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    Capote
    Média
    3,8
    245 notas e 10 críticas
    distribuição de 10 críticas por nota
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    10 críticas do leitor

    anônimo
    Um visitante
    4,0
    Enviada em 22 de dezembro de 2015
    Com um orçamento tão baixo,"Capote" mostrou que se pode fazer excelentes produções com pouca grana.
    O vencedor do Oscar Philip Seymor Hoffman se mostra perfeito.Uma caracterização realmente impressionante.O ator consegue carregar todo o filme nas costas.Com a ajuda da bela Catherine Keener ,e com poucas aparições de Chris Cooper e Bruce Greenwood.
    As cenas dentro do presídio são as melhores.Um drama emocionante.

    -Filme assistido em 20 de Dezembro de 2015
    -Nota 8/10
    Phelipe V.
    Phelipe V.

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    4,5
    Enviada em 14 de fevereiro de 2014
    Mesmo que esse filme possa ser definido, até certo ponto, como anti-sentimental, há uma carga emocional muito grande e muito forte dominando toda as sessões que Capote tinha que com Perry. Bennett Miller faz um trabalho muito bom na direção, principalmente quando esclarece de uma forma bastante sutil que o filme é mesmo sobre as incoerências e contradições do personagem real que ele está ousando retratar. E o roteiro não tenta amenizar o egoísmo do escritor, muito pelo contrário, ousa ao mostrar todos os erros humanos de seu protagonista, nunca o colocando como uma pessoa acima do bem e do mal, ou endeusando-o. Cabe a cada um interpretar as atitudes dele como bem entender.

    Dito isso, impossível falar sobre Capote sem comentar a atuação absurda que Philip Seymour Hoffman faz. Sua composição é cheia de detalhes sutis, desde os trejeitos e gestos frequentes inseridos entre as cenas, até o seu trabalho de voz excepcional. O ator simplesmente desapareceu dentro desse personagem. Sua interpretação é de uma coragem invejável - diante da dificuldade de representar para o Cinema uma pessoa tão excêntrica, por assim dizer. Chega a ser assombroso que ele tenha conseguido atingir os níveis a que chegou, provando que tinha que ser ele, um dos grandes atores de sua geração, a realizar essa façanha mesmo. Fico muito feliz que tenha sido reconhecido, porque merece, e muito. A cena do último encontro (praticamente silencioso aliás) com Perry é digna de aplausos.
    SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR
    SERGIO LUIZ DOS SANTOS PRIOR

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    2,5
    Enviada em 9 de fevereiro de 2012
    O Truman Capote do título foi um escritor que ganhou fama no final dos anos 50 ao elaborar o roteiro de "BONEQUINHA DE LUXO", estrelado por Audrey Hepburn. Capote ganhou o respeito dos círculos intelectuais nova-iorquinos nessa época. O narcisismo do autor é esplendidamente interpretado pelo ganhador do Oscar, Philip Seymour Hoffman. O assassinato de quatro membros da família Clutter no estado de Kansas chamou a sua atenção. Ele pede ao seu chefe no New Yorker para ir checar "in loco" o que aconteceu naquela pacífica e pequena comunidade. Harper Lee (Catherine Keener), amiga de Capote, autora de "O SOL É PARA TODOS", é sua parceira nas investigações que deviam ser feitas. Quando Capote se encontra com a dupla de assassinos, Perry Smith (Clifton Collins Jr.) e Richard Hickcock (Mark Pellegrino), na prisão da cidade de Hokum, ele percebe que está diante de seu novo livro. A partir daí ele vai armazenar todas as informações possíveis para posteriormente escrever o livro. O título que Capote, o homem que conseguia lembrar 94% dos diálogos que mantinha, escolhe para o romance é "A SANGUE FRIO ". Truman Capote não escreveu o seu livro no "calor do momento". Os fatos e as entrevistas realizadas em 1961 ganharam o papel anos mais tarde, inicialmente na Espanha e depois em território norte-americano. Na verdade, Capote se via no assassino Perry Smith. Ele enxergava semelhanças na história de vida de ambos com uma pequena diferença: Capote havia saído da casa pela porta da frente, enquanto Perry pela porta dos fundos. Ambos haviam sido deixados de lado por suas mães. A mãe de Capote tinha uma vida nômade, querendo dizer que iria aportar na cidade em que um homem estivesse disposto a amá-la (ou usá-la). A mãe de Perry era chegada numa bebida. O interessante é ver como um intelectual do porte de Truman Capote se deixou iludir por essa idéia de semelhança com o assassino da família Clutter. Infâncias infelizes não foram e não são previlégio de Capote e de Perry. Talvez este seja um tema para um futuro filme. Philip Seymour Hoffman põe freios na quantidade de maneirismos e viadagens de Capote. Ele é o filme. Se você achou que Ray Charles havia encarnado em Jamie Foxx no ano passado, por certo você terá certeza que a alma de Truman Capote "baixou" em Philip Seymour Hoffman. Não podemos deixar de elogiar a direção de Bennett Miller, que retrata a solidão do Kansas de forma brilhante, mostrando quase de maneira monocromática toda a trama. O que poderia ser muito açucarado, ou muito dramático, se tornou uma obra-prima na mão de Bennett Miller. Foi uma grande injustiça o filme ter saído apenas com um Oscar nas mãos.
    Lucas S.
    Lucas S.

