Uma ideia na cabeça, um orçamento minúsculo e um ator em ascensão. Para os padrões de hoje, parece um milagre que um filme como Mad Max tenha saído do papel e se tornado uma das franquias de ação e ficção científica de maior sucesso do cinema.
A saga pós-apocalíptica de George Miller deu início à carreira de Mel Gibson com o papel de Max Rockatansky, um policial rodoviário que patrulha as estradas de uma Austrália distópica tomada por gangues de motoqueiros criminosos.
O filme veio a se tornar uma trilogia nos anos 70 e 80, forjando um estilo decadente, punk e caótico que se seguiu nas sequências modernas protagonizadas por Tom Hardy e Charlize Theron em Mad Max: Estrada da Fúria e por Anya Taylor-Joy em Furiosa: Uma Saga Mad Max. Se escolher um favorito pode ser difícil para os fãs, para Gibson, só há uma possibilidade.
Sunset Boulevard/Corbis via Getty Images
“Acho que o segundo foi o melhor. Ele era puro. Era apenas uma perseguição”, comentou o ator no evento MegaCon em Orlando. “Do ponto de vista como audiência, achei que foi o mais limpo. Tinham excelentes emoções. Sem efeitos especiais, eles estavam apenas jogando coisas de fora de um caminhão”, completou.
Em Mad Max 2: A Caçada Continua, Gibson volta ao papel ao qual deve sua trajetória no cinema. Dessa vez, com a missão de proteger uma comunidade pacífica dos ladrões desordeiros que tentam roubar seu suprimento de gasolina. Com 93% de aprovação no Rotten Tomatoes, a sequência foi mais aclamada que seu predecessor, com uma trama que traz de volta e intensifica o cenário árido de terra sem lei e a aventura veicular.
A fala de Gibson, inclusive, ressoa uma escolha importante para esse resultado do filme, algo que Miller também utilizou em Mad Max: Estrada da Fúria e Furiosa: o uso de efeitos práticos ao invés de CGI. Não à toa se tornou um clássico, Mad Max 2 e toda a franquia deixou uma marca lendária no gênero de ação e segue sendo uma influência, especialmente num presente que se assemelha tanto à sua ficção.