Clint Eastwood diz que há "poucas formas de arte originais" nos Estados Unidos: "Não é como na Europa"
Ana Pilato
Fanática por filmes e séries, Ana possui um acervo de informações aleatórias sobre cultura pop e gosta de encarar câmeras imaginárias como se estivesse em Fleabag ou The Office.

O ator e cineasta é bastante claro quanto a isso.

Desde os primórdios do cinema, o faroeste sempre foi um dos gêneros mais emblemáticos de Hollywood, e cada época teve seus próprios ícones que definiram um estilo e uma iconografia específicos. Por exemplo, na era do cinema mudo, figuras como Tom Mix e Harry Carey representavam duas maneiras distintas de compreender o gênero: o primeiro como um espetáculo heroico repleto de acrobacias e ação, e o segundo com personagens moralmente ambíguos que antecipavam o conceito moderno de anti-herói.

Com o tempo, o gênero evoluiu e encontrou novas estrelas capazes de redefini-lo para cada geração. Primeiro veio o domínio de John Wayne no cinema clássico de Hollywood, e depois a revolução estética do faroeste spaghetti europeu, que lançou definitivamente Clint Eastwood ao estrelato. Com esses atores e seus filmes, o gênero se transformou sem perder sua essência: histórias sobre justiça, violência e moralidade que, em última análise, se tornaram uma das formas de arte mais distintivas do cinema americano.

Warner Bros.

A lenda de Clint Eastwood

Após um início irregular em Hollywood, Eastwood viajou para a Europa para trabalhar com o diretor italiano Sergio Leone na aclamada Trilogia dos Dólares, que redefiniu o gênero com um tom mais violento, estilizado e moralmente ambíguo.

Assim, após se consolidar como estrela, Eastwood continuou a expandir seu legado com títulos como Os Aventureiros do Ouro, O Estranho Sem Nome, O Cavaleiro Solitário e Os Imperdoáveis – este último lhe rendeu um Oscar de Melhor Diretor.

Por um Punhado de Dólares
Por um Punhado de Dólares
Data de lançamento 15 de setembro de 2021 | 1h 39min
Criador(es): Sergio Leone
Com Clint Eastwood, Gian Maria Volontè, Marianne Koch
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4,3
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Sobre sua ligação com o gênero, o próprio Eastwood explicou: "Eu me sinto muito ligado ao Oeste americano. Honestamente, os Estados Unidos não são como a Europa. Não há muitas formas de arte originais aqui. A maioria delas deriva de formas de arte europeias. Além do faroeste, do jazz e do blues, isso é praticamente tudo o que é verdadeiramente original."

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