uma [versão] em que o Homem-Aranha não ia para o espaço, mas o Falcão", contam os roteiristas. dizendo que o problema não foi a qualidade do texto, que ficou "divertido", "interessante".

    "É sempre bom ter esses personagens em situações variadas, e havia muito trabalho a se fazer com eles em ambas situações. Mas nós não estávamos extraindo o tanto de emoção que poderíamos ter se os tivéssemos trazido para pessoas que os conhecem", diz Markus, revelando o que todos sabemos: aquela cena em que Peter Parker se despede de Tony Stark não teria sido a mesma com o Falcão.

    A reunião dos Sherlock

    Desde que a Marvel revelou o primeiro trailer de Vingadores: Guerra Infinita, a Internet veio abaixo supondo que o novo filme do estúdio (conhecido por seu teor cômico) introduziria a clássica "No sh*t, Sherlock" em uma conversa entre Tony Stark e Stephen Strange — cujos intérpretes, Robert Downey Jr. e Benedict Cumberbatch, viveram o personagem clássico do Sir Arthur Conan Doyle na TV e no cinema.

    O filme estreou e a piada não foi feita. Os diretores JoeAnthony Russo dizem o motivo: seria "óbvio demais". Simples assim. Agora, internautas se empenham em encontrar momentos do filme em que Tony poderia ter soltado a referência para Stephen e vice-versa.

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