O revolucionário thriller de ficção científica Blade Runner, de Ridley Scott, é uma das obras mais icônicas da história do gênero. Tentar dar continuidade a esse clássico décadas depois já parecia uma missão arriscada.
Conseguir criar uma sequência à altura — ou até superior em alguns aspectos — parecia algo quase impossível. Mas foi exatamente isso que Denis Villeneuve, diretor de A Chegada e da franquia Duna, alcançou com Blade Runner 2049.
Sobre o que é Blade Runner 2049?
Prime Video / Sony Pictures
Em uma versão sombria do ano de 2049, a sociedade continua desconfiando dos replicantes — seres artificiais criados para servir aos humanos. Enquanto os modelos mais recentes convivem sob controle, as versões antigas são caçadas e eliminadas pelos chamados Blade Runners.
Um desses agentes é K (Ryan Gosling), um replicante que trabalha para o Departamento de Polícia de Los Angeles. Durante uma missão, ele faz uma descoberta capaz de abalar os alicerces da sociedade: indícios de que os replicantes podem se reproduzir, algo considerado impossível. Determinado a descobrir a verdade, K segue uma trilha de pistas que o leva até Rick Deckard (Harrison Ford), desaparecido há décadas.
Uma das grandes obras da ficção científica moderna
Quando foi lançado, Blade Runner 2049 recebeu elogios entusiasmados da crítica especializada. Quase dez anos depois, o filme continua sendo considerado uma das maiores produções de ficção científica do século XXI.
Após impressionar o público com A Chegada, Denis Villeneuve consolidou sua reputação como um dos grandes nomes do gênero ao expandir o universo de Blade Runner sem perder a essência filosófica do original. As questões sobre identidade, humanidade e consciência continuam presentes, agora exploradas sob uma nova perspectiva.
Prime Video / Sony Pictures
O filme também se destaca pelo visual extraordinário. A fotografia assinada por Roger Deakins rendeu ao artista seu primeiro Oscar, enquanto a produção também levou a estatueta de Melhores Efeitos Visuais.
A grandiosidade das imagens cria a sensação de que aquele mundo distópico se estende infinitamente além do enquadramento da câmera. Cada cenário transmite escala, solidão e decadência. Ao contrário da maioria dos blockbusters atuais, Blade Runner 2049 adota um ritmo mais contemplativo e até meditativo em alguns momentos.
Ainda assim, é impossível não se deixar envolver pela atmosfera hipnótica construída por Villeneuve. Sob sua superfície fria e melancólica, emoções intensas permanecem latentes, tornando seus momentos mais impactantes ainda mais poderosos.
A história vai continuar em Blade Runner 2099
Apesar do reconhecimento da crítica, Blade Runner 2049 repetiu um destino semelhante ao do filme original e teve um desempenho abaixo do esperado nas bilheterias. A produção arrecadou cerca de 276 milhões de dólares mundialmente, diante de um orçamento estimado em 185 milhões de dólares.
Mesmo assim, seu prestígio só cresceu ao longo dos anos. Tanto que a franquia continuará com Blade Runner 2099, minissérie que será lançada pelo Prime Video em 2027. A produção contará com a vencedora do Oscar Michelle Yeoh e a estrela de Euphoria, Hunter Schafer, no elenco.
O primeiro Blade Runner está disponível no Prime Video, HBO Max e Telecine, enquanto a sequência, Blade Runner 2049 está disponível na HBO Max.