Conhecer os ídolos é algo que pode acabar muito mal ou muito bem. Quase não há meio-termo. O mesmo acontece com os atores. Com Pedro Casablanc, em particular, aconteceu com Adrien Brody. O ator espanhol contracenou com o vencedor do Oscar em Manolete - Sangue e Paixão (2007), o biopic do famoso toureiro dirigido por Menno Meyjes, e sua experiência o lembrou por que não se deve conhecer os ídolos.
"Eu admirava muito o Brody depois de O Pianista, que era a última coisa que ele tinha feito. Assim que trabalhei com ele, tudo caiu... Perdi a admiração. Foi para o ralo", contou Casablanc no podcast Eh Universo em setembro passado. "Tínhamos um plano muito fechado, em que nós dois estávamos dentro do enquadramento, e ele me empurrava para que eu não ficasse dentro do enquadramento. Veja a que ponto se pode ser miserável", acrescenta. "Ele me empurrava. Ele me empurrava literalmente para que eu não ficasse dentro do enquadramento".
Um fracasso de crítica e público
Future Films Ltd. / Quinta Communications / Sequence Film / Pierce/Williams Entertainment
Manolete, além de contar a vida do toureiro, também se concentrou na história de amor com Lupe Sino, interpretada por Penélope Cruz. Juan Echanove e Santiago Segura participaram do filme, que não fez sucesso nem entre o público nem entre a crítica.
Este projeto chegou à vida de Brody depois que ele ganhou o Oscar em 2003 por O Pianista (2002). Casablanc reconhece que, apesar da má experiência com Brody, levou o DVD de O Pianista para ele autografar. "Quando eu levei, aí sim vieram os elogios, ele autografou porque disse: 'Bom, continuo tendo fãs'", conclui.
Os Oscars de Adrien Brody
Proton Cinema / Universal Pictures
O Pianista foi o primeiro Oscar de Brody. Em 2025, veio o segundo com O Brutalista (2024), o drama dirigido por Brady Corbet sobre László Tóth, um célebre e pioneiro visionário do estilo Bauhaus que chega aos Estados Unidos em 1947 e mal vive até que um milionário o contrata para realizar uma obra gigantesca.