Digger demorou cerca de uma década até chegar aos cinemas na última semana. Antes disso, o ambicioso projeto concebido por Alejandro González Iñárritu teve outras versões e passou pelas mãos de outros estúdios. Tanto que, inicialmente, o diretor escalaria Leonardo DiCaprio para interpretar o magnata Digger Rockwell, não Tom Cruise.
O longa-metragem foi concebido por Iñárritu sob o título de "Blah Blah Blah" em meados de 2016, pouco tempo depois que ele e DiCaprio trabalharam juntos no premiado drama O Regresso. Cruise só foi ingressar no projeto como protagonista e produtor dois anos depois, em 2018, após uma mudança de curso na produção.
"Foi a semente": Alejandro González Iñárritu explica como O Regresso deu origem à história de DiggerPor que Tom Cruise entrou no lugar de Leonardo DiCaprio em Digger?
Warner Bros. Pictures
Segundo fontes do Deadline, o filme seria originalmente distribuído pela Netflix, com DiCaprio encabeçando a trama. No entanto, a gigante do streaming optou por abandonar o negócio pois preferiu priorizar a campanha de Não Olhe Para Cima. Para eles, seria repetitivo assinar duas comédias ácidas sobre a crise política e ambiental com o mesmo ator. Ademais, o longa de Adam McKay seria rodado por 75 milhões de dólares, um valor bem abaixo do negociado com Iñárritu.
Então, o cineasta mexicano vendeu o roteiro para a Warner Bros. Pictures com um orçamento estimado em 125 milhões de dólares. Em seguida, ele alterou o título para o que conhecemos hoje e convidou Cruise para estrelá-lo.
Em Digger, um bilionário responsável por um desastre ambiental gigante é obrigado a salvar a humanidade. O filme está atualmente em cartaz nos cinemas brasileiros.