Nem nos cinemas, nem na Netflix: Duas sequências de Clube da Luta foram lançadas de uma forma que a maioria dos fãs ignorou
Rafael Felizardo
Rafael Felizardo
-Redator | Crítico
Sonhador desde pequeno e apaixonado por cinema de A a Z, encontrou em David Lynch um modo de sonhar acordado.

Clube da Luta 2 e Clube da Luta 3 estrearam em 2015 e 2019, respectivamente. Chuck Palahniuk esteve por trás das obras.

Clube da Luta é um dos filmes mais influentes da história do cinema, uma produção baseada no incrível livro escrito por Chuck Palahniuk. Dirigido por David Fincher, o longa-metragem contou com grandes nomes do audiovisual hollywoodiano, como Brad Pitt, Edward Norton, Helena Bonham Carter e mais.

Na trama, Jack é um executivo jovem que está ficando cada vez mais insatisfeito com sua vida medíocre. Para piorar ele vem enfrentando uma terrível crise de insônia, até que encontra uma cura inusitada para o seu problema: frequentar grupos de autoajuda. Nesses encontros, ele passa a conviver com pessoas problemáticas, como a viciada Marla Singer, e conhece o descolado Tyler Durden - que mudam completamente sua jornada existencial.

É um dos maiores clássicos do cinema, porém deixou Helena Bonham Carter doente - literalmente

CLUBE DA LUTA TEVE CONTINUAÇÃO NOS QUADRINHOS

Apesar de desconhecidos, Clube da Luta 2 e Clube da Luta 3 são uma realidade, mas não da forma que muitos esperavam. Ambas as sequências foram lançadas na forma de quadrinhos, escritos mais uma vez por Palahniuk.

Publicado em 2015 pela Dark Horse Comics, Clube da Luta 2 se passa anos depois da aparente derrota de Tyler Durden. O narrador vive agora uma vida domesticada ao lado de Marla, mas Tyler retorna aos poucos, revelando que sua influência nunca desapareceu por completo. A história adota uma estrutura metalinguística, onde quebra a quarta parede e reflete sobre o próprio impacto cultural de Clube da Luta.

Já Clube da Luta 3 chegou às bancas em 2019, e aprofundou ainda mais o conflito entre o narrador e Tyler. Com uma trama quase apocalíptica, Tyler planeja um colapso global através da tecnologia, algoritmos e manipulação em massa, atualizando sua filosofia para tempos mais modernos.

Assim, Palahniuk encerra a saga de forma definitiva, oferecendo uma conclusão amarga e coerente com o espírito provocador que o marcou.

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