Pode ser que o marketing internacional de The Uprising passe para a história como um dos mais estranhos já vistos. Por um lado, a distribuidora americana decidiu anunciar, na cara dura, que se tratava de uma história de origem de Robin Hood, enquanto no Reino Unido negavam tudo no The Guardian: "É uma epopeia histórica sobre a Revolta dos Camponeses de 1381, não sobre Robin Hood".
Acertando no alvo com The Uprising
E a campanha promocional nos deu momentos incríveis graças a um Andrew Garfield disposto a entregar tudo de si. Na verdade, de uma maneira muito mais engajada e reivindicativa do que qualquer um poderia esperar, como lemos no The Hollywood Reporter: "Espero que sirva de impulso para o público. Espero que as pessoas sintam um despertar, que todos sintamos que nossos conflitos se refletem nos destes personagens de muito tempo atrás, e que isso possa servir como um direcionamento".
Focus Features
Ou, dito de outra forma: "Espero que os bilionários estejam morrendo de medo". Inclusive, mais adiante ele acrescenta, em relação à frase "Não haverá paz até que tenhamos nos curado", que soa no filme: "Vou incluir os bilionários também, porque eles são os que talvez tenham a alma mais doente. São os que talvez mais precisem se curar de alguma forma".
"Havia condições brutais"
Não é a primeira vez que ele fala nesses termos. Na revista Esquire, no mês passado, ele esclareceu: "A verdade daquele período de tempo é que havia condições brutais para a classe trabalhadora, impostos brutais após a peste, incompetência no governo, práticas abusivas, com a classe mais baixa sendo vista como se fossem criaturas sub-humanas a partir da perspectiva daqueles que estão no poder. E essas condições permanecem aqui, nos Estados Unidos e ao redor do mundo".
The Uprising estreou em 11 de setembro nos EUA, mas segue sem data de lançamento no Brasil.