Numa nova versão da lenda de Robin Hood, Hugh Jackman encara o papel do então herói dos pobres e desafortunados que, agora, na nova história, é apenas um antigo fora da lei traumatizado por seu passado de crimes Essa reimaginação do mito, dirigida por Michael Sarnoski, traz uma história bem mais sombria e cinzenta para o justiceiro, com diversas cenas sangrentas e violentas de ação.
ATENÇÃO! A SEGUIR SPOILERS DE A MORTE DE ROBIN HOOD
O sufoco físico que Hugh Jackman enfrentou nas gravações de seu novo filme
A24 / Imagem Filmes
Essas sequências brutais de A Morte de Robin Hood exigiram um treinamento intenso para Jackman e seus colegas de elenco, que embarcaram em diferentes tomadas de longa duração que exigiram um grande desgaste físico. “Por mais difícil que tenha sido para mim, não sei como alguém conseguiu carregar uma câmera naquela situação”, contou Jackman sobre uma briga em meio à lama que Robin Hood enfrenta contra um adversário interpretado por Elijah Ungvary no início do filme. “Aquela lama era simplesmente brutal.”
“Aquela lama era toda de verdade”, completou o diretor Sarnoski. “Estava chovendo muito no dia em que filmamos aquelas cenas, e a lama tinha cerca de um pé de profundidade. Hugh e Elijah ficaram com o rosto enterrado na lama.”
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O desafio dessa cena é apenas um exemplo do que a equipe passou durante as gravações para dar vida ao enredo impiedoso sobre o fim da vida de Hood. Para Jackman, porém, a exigência física das cenas de luta acabou servindo para que o elenco se dedicasse ainda mais para essas sequências.
“Quando estávamos ensaiando, Elijah e eu estávamos tão exaustos por causa daquela longa batalha, de tanto rastejar e lutar, e não queríamos que ficasse ‘bonitinho’”, alegou Jackman. “Ficávamos dizendo ao Michael o quanto estávamos cansados e que não queríamos parecer ‘legais’ demais.”
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O cansaço das filmagens, inclusive, deu ótimos frutos, diz Jackman. O astro ficou bastante satisfatório com um momento que ele mesmo considera seu “momento favorito” nas cenas de luta do filme:
Teve uma cena logo antes de eu matar o personagem do Elijah, em que, antes de subir em cima do corpo dele para matá-lo, eu estava literalmente, como Hugh, apenas descansando porque estava exausto. E conversamos sobre isso; Michael e eu pensamos: ‘Esse é um momento bem legal. Ele está simplesmente deitado no peito desse homem’. Em outro filme, eles poderiam até parecer amantes, por mais estranho que pareça. Mas há uma intimidade estranha quando você está lutando corpo a corpo. Havia algo realmente legal nisso."Todas as suas histórias são mentiras": Novo filme de Robin Hood, estrelado por Hugh Jackman, pretende contar a versão mais realista do mito
Para Sarnoski, esse sentido de intimidade que surge da violência fez parte de toda trajetória da trama. “A intimidade da violência é algo que se mantém até o final do filme. Em todas as formas de violência e morte que ocorrem, queríamos que houvesse uma profunda intimidade", esclareceu o diretor.
Qual a história de A Morte de Robin Hood?
Nessa versão crua e brutal dos últimos anos de vida de Robin Hood, acompanhamos uma nova faceta do mito. No lugar do justiceiro que rouba dos ricos para dar aos pobres, temos um velho fora da lei atormentado pelo próprio passado violento. Por anos ele viveu isolado nas montanhas, até que, um dia, é arrastado para uma última missão por seu antigo parceiro de crimes, Pequeno João (Bill Skarsgård). Ferido pela batalha, Hood acaba sendo tratado por uma misteriosa mulher chamada Brigid (Jodie Comer) que o coloca diretamente em confronto com seus demônios.
A Morte de Robin Hood estreia dia 13 de agosto nos cinemas brasileiros.