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    Ian McKellen defende debate sobre diversidade no Oscar e diz que gays são "ignorados" por Hollywood

    "A maneira como os atores negros se sentem subrepresentados no cinema, é o que as mulheres sentiram por muito tempo e é o que os homossexuais como eu ainda sentem", afirmou o ator.

    O ator Ian McKellen é mais uma voz a se juntar ao debate por mais diversidade no Oscar depois da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas indicar apenas atores brancos nas quatro categoriais de atuação pelo segundo a seguido.

    Conhecido pelo grande público por interpretar o mago Gandalf nos filmes das trilogias O Senhor dos Anéis e O Hobbit e o mutante Magneto nos filmes da franquia X-Men, o ator britânico demonstrou empatia com os atores e atrizes negros que estão na luta por representatividade. "A maneira como os atores negros se sentem sub-representados no cinema é o que as mulheres sentiram por muito tempo e é o que os homossexuais como eu ainda sentem", disse o astro de 76 anos de idade, que também é um militante pelos direitos dos gays.

    "É preciso viver em Hollywood, onde o Oscar significa muito mais para as pessoas do que em qualquer outro lugar, para compreender a emoção suscitada", afirmou o ator durante um encontro relacionado à obra de Shakespeare em Londres. "O Oscar está no centro dessas reivindicações que são legítimas e que estou envolvido", afirmou.

    Em uma entrevista complementar ao jornal The Guardian, McKellen, duas vezes indicado ao Oscar, expandiu sua reflexão. "Um homem assumidamente gay nunca venceu o Oscar. Eu me pergunto se isso é assim por preconceitou ou por falta de chances", disse. O ator também lembrou de quando Tom Hanks, Philip Seymour Hoffman e Sean Penn foram premiados com um Oscar por interpretar homens gays. "Por que eles não me deram um Oscar por interpretar um homem hétero? Meu discurso já esteve no bolso do paletó duas vezes. Ele começava com 'Eu estou orgulhoso por ser o primeiro homem abertamente gay a vencer o Oscar'. Eu tive que colocar esse discurso de volta no meu bolso por duas vezes."

    Nomes como George Clooney, Mark Ruffalo, Viola Davis, Lupita Nyong’o, David Oyelowo, Steve McQueen criticaram a Academia por conta das indicações. Em dois anos, todos os 40 indicados às categorias de atuação foram brancos.

    Will Smith e Jada Pinkett Smith decidiram boicotar a cerimônia de entrega dos prêmios. O cineasta Spike Lee também não irá comparecer ao evento, mesmo tendo recebido um Oscar honorário em novembro de 2015.

    A Academia já anunciou que irá tomar medidas para promover a diversidade nos próximos anos, que podem incluir um aumento no número de indicados nas categorias melhor filme e nas categorias de atuação.

    A cerimônia do Oscar será realizada no dia 28 de fevereiro, com apresentação do ator e humorista Chris Rock.

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