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    4,0
    Enviada em 30 de maio de 2016
    Um ótimo filme biográfico, com a brilhante interpretação do Ator Philip Seymour, que como Capote ficou ótimo.
    Um escritor que tem fama na cidade grande, com sua autoconfiança, seu jeito afeminado e sua voz harmoniosa, encontra a oportunidade de escrever algo sobre um crime cometido contra uma família de fazendeiros no interior do país. No entanto, quando prendem os acusados de tal barbárie, Truman Capote vai ao encontro deles, no qual começam a manterem uma certa 'amizade', os assassinos querendo se livrarem da culpa, seja ela de foro íntimo ou da culpa social, e o escritor querendo detalhes para escrever seu livro. E é nesse empate dramático que o filme transcorre. Gostei, filme de época bem produzido, vale a pena assistir.
    Ricardo L.
    Ricardo L.

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    4,0
    Enviada em 2 de dezembro de 2014
    Grande Filme! sem palavras para falar Philip Saymor Hoffman, simplesmente fantastico, sendo nesse filme uma das maiores atuações de todos os tempos e aplaudido em todo o mundo por essa biografia simples e objetiva que lhe rendeu o óscar de melhor ator! uma pena termos perdido esse ator fantastico, onde está entre os melhores da década!!!!
    cinetenisverde
    cinetenisverde

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    3,0
    Enviada em 17 de janeiro de 2017
    Espero que eu tenha entendido mal esse filme. Ele é bem feito, tem a atuação enigmática de Philip Seymour Hoffman, que foi um ícone de atuação até sua prematura morte. Porém, ele possui uma história e uma argumentação falhas demais. Transportando um assassinato bruto de uma família inteira para as ondas do destino e colocando em foco a história de vida de um dos assassinos, o roteiro de Dan Futterman baseado no romance de Gerald Clarke que busca exaltar a sensibilidade do antes escritor de ficção Truman Capote no escritor norte-americano de maior influência do século passado. Pior: ele transfere ainda a moral duvidosa para o próprio escritor, sendo que estamos falando de assassinos cuja biografia está sendo coletada com uma curiosidade inabalável de Capote que durou cerca de cinco anos.
    Willian M.
    Willian M.

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    4,5
    Enviada em 17 de agosto de 2015
    Já falei por esses textos da vida, que adoro filme biográfico, nada melhor que aquela boa e velha dúvida entre o que realmente aconteceu com o que é ficção. Aí você coloca mais alguns pontos nessa trama, como um bom escritor no centro, um bom livro envolvido, uma pitada de jornalismo e um chocante assassinato que abalou os EUA. Capote tem tudo isso e um pouco mais.
    Poucos filmes trazem tantos elementos fortes na sua composição. Tecnicamente, para você escrever um texto ou um roteiro para filme, você precisa de um conflito, uma donzela e um herói, quase uma trágica comédia grega, muito usada até hoje. Mas nesse filme o diretor Bennett Miller trabalha com muitos elementos que fazem desse filme uma grande biografia.

