O gênero musical gera agora muita discussão entre fãs de cinema que não compram tamanha fantasia melódica em uma tela e pessoas que se deixam transportar pelo poder da música. Há meio século não havia tanta discussão. Era o gênero dominante nas bilheterias e no Oscar, com clássicos dos quais o público não se cansava.
O exemplo mais extremo foi o de A Noviça Rebelde, um turbilhão de emoção sonora e visual, além de um fenômeno inquestionável. Durante quatro anos e meio, esteve em cartaz ininterruptamente porque a demanda era constante, estabelecendo um recorde que nenhum filme igualou nestes 60 anos desde sua estreia. Além disso, o filme de Julie Andrews ganhou 5 prêmios Oscar na época, incluindo o de Melhor Filme.
Uma homenagem com melodia
Apesar de tudo, muitos ainda se surpreendem quando se comenta que a história tem base real. A Noviça Rebelde se inspira nas memórias de Maria Von Trapp, que, assim como a personagem interpretada por Julie Andrews, esteve em um convento desde muito jovem e se mudou para a mansão de um barão que era capitão naval para cuidar de seus sete filhos.
Posteriormente, eles se casaram, e Maria formou um grupo musical junto com esta família que a acolheu de braços abertos. A banda fez turnês por muitos anos, sendo uma grande fonte de renda para a família durante sua mudança para a Áustria. A Noviça Rebelde foi a ocasião para homenageá-la e à sua história.
20th Century Studios
Uma homenagem que se tentou levar a todos os níveis, inclusive com uma breve aparição da autêntica Maria no filme. No início do filme, quando a personagem de Andrews se prepara para sua viagem, pode-se ver a pessoa real ao fundo em um momento tão breve que você perde se piscar. Anos mais tarde, Von Trapp e Andrews voltaram a se encontrar em uma tela ao ser a primeira convidada do programa televisivo desta última. E sim, ela cantou ao vivo junto com a atriz.
Você pode assistir A Noviça Rebelde no catálogo do Disney+