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    Festival de Brasília 2017: "Não amamos a Dilma, nós odiamos o Temer", diz diretor Adirley Queirós sobre filme político
    Por Lucas Salgado — 24 de set. de 2017 às 11:52

    Era uma Vez Brasília dividiu a crítica presente no evento.

    Rômulo Juracy

    O Festival de Brasília é tradicionalmente um evento quente do ponto de vista político. E não está sendo diferente em 2017. Um dos vários filmes a tratar do atual momento brasileiro, Era uma Vez Brasília é um misto de documentário e ficção científica que se passa justamente no período do impeachment e utiliza-se de depoimentos reais com as vozes de Dilma Rousseff e Michel Temer.

    O filme oferece um contraponto ao discurso de Temer em sua posse, em que falava sobre um cenário de esperança, com o dia a dia atual da população brasileira. Durante debate com o público e imprensa presentes no evento, o diretor Adirley Queirós destacou: "Nosso filme não ama a Dilma, ele odeia o Temer. É sobre tudo o que se rompe neste processo de golpe."

    Sobre a utilização dos discursos, o diretor brincou: "A voz dele (Temer) é uma beleza para filmes de monstros. Ele fala devagar, com aquelas mesóclises. De certa forma, até o jeito dele falar já mostra que não se encaixa com a fala da população comum, que é muito mais ágil."

    Era uma Vez Brasília não foi muito bem recepcionado pela crítica em Brasília, mas como produção local é apontado como favorito ao prêmio do júri popular. A premiação do Festival de Brasília acontece hoje, 24 de setembro.

    O AdoroCinema viajou a convite da organização do evento.

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