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    Oito Mulheres e um Segredo: Elliott Gould, ator da franquia desde Onze Homens, defende o novo elenco feminino (Exclusivo)
    Por Bruno Carmelo — 1 de mai. de 2018 às 10:15

    "As mulheres podem ser muito mais engraçadas que os homens", afirma.

    Com Oito Mulheres e um Segredo, a franquia sobre assaltos milionários troca todos os seus personagens principais, dando espaço a um time feminino de peso: Cate Blanchett, Anne Hathaway, Sandra Bullock, Sarah Paulson, Mindy Kaling, Helena Bonham CarterAwkwafina e Rihanna.

    Mesmo assim, alguns personagens permitem conectar as histórias, como o extravagante Reuben Tishkoff, interpretado por Elliott Gould, que volta a funcionar como um extravagante mentor para as novas ladras. O AdoroCinema teve a oportunidade de conversar com o ator sobre o quarto projeto da série:

    "Eu estive em Onze HomensDoze Homens e Treze Homens e um Segredo. Agora o diretor Gary Ross veio me dizer que tinha escrito algumas cenas com o meu personagem, e queria saber se eu aceitava interpretar Reuben de novo. Eu disse sim na hora, é um privilégio ser o tio desta turma", ele afirma. Sobre as mudanças de seu personagem desde a última aventura, Gould brinca: "Agora ele está mais velho, ganhou peso, perdeu um pouco de cabelo. Mas mentalmente, ele ainda é o mesmo padrinho do grupo".

    Sobre a principal diferença da trilogia dirigida por Steven Soderbergh e o novo filme, ele não hesita em responder: "As mulheres! Agora temos mulheres conduzindo a trama, liderando, sendo as principais. E tivemos Cate [Blanchett] que é fenomenal, Anne [Hathaway] que é hilária, Rihanna que me surpreende a cada vez... Eu começo a chorar quando falo destas mulheres! Sabe, eu tenho uma mãe e uma filha de temperamentos fortes, e fico feliz de ver personagens como elas no cinema".

    Quando questionado sobre as reações negativas a outras franquias recentes reimaginadas com mulheres nos papéis principais, a exemplo de Caça-Fantasmas, o ator descarta a comparação: "Acho que as pessoas não vão resistir a esse filme, ele vai se sustentar por conta própria. Em termos de humor, sei que as mulheres podem ser muito mais engraçadas que os homens, e este filme busca uma comédia muito particular. Talvez venham críticas, mas não tenho dúvida de que vão ser minoritárias".

    Ele aproveita para reforçar a ligação com os três filmes anteriores: "O diretor é diferente, mas não podemos esquecer que Steven [Soderbergh] permanece como produtor. Não tentamos fazer algo separado, nem totalmente diferente. Tudo pertence ao mesmo universo. Nós quisemos trazer algo esperto, malicioso, e competitivo em relação aos outros filmes do gênero. Acima de tudo, precisamos de mais projetos como estes, liderados por mulheres fortes".

    Não seria importante, então, ter uma mulher como diretora também? "Acho que não necessariamente. Já trabalhei com muitas diretoras mulheres, e sei que são plenamente capazes, mas aqui estamos trabalhando com filmes precedentes, na linha de algo que existia antes. Fizemos questão de ser ousados, vibrantes, e esse time de mulheres garante o aspecto único do projeto".

    Oito Mulheres e um Segredo chega aos cinemas dia 7 de junho.

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