Romeu + Julieta (1996) é um daqueles filmes que sempre dá vontade de rever, mesmo quando você já sabe a trama de trás para frente e exatamente como ela termina. Porque, para além da história universal de Romeu e Julieta, o que Baz Luhrmann propõe é uma releitura completamente livre, moderna e emocional do texto de Shakespeare.
Não é uma adaptação que busca a contenção, mas sim o oposto. É excessiva, vibrante, quase caótica e é precisamente por isso que funciona tão bem. Porque consegue fazer com que uma história clássica volte a ser nova, intensa e totalmente atual, sem perder sua carga trágica nem seu romantismo.
Tragédia clássica em Romeu + Julieta
A primeira coisa que chama a atenção no filme é a sua estética. Esta não é uma adaptação clássica, mas sim inclui um excesso constante de cores, música, uma montagem frenética e decisões visuais que são únicas. Não envelheceu nada mal e é precisamente essa aposta radical que a mantém intacta.
O elenco e a química
Há também o seu elenco, com Leonardo DiCaprio e Claire Danes na frente. Ambos conseguem fazer com que a linguagem de Shakespeare não soe distante, mas sim natural, e a química entre eles é crucial para que a história funcione mesmo dentro de um contexto tão estilizado.
Por outro lado, também acerta ao abraçar o melodrama sem medo. Aqui sentimos tudo ao máximo: o amor, o desejo, a tragédia. Não tenta diminuir a intensidade, mas sim o oposto. E isso se conecta muito mais do que parece.
20th Century Studios / Bazmark Films
Além disso, é um filme que entende perfeitamente o seu público. Não é preciso ser especialista em Shakespeare para mergulhar nele. De fato, funciona especialmente bem se você chegar sem preconceitos, deixando-se levar por ele.
No fim das contas, qualquer oportunidade é perfeita para revê-lo, mesmo que você queira simplesmente se deixar levar por sua direção de arte, que ganhou o Oscar. O filme está disponível no catálogo do Disney+ no Brasil.