Desde que Avatar: Fogo e Cinzas chegou aos cinemas - e posteriormente no Disney+ -, fãs por todo o mundo se perguntam sobre as sequências teoricamente confirmadas. A Disney, inclusive, já destinou as datas para Avatar 4 e Avatar 5 chegarem às telonas, mas isso não é uma garantia de que os filmes realmente serão produzidos. Agora, com a mais recente declaração de James Cameron, o horizonte da saga de ficção científica fica ainda mais turvo.
James Cameron quer seguir adiante
VCG/VCG via Getty Images
Atualmente com 71 anos, James Cameron tem refletido sobre a última fase de sua carreira, descrita como seu "ato final". De fato, o cineasta passou muito tempo vinculado aos filmes de ficção científica. O diretor teve poucas entradas entre Titanic, de 1997, até Avatar, em 2009. Desde então, durante quase duas décadas, ele tem trabalhado exaustivamente na franquia bilionária da Disney. Seu único respiro neste meio tempo, como diretor, foi recentemente com o filme-concerto em 3D de Billie Eilish, da tour Hit Me Hard and Soft.
Ainda que tenha atuado na produção e no roteiro de outros títulos ao longo desses quase 20 anos, o realizador quer voltar a contar outras narrativas enquanto puder sentar na cadeira de direção. Durante uma entrevista de 18 minutos ao ser reconhecido pelo Governor General's Performing Arts Award de 2026, ele falou sobre o futuro.
"Muda completamente toda a dinâmica": Ator de Avatar 4 confirma reviravolta no novo filme da franquia de ficção científica"Essa é a questão do momento para mim", disse ele. "O universo de Avatar está em constante movimento há 21 anos, desde que começamos em 2005. Tirei um tempo para construir um submersível e mergulhar no ponto mais profundo do planeta, como se faz normalmente, mas voltei para Avatar depois disso. E tem sido uma espécie de continuidade ininterrupta."
"Então, é neste ponto que estou analisando o cenário e me perguntando: 'Quais outras histórias eu quero contar? Quantas delas eu preciso dirigir pessoalmente, em vez de escrever e/ou produzir com outros cineastas?'", continuou ele.
Reprodução
"O critério — que eu literalmente elaborei para mim mesmo nas últimas duas semanas — começou com: 'O que trará mais benefícios?' Coloquei isso em letras garrafais no topo", continuou Cameron. "E comecei a analisar todos os projetos de que mais gosto, perguntando: 'Como isso vai melhorar nossa condição? Como isso vai tornar o mundo um lugar melhor para nossos filhos?'"
"Ainda não tomei essas decisões. Ainda estou nesse estado liminar de planejar... o último ato, por assim dizer. E não sei se esse último ato durará um ano ou 20 anos", finalizou.
James Cameron quer dirigir filme sobre Hiroshima e Nagasaki
Divulgação
Além de dirigir e roteirizar os possíveis Avatar 4 e Avatar 5, James Cameron vai produzir mais cinco projetos nos próximos anos. No entanto, existem histórias que o cineasta gostaria de levar às telonas como diretor citadas ao longo dos últimos anos. Entre elas estão continuações de O Exterminador do Futuro e Alita, além das adaptações de Os Demônios, de Joe Abercrombie e Ghosts of Hiroshima, de Charles Pellegrino. Este último acompanha sobre sobreviventes do lançamento das bombas atômicas no Japão durante a Segunda Guerra Mundial
Em uma entrevista ao Deadline no ano passado, ele falou extensamente sobre seu desejo em realizar o projeto e citou os filmes de ficção científica. "Avatar tomou conta da minha vida como cineasta e agora estou começando a me desvencilhar disso e a vislumbrar um futuro que abarque não apenas a conclusão da saga Avatar, mas também a possibilidade de realizar alguns desses outros projetos que me são muito queridos", revelou.
"Vi o filme 18 vezes": James Cameron e Steven Spielberg enlouqueceram quando assistiram à melhor ficção científica de todos os tempos"Aquela era a personagem de Linda Hamilton, Sarah Connor, no parquinho, observando o clarão da bomba e os efeitos da explosão. Eu me tornei uma espécie de especialista leigo em armas termonucleares. Fiquei fascinado por elas desde o ensino médio, quando li o livro Hiroshima, de John Hersey. Era um livro curto, onde ele literalmente relata o que viu e o que foi visto por aqueles que entrevistou. Não me lembro exatamente como ele chegou lá para fazer aquilo, mas era praticamente a única coisa que se encontrava sobre Hiroshima na época. Simplesmente me marcou profundamente quando criança, e a partir daí comecei a estudar armas nucleares", continuou ele.
"O livro de Charlie explora um tema com ramificações em todas as direções, e ele às vezes encontra conexões surpreendentes em toda a sociedade e ao longo da história. Quero manter o foco no dia das duas bombas e no período imediatamente posterior. São duas bombas, várias testemunhas e sobreviventes", acrescenta.