Quando alguém nos cativa em níveis profundos, com boas atuações e uma direção única, por exemplo, é natural que tenhamos curiosidade sobre sua vida além do trabalho. A vida de Clint Eastwood não é um livro completamente aberto, mas a lenda do cinema de faroeste não é tão reservada quanto outros astros da indústria. Conhecemos histórias sobre suas motivações políticas, sua família e, agora, também temos detalhes sobre como o ator, diretor, produtor e roteirista gostava de viver quando as câmeras desligavam.
Como era a vida de Clint Eastwood longe das câmeras?
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Sabe-se que Clint Eastwood tinha uma relação profunda com a cidade Carmel-by-the-Sea, da Califórnia, e a região da Baía de Monterey. Essa conexão teve início quando ele tinha apenas 20 anos, após ser convocado para o exército e passou a atuar em Fort Ord. "A primeira vez que vi o lugar, achei fantástico", disse ele à revista Architectural Digest em 1993. "Visualmente, era algo extraordinário, e pensei que era o lugar que eu gostaria de chamar de lar. Então, meio que adotei Carmel."
"Naquela época, eu não planejava possuir muita coisa", disse ele em 2007. Eastwood foi das forças armadas ao mundo da administração. Estudava na Los Angeles City College e passava as noites em aulas de teatro. Em pouco tempo já estava estrelando Rawhide, série de faroeste da CBS.
O amor pela cidade literânea
Universal Pictures
Ao longo da carreira, o cineasta orbitou por diferentes regiões, mas estava majoritariamente próximo de Hollywood. Enquanto crescia na sétima arte, ele não deixou de aproveitar outros aspectos da vida em campos de golfe ou em frente ao seu piano. Entre as idas e vindas, ele acabou voltando para a região onde atuou na vida militar em 1993. Curiosamente, seu amor pela cidade litorânea transbordou no cargo de prefeito de Carmel-by-the-Sea, no qual cumpriu o mandato por dois anos.
“Não conseguimos encontrar mais ninguém para [se candidatar a prefeito]”, disse ele. “Então, depois de algumas taças de vinho, eu disse que me candidataria. Sendo uma pessoa muito determinada, decidi vencer”, contou ele ao veículo. “O lugar simplesmente entra no seu sangue. Quando você está fora e volta para cá, sempre se sente como se estivesse voltando para casa.”