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    Por que o destino de Capitão América não foi mais trágico? Roteiristas explicam
    Por Vitória Pratini — 9 de mai. de 2016 às 17:13
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    Guerra Civil teve um final diferente dos quadrinhos.

    Atenção: a notícia a seguir contém spoilers de Capitão América: Guerra Civil. Se você ainda não assistiu ao filme, pare por aqui, vá ver e depois volte para ler.

    Antes da estreia de Capitão América: Guerra Civil, muita gente ficou esperando ansiosamente que o final do filme seguisse os quadrinhos de Mark Millar e Steve McNiven, lançado em 2006, nos quais o longa foi livremente baseado. Alguns fãs, inclusive, comentaram que o final seria parecido com o de certa produção da DC que estreou esse ano...  spoiler: Esse mesmo que você está pensando, Batman Vs Superman - A Origem da Justiça.

    Para quem não sabe, a trama das HQs termina com uma grande morte, a de Steve Rogers (Chris Evans). Só que, no filme, isso não ocorreu e o Capitão América continuou vivinho da silva. Não era bem uma surpresa, afinal, Chris Evans já está confirmado no próximo longa da franquia, Vingadores 3: Guerra Infinita - Parte 1. Não que o personagem não pudesse morrer e voltar, é claro, mas os roteiristas Christopher Markus e Stephen McFeely quiseram evitar a fadiga.

    Eles explicaram, em entrevista ao site ComicBook, porque o destino de Rogers não foi mais trágico:

    "Ei, nós nunca dissemos que alguém ia morrer!", começou explicando Stephen McFeely, e o diálogo se seguiu:

    O final da Guerra Civil nos quadrinhos.
    "Há uma decisão coorporativa de 'Nós queremos aquele cara lutando naquele filme, então não podemos matá-lo'. Mas, também, terminaria esse conflito que nós queríamos que continuasse confuso e mantivemos para que todo ainda esteja mal por esse embate que eles não concluíram", comentou Christopher Markus.

    "Eu vejo isso o tempo todo, tipo, 'para fazer barulho, eles tem que matar alguém!'. Bem, o desafio é, acho que fizemos bastante barulho e há maneira de fazer grandes tacadas e mover a bola pelo campo sem simplesmente assassinar metade do elenco. Esse não é o único meio de mudar o universo", disse McFeely.

    A luta final do filme.
    "Além disso, filmes de quadrinhos em geral - mas Marvel em particular - são acusados de que nenhuma das mortes dura. Então, mesmo se você incluir uma morte, as pessoas vão chiar. Então, é assim, para que se importar em fazer isso? Você pode ter mais impacto não matando alguém do que matando nesse ponto. Nós os mataremos se eles precisarem morrer", esclareceu Markus.

    "Não temos medo!", completou McFeely.

    De fato, em um mundo em que mortes (falsas) não são definitivas e ressurreições são comuns em filmes e séries de TV - vide Game of ThronesThe Walking Dead e Arrow -, talvez os roteiristas (com o aval da Marvel e da Disney) tenham tomado a melhor decisão em mudar parte da trama, prolongar o conflito e reservar algo a mais para o Capitão América.

    E você, o que achou do final de Guerra Civil? Conte para a gente nos comentários.

    O primeiro longa da Fase Três da Marvel está em cartaz nos cinemas.

     

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