Toda criança dos anos 90 cresceu assistindo a esse filme, mas hoje em dia quase ninguém se lembra dele
Maria Santos
Maria Clara decidiu estudar audiovisual para juntar o melhor de todos os mundos. Apaixonada pelo cinema independente e também pelos famosos filmes da sessão da tarde, não dispensa indicações e nem julga um filme pela sinopse.

Há 33 anos, uma aventura fantástica chegou aos cinemas, prenunciando Avatar e, mais tarde, virando um sucesso absoluto em VHS. A geração 90 provavelmente viu e reviu essa pérola, mas hoje quase ninguém fala sobre ela!

Não é porque somos da mesma geração que temos tudo em comum. Mesmo assim, especialmente na infância e no início da adolescência, existem certos referenciais culturais que criam um mundo de memórias compartilhadas. Isso é ainda mais verdade para os chamados “filhos dos anos 90”.

Afinal, a internet ainda estava engatinhando, o acesso à informação era muito mais limitado, e a TV aberta reinava absoluta. Ao mesmo tempo, as mídias físicas — como as fitas VHS e, um pouco depois, os DVDs — já eram populares, permitindo que a gente assistisse aos filmes favoritos em casa, a qualquer hora e quantas vezes quisesse.

Na TV, filmes como A Bela e a Fera e outras animações da Disney passavam direto. Os sucessos de Robin Williams, Uma Babá Quase Perfeita e Jumanji, também eram exibidos repetidamente, e Esqueceram de Mim era obrigatório todo Natal. Claro, nem todos os filmes ficaram igualmente gravados na memória coletiva.

Essa aventura fantástica (quase) esquecida prenunciou Avatar

20th Century Fox

É o caso de Ferngully - As Aventuras de Zack e Crysta na Floresta Tropical, lançado em 1992, que pode ser visto como uma versão animada pioneira de Avatar: nos dois filmes, o protagonista humano se transforma para se integrar a um ecossistema mágico, ameaçado pela destruição causada pelos homens.

A floresta é o cenário central, há uma forte ênfase na conexão espiritual entre os seres vivos e a natureza, e, tanto no desenho de 80 minutos quanto no épico de James Cameron, o herói se envolve romanticamente com uma jovem indígena.

Resumindo a trama: o lenhador Zak (voz de Jonathan Ward) é encolhido ao tamanho de um inseto pela fada Crysta (Samantha Mathis) na floresta tropical australiana. Relutante no começo, ele acaba se encantando por esse mundinho — até testemunhar a destruição causada por seus colegas humanos e, então, mudar de lado. Juntos, Zak e Crysta tentam salvar a floresta das máquinas gigantes e do espírito maligno Hexxus (Tim Curry) que elas libertaram — com a ajuda, entre outros, do morcego excêntrico Batty Koda (voz do incrível Robin Williams).

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Em questão de animação, FernGully está longe dos padrões Disney ou mesmo dos clássicos de Don Bluth, como Fievel - Um Conto Americano ou Anastasia — na verdade, hoje ele lembra mais aqueles desenhos animados de domingo de manhã.

Mas isso não o torna menos charmoso! Ainda assim, na época, sua bilheteria mundial (32,7 milhões de dólares) ficou bem abaixo do estrondoso sucesso de Aladdin (504 milhões), lançado no mesmo ano. Foi só com o VHS que o filme realmente decolou, tanto que a sequência, de 1998, saiu direto em vídeo. E, por mais que muita gente da nossa idade tenha assistido quando era criança, hoje quase ninguém lembra!

Ferngully - As Aventuras de Zack e Crysta na Floresta Tropical
Ferngully - As Aventuras de Zack e Crysta na Floresta Tropical
Data de lançamento 24 de julho de 1992 | 1h 16min
Criador(es): Bill Kroyer
Com Robin Williams, Samantha Mathis, Jonathan Ward
Usuários
3,3

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FernGully – As Aventuras de Zak e Crysta na Floresta Tropical está disponível de graça no aplicativo Plex.

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