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    Chineses protestam contra o '3D especial' de Jason Bourne
    Por Rodrigo Torres — 26 de ago. de 2016 às 17:30

    Edição frenética e estilo de filmagem de Paul Greengrass causaram tontura e náuseas nos espectadores em sessão 3D.

    A Universal vacilou feio no lançamento de Jason Bourne na China. Como o território chinês possui mais de 30 mil salas 3D (cerca de 80% do total), o estúdio lançou uma versão especial com a tecnologia para o mercado chinês — ignorando por completo a edição frenética do thriller e o estilo de filmagem com câmera na mão de Paul Greengrass. Resultado: muitas pessoas alegam ter passado mal durante a sessão 3D do filme.

    "Eu realmente me senti mal nas cenas de luta ao assisti-lo em 3D", postou um usuário na Weibo, grande rede social chinesa: "Parecia um filme de baixo orçamento. Vou ter que ver de novo em 2D", completou o espectador. A reclamação se proliferou e a repercussão de Jason Bourne no país se tornou negativa, dada a má combinação da tecnologia com a forma da obra. Os espectadores alegam ter sentido tontura e náuseas, informa o THR.

    Jason Bourne tem o reforço da premiada Alicia Vikander.

    Uma pena, pois Jason Bourne estreou na terça-feira com impressionantes US$11,8 milhões de arrecadação. Ao fim do terceiro dia de exibição, a soma do thriller de espionagem seria de US$25,1 milhões — um número ótimo, porém descendente. Para refrear essa queda, a Universal se manifestou dizendo que trabalha para oferecer mais salas 2D e, assim, "atender às necessidades do público".

    Jason Bourne tem US$142 milhões nas bilheterias norte-americanas, que é a pior dentre todos os filmes da franquia estrelados por Matt Damon (com o ajuste da inflação). Isso torna a arrecadação mundial do longa-metragem ainda mais importante. Que a Universal resolva esse problema de exibição e,  consequentemente, de bilheteria.

     

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