Um dia, algum amigo chegará em você e te recomendará uma saga de fantasia grandiosa e é muito importante que você não rejeite essa sugestão! Sim, mais uma vez estou falando da franquia Harry Potter. Em especial, ressalto o começo do fim desta história mágica: Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 1 prepara o terreno para a grande batalha final, além de entregar uma cena completamente emocionante.
Lágrimas correm livremente antes do grande final de Harry Potter
Prestes a completar 17 anos, Harry Potter (Daniel Radcliffe) precisa ser transportado da casa dos seus tios, os Dursley, até um local seguro. Lorde Voldemort (Ralph Fiennes) e seus comensais da morte sabem que a transferência está prestes a acontecer e aguardam sua realização para atacar.
Para que ela ocorra vários amigos de Harry, como Rony Weasley (Rupert Grint), Hermione Granger (Emma Watson), Remo Lupin (David Thewlis), Hagrid (Robbie Coltrane) e "Olho-Tonto" Moody (Brendan Gleeson), tomam a Poção Polissuco e assumem a forma física de Harry.
A intenção é despistar Voldemort sobre quem é o Harry verdadeiro, de forma que ele possa chegar seguro à Toca, casa dos Weasley. A missão é bem sucedida, mas logo a situação se torna ainda mais perigosa. O Ministro da Magia Rufus Scrimgeour (Bill Nighy) é morto e, em seu lugar, assume um dos asseclas de Voldemort.
Harry e seus amigos passam a ser caçados impiedosamente, obrigando que ele, Rony e Hermione fujam. Precisando mudar constantemente de lugar, eles elaboram um plano para encontrar e destruir as horcruxes que podem eliminar Voldemort de uma vez por todas.
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Cada filme de Harry Potter é mais sombrio que o anterior. Isso é especialmente verdade em Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1, onde o desespero ferve implacavelmente. O diretor David Yates nos faz sentir a angústia, a incerteza e a turbulência que permeiam o Mundo Bruxo a cada instante.
Toda a sensação de ordem desapareceu à medida que a influência do Lorde das Trevas se torna cada vez mais forte. Até mesmo os trouxas pressentem que coisas estranhas e perturbadoras estão acontecendo. Não é de se admirar que essa odisseia apocalíptica culmine em um dos momentos mais devastadores de Harry Potter.
A morte de um inocente!
Em um dos poucos vislumbres de esperança do filme, o elfo doméstico Dobby (Toby Jones) aparece e faz tudo ao seu alcance para libertar Harry Potter e seus amigos das garras da família Malfoy. Ele consegue, mas o preço é alto: uma adaga arremessada por Bellatrix (Helena Bonham Carter) fere Dobby mortalmente.
No final do filme, Dobby morre na praia da Casa das Conchas, nos braços de Harry. Imagens comoventes, música triste e expressões faciais melancólicas: os filmes de Harry Potter nunca pecaram pela falta de força emocional. Mas o que Yates entrega nos minutos finais da primeira parte do sétimo filme está em um nível completamente diferente.
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O ambiente desolador, os movimentos instáveis da câmera e a voz trêmula de Harry. Certamente Hermione deve ter algo em sua bolsa que possa ajudar. Mas até mesmo a bruxa geralmente destemida e engenhosa é tomada pelo choque e pela sensação de impotência. Somente a trilha sonora de Alexandre Desplat traz algo reconfortante e acolhedor ao filme.
Ainda hoje, os fãs de Harry Potter fazem peregrinações ao túmulo de Dobby — na praia de Freshwater West, em Pembrokeshire, País de Gales — e deixam uma meia lá. É o símbolo da liberdade do elfo doméstico.
Todos os filmes da franquia Harry Potter estão disponíveis na HBO Max.