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    Rio Festival Gay de Cinema 2015: "Drama pornoterrorista" brasileiro explora o sexo em lugares públicos
    Por Bruno Carmelo — 7 de jul. de 2015 às 18:15

    O perturbador Nova Dubai foi apresentado na competição oficial de longas-metragens.

    O Rio Festival Gay de Cinema 2015 apresentou uma obra nacional de difícil classificação. Com apenas 50 minutos de duração, Nova Dubai, de Gustavo Vinagre, foi exibido na competição oficial de longas-metragens. O filme traz o próprio diretor e vários de seus amigos nos papéis principais, em um cenário de crescente individualismo e especulação imobiliária.

    Definida pelos criadores como "um drama pornoterrorista", ou "um filme sobre especulação precoce e ejaculação imobiliária", a obra traz diversas cenas de sexo explícito, nas quais Vinagre se expõe sem pudor. Ao mesmo tempo que tem relações sexuais em locais públicos (áreas em construção, terrenos abandonados, viadutos), seus colegas discorrem sem tabus a respeito de temas como a morte, o incesto, o abuso sexual, o suicídio.

    Nova Dubai faz uma combinação curiosa entre ficção e documentário, associando o sexo a algo triste, inconsequente, como um passatempo qualquer à disposição dos jovens entediados. Longe da euforia de alguns retratos da adolescência, esta obra é melancólica, apontando para uma via pessimista, e assumidamente narcisista, dos jovens adultos de hoje.

    O filme já havia sido selecionado em festivais como Roterdã, Torino, Buenos Aires, Janela Internacional de Cinema de Recife, Olhar de Cinema e Semana dos Realizadores.

    Confira um trecho de Nova Dubai (com linguagem não apropriada a menores de idade):

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