Lee Cronin, diretor de A Morte do Demônio: A Ascensão, está à frente do projeto que traz de volta a múmia, uma das criaturas mais clássicas do terror, mas de uma maneira muito mais próxima dos filmes de terror de seu currículo do que da tradicional aventura egípcia, no novo filme A Maldição da Múmia.
Em 2023, o cineasta irlandês agradou tanto o público quanto a Warner Bros. ao "ressuscitar" a franquia Evil Dead uma década após o remake de Fede Álvarez. Com um tom mais gore, pesado e urbano, Cronin arrecadou mais de 147 milhões de dólares em bilheteria tendo usado um orçamento de apenas 14 milhões. Tal lucro foi mais do que suficiente para que o estúdio lhe desse o sinal verde não só para uma, mas para duas continuações de A Morte do Demônio.
Lee Cronin rejeitou oferta para continuar a franquia Evil Dead
Isso faria brilhar os olhos de qualquer um, mas Lee Cronin recusou a oportunidade para arriscar-se em um projeto ambicioso, levar sua assinatura para uma das histórias de terror mais clássicas do cinema:
"Assumi o risco de não fazer uma sequência do meu último filme [A Morte do Demônio: A Ascensão], porque isso seria muito fácil para mim. Eu disse não, no fim das contas, porque queria fazer algo diferente, e gosto de correr riscos e apostar", afirmou Cronin em entrevista à revista SFX.
Universal Pictures
Ele ainda complementou que o outro risco que o motivou, ao invés de assustar, foi justamente tirar a trama clássica da Múmia do lugar já conhecido e transportá-la para o "mesmo" contexto gore, pesado e urbano de Evil Dead Rise que mencionamos acima:
"O outro fator de risco é que existem outros filmes brilhantes chamados The Mummy, mas eles já existem desde os anos 30. Não se trata apenas de Brendan Fraser, de 25 anos atrás, mas existe um risco porque a cultura moderna provavelmente vê esses filmes dessa forma", completou
Maldição da Múmia entra em cartaz no dia 16 de abril nos cinemas brasileiros.