    O diretor trabalha com a história de forma linear e, talvez, da maneira mais verídica possível. A composição da história vai crescendo gradativamente, as duvidas na cabeça de Capote, seu envolvimento no caso e consequentemente com Perry Smith são construídos no passar do tempo e alguns pontos são levantados e nem sempre respondidos.

    A montagem do personagem pelo Philip Seymour Hoffman é linda, não é a toa que ele ganhou o Oscar pela interpretação do escritor. O ator perdeu dez quilos para interpretar esse papel, e se vê um grande estudo para chegar mais próximo dos trejeitos de Capote. A maneira como se expressa, a sua postura e até os movimentos sentados com uma porção de amigos envolta, só faz crescer Philip no papel.

    O filme que traz um corte temporal na vida do escritor, e faz com que várias dúvidas não sejam respondidas e muitas delas com relação ao seu envolvimento com Perry Smith. Será que ele teve um caso com o assassino? Na verdade, o diretor não responde a essa questão, somente algumas pistas são levantadas como o afastamento do Capote do companheiro, pode se entender uma paixão por Perry? Outra é a preocupação com a confissão de Perry, a demora na escrita do artigo se dá pela falta de informações, o escritor se aproxima tanto que pode achar ainda que haja salvação para Perry?

    São muitas perguntas e poucas respostas, o que abrilhanta mais a biografia de Capote, da construção de um livro, o faro jornalístico e o mais profundo estudo para se chegar ao mais próximo da verdade dos acontecimentos são pontos importantes na construção do livro e bem explorados no filme.

    Portanto, Capote se sobressai de forma positiva, pois não se preocupa em responder questões, mas mostrar um escritor sincero e humano. Que vê um pouco de humanismo no olhar de um assassino, mas que pode ser um corvo aproveitador de histórias, a duplicidade humana.
    Lucas Collito
    Lucas Collito

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    3,5
    Enviada em 21 de novembro de 2014
    Fotografia vibrante, takes longos em cenas profundamente essenciais.
    MisterNicholson
    MisterNicholson

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    3,5
    Enviada em 11 de julho de 2020
    Um bom filme biográfico do escritor Truman Capote sobre o processo de criação de sua ultima obra literária (In Coold Blood,publicado em 1965).
    Philip Seymour Hoffman no papel de Capote é simplesmente genial,ninguém chora como Philip Hoffman,o seu trabalho de voz aqui esta primoroso,as cenas dentro da prisão junto com o ator Clifton Collins Jr. é uma "masterpiece".
    O roteiro por se tratar de uma obra biografica não se destaca muito,mas ao que ele se propõe a fazer ele faz de uma forma consideravelmente eficaz,os dialogos são muito bem trabalhados,desde o inicio nós já sabemos como é a personalidade do escritor.
    Porém o filme não passa de ok,a direção não se destaca,o diretor optou pelo basico,a camera passa o tempo todo imovel,alguns cortes são desnecesarios,a fotografia opta por tons frios,ou seja falta um pouco de "sal" no filme.
    Vale a assistida por causa do Philip Seymour Hoffman,alem disso o filme não é muito interessante
    NOTA:3.7
    Marcel Aoki
    Marcel Aoki

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    3,5
    Enviada em 9 de julho de 2021
    Primeiro escreverei sobre o escritor Truman Capote.

    Sinceramente nunca li nada dele e nem tenho interesse. O seu único sucesso foi justamente o livro 'A sangue frio", que o filme conta como foi a ideia, o caso criminal, o julgamento e o processo de trabalho para escrever a obra.

    Capote inovou e criou um novo estilo literário e esse foi o seu mérito.

    Fora isso, o seu romance homônimo serviu para o filme de imenso sucesso e que virou um clássico "Bonequinha de luxo". Li que foi levemente baseado e que existem grandes diferenças.

    Capote viveu disso e nunca mais escreveu algo de importante.

    A sua personalidade foi retratada com fidelidade no longa metragem, pelo menos o tempo no qual se passa a história.

    Um sujeito extremamente sensível, egoísta, interesseiro, mentiroso, ardiloso e egocêntrico ao extremo.

    O roteiro é bem escrito, o foco é em Capote e o finado e grande ator Phillip S. Hoffman, consegue representar o tom de voz e expressão corporal do escritor.

    Sim, existem outros atores, todos ofuscados por Phillip.

    Venceu o oscar de melhor ator e o globo de ouro.

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