Capote
Média
3,7
489 notas

13 Críticas do usuário

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Lucas Collito
Lucas Collito

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3,5
Enviada em 21 de novembro de 2014
Fotografia vibrante, takes longos em cenas profundamente essenciais.
Phelipe V.
Phelipe V.

510 seguidores 204 críticas Seguir usuário

4,5
Enviada em 14 de fevereiro de 2014
Mesmo que esse filme possa ser definido, até certo ponto, como anti-sentimental, há uma carga emocional muito grande e muito forte dominando toda as sessões que Capote tinha que com Perry. Bennett Miller faz um trabalho muito bom na direção, principalmente quando esclarece de uma forma bastante sutil que o filme é mesmo sobre as incoerências e contradições do personagem real que ele está ousando retratar. E o roteiro não tenta amenizar o egoísmo do escritor, muito pelo contrário, ousa ao mostrar todos os erros humanos de seu protagonista, nunca o colocando como uma pessoa acima do bem e do mal, ou endeusando-o. Cabe a cada um interpretar as atitudes dele como bem entender.

Dito isso, impossível falar sobre Capote sem comentar a atuação absurda que Philip Seymour Hoffman faz. Sua composição é cheia de detalhes sutis, desde os trejeitos e gestos frequentes inseridos entre as cenas, até o seu trabalho de voz excepcional. O ator simplesmente desapareceu dentro desse personagem. Sua interpretação é de uma coragem invejável - diante da dificuldade de representar para o Cinema uma pessoa tão excêntrica, por assim dizer. Chega a ser assombroso que ele tenha conseguido atingir os níveis a que chegou, provando que tinha que ser ele, um dos grandes atores de sua geração, a realizar essa façanha mesmo. Fico muito feliz que tenha sido reconhecido, porque merece, e muito. A cena do último encontro (praticamente silencioso aliás) com Perry é digna de aplausos.
SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR
SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR

1.597 seguidores 293 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
O Truman Capote do título foi um escritor que ganhou fama no final dos anos 50 ao elaborar o roteiro de "BONEQUINHA DE LUXO", estrelado por Audrey Hepburn. Capote ganhou o respeito dos círculos intelectuais nova-iorquinos nessa época. O narcisismo do autor é esplendidamente interpretado pelo ganhador do Oscar, Philip Seymour Hoffman. O assassinato de quatro membros da família Clutter no estado de Kansas chamou a sua atenção. Ele pede ao seu chefe no New Yorker para ir checar "in loco" o que aconteceu naquela pacífica e pequena comunidade. Harper Lee (Catherine Keener), amiga de Capote, autora de "O SOL É PARA TODOS", é sua parceira nas investigações que deviam ser feitas. Quando Capote se encontra com a dupla de assassinos, Perry Smith (Clifton Collins Jr.) e Richard Hickcock (Mark Pellegrino), na prisão da cidade de Hokum, ele percebe que está diante de seu novo livro. A partir daí ele vai armazenar todas as informações possíveis para posteriormente escrever o livro. O título que Capote, o homem que conseguia lembrar 94% dos diálogos que mantinha, escolhe para o romance é "A SANGUE FRIO ". Truman Capote não escreveu o seu livro no "calor do momento". Os fatos e as entrevistas realizadas em 1961 ganharam o papel anos mais tarde, inicialmente na Espanha e depois em território norte-americano. Na verdade, Capote se via no assassino Perry Smith. Ele enxergava semelhanças na história de vida de ambos com uma pequena diferença: Capote havia saído da casa pela porta da frente, enquanto Perry pela porta dos fundos. Ambos haviam sido deixados de lado por suas mães. A mãe de Capote tinha uma vida nômade, querendo dizer que iria aportar na cidade em que um homem estivesse disposto a amá-la (ou usá-la). A mãe de Perry era chegada numa bebida. O interessante é ver como um intelectual do porte de Truman Capote se deixou iludir por essa idéia de semelhança com o assassino da família Clutter. Infâncias infelizes não foram e não são previlégio de Capote e de Perry. Talvez este seja um tema para um futuro filme. Philip Seymour Hoffman põe freios na quantidade de maneirismos e viadagens de Capote. Ele é o filme. Se você achou que Ray Charles havia encarnado em Jamie Foxx no ano passado, por certo você terá certeza que a alma de Truman Capote "baixou" em Philip Seymour Hoffman. Não podemos deixar de elogiar a direção de Bennett Miller, que retrata a solidão do Kansas de forma brilhante, mostrando quase de maneira monocromática toda a trama. O que poderia ser muito açucarado, ou muito dramático, se tornou uma obra-prima na mão de Bennett Miller. Foi uma grande injustiça o filme ter saído apenas com um Oscar nas mãos.
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