Hoje no streaming: Há 18 anos, os fãs de ação esperam pela sequência deste filme de aventura com Nicolas Cage
Marco Rigobelli
Marco Rigobelli
Marco é tradutor e redator. Tem uma história pessoal com O Bebê de Rosemary, acha que 10 Coisas que Eu Odeio em Você é um dos maiores filmes já feitos e pode passar horas contando fatos aleatórios sobre O Senhor dos Anéis.

Nicolas Cage, quebra-cabeças com fatos históricos, passagens secretas e cavernas ainda mais secretas — e muito mais: A Lenda do Tesouro Perdido 2 é escapismo aventuresco leve e divertido que precisa, finalmente, ter continuação!

Enquanto outras franquias parecem imparáveis e até impõem algumas continuações indesejadas aos seus fãs, o aventureiro obcecado por história Benjamin Franklin Gates frustra com sua inatividade: lançado ao mundo do cinema em 2004 com o supreendente sucesso A Lenda do Tesouro Perdido e o deliciosamente extravagante roubo da Declaração de Independência dos Estados Unidos, o papel blockbuster de Nicolas Cage voltou às telas uma única vez.

No final de 2007, os estúdios Disney e o produtor de Piratas do Caribe, Jerry Bruckheimer, entregaram a continuação A Lenda do Tesouro Perdido - Livro dos Segredos. Nela, o protagonista interpretado por Cage segue mais uma vez um plano bizarro, reflete sobre fatos históricos e descobre novamente todo tipo de passagens secretas. Desde então, os fãs aguardam ansiosamente pela terceira parte.

Se quiser refrescar a memória ou recuperar a diversão aventureira: o espetáculo de 130 milhões de dólares (assim como a parte 1) está incluído na assinatura do Disney+.

A Lenda do Tesouro Perdido - Livro dos Segredos
A Lenda do Tesouro Perdido - Livro dos Segredos
Data de lançamento 25 de janeiro de 2008 | 2h 08min
Criador(es): Jon Turteltaub
Com Nicolas Cage, Diane Kruger, Jon Voight
Usuários
3,9
Assista agora no Disney +

Sobre o que é A Lenda do Tesouro Perdido 2?

Desde que o caçador de tesouros, especialista em história e criptólogo Benjamin Franklin Gates (Nicolas Cage) descobriu o tesouro dos Templários, ele se tornou um homem famoso e respeitado. Porém, seu relacionamento com a historiadora e especialista em documentos Dra. Abigail Chase (Diane Kruger) desmoronou, e seu fiel amigo Riley Poole (Justin Bartha) tenta não demonstrar, mas está abatido porque pouco do prestígio de Ben sobra para ele.

Tudo isso é uma piada comparado ao que o duvidoso empresário Mitch Wilkinson (Ed Harris) coloca no colo do caçador de tesouros: ele apresenta provas (bastante questionáveis) de que o trisavô de Gates foi o mentor por trás do assassinato de Lincoln. Isso ameaça destruir a honra da família Gates, razão pela qual Ben parte em busca de provas em contrário — dando início a uma aventura turbulenta, confusa e internacional, na qual a culta mãe de Ben, Emily (Helen Mirren), é indispensável...

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Mais alto, mais rápido, mais forçado...

A Lenda do Tesouro Perdido 2 segue o velho lema das sequências: "mais alto, mais rápido, mais longe", o que é ao mesmo tempo vantagem e desvantagem para o blockbuster de 459,2 milhões de dólares. No lado negativo está o roteiro: escrito por Cormac E Marianne Wibberley, que também co-escreveram a primeira parte, com história desenvolvida pelos próprios Wibberley, pelo co-autor de O Rei Leão 2 - O Reino de Simba, Gregory Poirier, e pelos criadores de Piratas do Caribe, Ted Elliott e Terry Rossio.

O resultado é uma prova do ditado popular de que "excesso de cozinheiros estraga o caldo": a parte 1 é bastante coesa — o eficiente Ben Gates quer encontrar um tesouro antes que um ex-colega violento o faça. E como suspeita que o verso da Declaração de Independência contém um mapa que leva ao tesouro, vê-se obrigado a roubá-la, embora isso lhe cause dilemas de consciência. Faz um sentido absurdo e divertido, e funciona bem.

Para superar isso na parte 2, as numerosas mentes por trás de A Lenda do Tesouro Perdido 2 se enredaram em uma trama que quer ser "mais, mais, mais!", mas acaba narrativamente travada: Ben não quer encontrar um tesouro, mas salvar a honra da família. Claro que no final há um tesouro de qualquer jeito. Ben e companhia não correm apenas pelos EUA, mas também pela Europa. Não é a Declaração de Independência que é roubada: Ben sequestra o Presidente (para lhe fazer algumas perguntas, mas no trailer isso soa muito dramático)!

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...e ainda assim diversão aventureira de verdade!

Em resumo: o roteiro tropeça e bate bastante. Mesmo assim, a aventura (dirigida, como na parte 1, por Jon Turteltaub) é divertida, também porque a música tema das sequências garante entretenimento de alto nível em algumas cenas. Cage demonstra mais uma vez um prazer contagiante no papel do herói culto que ensina com um sorriso maroto — e desta vez tem permissão para soltar mais a franga do que no primeiro filme.

Como quando ele e Kruger precisam fingir uma briga de casal bêbados, ou quando Ben incita sua equipe a ultrapassar os limites de velocidade para que um valioso artefato apareça na foto de um radar. Além disso, Helen Mirren — que desde então participou cada vez mais de filmes de ação e aventura — se revela um acréscimo tão divertido quanto animado nessa caça ao tesouro: ágil, determinada e irônica, Mirren coloca pressão no ex-marido de tela Jon Voight e desenvolve uma dinâmica mãe-filho vibrante com Cage. E especialmente quando, em uma caverna secreta, uma enorme plataforma precisa ser equilibrada, Turteltaub também oferece nesta sequência uma ação criativa e bem-humorada.

É mais do que hora de Disney, Bruckheimer, Cage e companhia chegarem a um acordo e entregarem a terceira parte. Até lá, você pode assistir os filmes no Disney+.

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