Há uma década, o cinema de gênero mudou para sempre com um filme perturbador que marcou o início de uma nova era: A Bruxa, que marcou a estreia da jovem e talentosa Anya Taylor-Joy. Com menos de 20 anos, a atriz enviou uma fita de audição para o projeto inovador do diretor Robert Eggers, sem imaginar que sua vida mudaria da noite para o dia após ser selecionada para o papel de Thomasin.
A Bruxa: Esta é a história
A trama nos transporta para a Nova Inglaterra colonial do século XVII, onde uma família de peregrinos é expulsa de sua colônia e se instala perto de uma floresta sinistra, mergulhando em uma espiral de paranoia e fenômenos alarmantes.
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Diferentemente do terror convencional, repleto de sustos repentinos, esta joia disponível para compra ou aluguel no Prime Video opta por um ritmo lento e uma atmosfera sufocante, onde a perda da fé e a tentação do Diabo são os protagonistas.
Anya confessou na época que se sentia muito afortunada por participar de um filme que "acha que o público é muito inteligente", permitindo-lhe dar vida a uma personagem complexa que oscila entre a inocência e o mal.
Os desafios de filmar com um "animal satânico"
No entanto, nem tudo foi paz no set de filmagem: a produção passou por um verdadeiro pesadelo por causa de Charlie, o bode de 95 quilos que interpretou o icônico Black Phillip e se revelou um coadjuvante caótico.
O ator Ralph Ineson, que interpretou o pai, foi parar no pronto-socorro três vezes e sofreu uma luxação no tendão devido aos ataques da cabra, que ele descreveu como um "animal satânico" que fazia exatamente o que queria. Até mesmo Eggers descreveu o trabalho com o animal como uma tortura, decidindo que nunca mais colaboraria com ele, o que fez com que a carreira cinematográfica da cabra terminasse pouco depois deste filme.
Apesar dos contratempos, a atuação de Anya Taylor-Joy foi aplaudida em festivais ao redor do mundo, consolidando seu status como a rainha do novo terror e uma das figuras mais magnéticas do cinema atual.