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Cid V
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3,0
Enviada em 28 de dezembro de 2025
Após ver manchete sobre massacre contra uma família de Kansas City, o jornalista Truman Capote (Hoffman) se interessa pela trajetória do criminoso, Perry Smith (Collins Jr.). A proximidade com Smith leva a que Capote se sinta fortemente envolvido emocionalmente com ele, enxergando muitas similaridades na história de vida de Smith com a dele próprio. Ao mesmo tempo, não deixa de lado a frieza e o cálculo jornalístico, escrevendo À Sangue Frio ao longo de quatro anos.
Capote é um drama biográfico que transcende o simples retrato de um escritor famoso. Ele explora as complexidades da criação artística, a ética do jornalismo literário e os efeitos psicológicos do envolvimento com histórias reais de crime. Philip Seymour Hoffman oferece uma das melhores performances de sua carreira, e o filme se firma como uma obra-prima do gênero biográfico.
Primeiro escreverei sobre o escritor Truman Capote.
Sinceramente nunca li nada dele e nem tenho interesse. O seu único sucesso foi justamente o livro 'A sangue frio", que o filme conta como foi a ideia, o caso criminal, o julgamento e o processo de trabalho para escrever a obra.
Capote inovou e criou um novo estilo literário e esse foi o seu mérito.
Fora isso, o seu romance homônimo serviu para o filme de imenso sucesso e que virou um clássico "Bonequinha de luxo". Li que foi levemente baseado e que existem grandes diferenças.
Capote viveu disso e nunca mais escreveu algo de importante.
A sua personalidade foi retratada com fidelidade no longa metragem, pelo menos o tempo no qual se passa a história.
Um sujeito extremamente sensível, egoísta, interesseiro, mentiroso, ardiloso e egocêntrico ao extremo.
O roteiro é bem escrito, o foco é em Capote e o finado e grande ator Phillip S. Hoffman, consegue representar o tom de voz e expressão corporal do escritor.
Sim, existem outros atores, todos ofuscados por Phillip.
Um bom filme biográfico do escritor Truman Capote sobre o processo de criação de sua ultima obra literária (In Coold Blood,publicado em 1965). Philip Seymour Hoffman no papel de Capote é simplesmente genial,ninguém chora como Philip Hoffman,o seu trabalho de voz aqui esta primoroso,as cenas dentro da prisão junto com o ator Clifton Collins Jr. é uma "masterpiece". O roteiro por se tratar de uma obra biografica não se destaca muito,mas ao que ele se propõe a fazer ele faz de uma forma consideravelmente eficaz,os dialogos são muito bem trabalhados,desde o inicio nós já sabemos como é a personalidade do escritor. Porém o filme não passa de ok,a direção não se destaca,o diretor optou pelo basico,a camera passa o tempo todo imovel,alguns cortes são desnecesarios,a fotografia opta por tons frios,ou seja falta um pouco de "sal" no filme. Vale a assistida por causa do Philip Seymour Hoffman,alem disso o filme não é muito interessante NOTA:3.7
Espero que eu tenha entendido mal esse filme. Ele é bem feito, tem a atuação enigmática de Philip Seymour Hoffman, que foi um ícone de atuação até sua prematura morte. Porém, ele possui uma história e uma argumentação falhas demais. Transportando um assassinato bruto de uma família inteira para as ondas do destino e colocando em foco a história de vida de um dos assassinos, o roteiro de Dan Futterman baseado no romance de Gerald Clarke que busca exaltar a sensibilidade do antes escritor de ficção Truman Capote no escritor norte-americano de maior influência do século passado. Pior: ele transfere ainda a moral duvidosa para o próprio escritor, sendo que estamos falando de assassinos cuja biografia está sendo coletada com uma curiosidade inabalável de Capote que durou cerca de cinco anos.
Um ótimo filme biográfico, com a brilhante interpretação do Ator Philip Seymour, que como Capote ficou ótimo. Um escritor que tem fama na cidade grande, com sua autoconfiança, seu jeito afeminado e sua voz harmoniosa, encontra a oportunidade de escrever algo sobre um crime cometido contra uma família de fazendeiros no interior do país. No entanto, quando prendem os acusados de tal barbárie, Truman Capote vai ao encontro deles, no qual começam a manterem uma certa 'amizade', os assassinos querendo se livrarem da culpa, seja ela de foro íntimo ou da culpa social, e o escritor querendo detalhes para escrever seu livro. E é nesse empate dramático que o filme transcorre. Gostei, filme de época bem produzido, vale a pena assistir.
Com um orçamento tão baixo,"Capote" mostrou que se pode fazer excelentes produções com pouca grana. O vencedor do Oscar Philip Seymor Hoffman se mostra perfeito.Uma caracterização realmente impressionante.O ator consegue carregar todo o filme nas costas.Com a ajuda da bela Catherine Keener ,e com poucas aparições de Chris Cooper e Bruce Greenwood. As cenas dentro do presídio são as melhores.Um drama emocionante.
-Filme assistido em 20 de Dezembro de 2015 -Nota 8/10
Já falei por esses textos da vida, que adoro filme biográfico, nada melhor que aquela boa e velha dúvida entre o que realmente aconteceu com o que é ficção. Aí você coloca mais alguns pontos nessa trama, como um bom escritor no centro, um bom livro envolvido, uma pitada de jornalismo e um chocante assassinato que abalou os EUA. Capote tem tudo isso e um pouco mais. Poucos filmes trazem tantos elementos fortes na sua composição. Tecnicamente, para você escrever um texto ou um roteiro para filme, você precisa de um conflito, uma donzela e um herói, quase uma trágica comédia grega, muito usada até hoje. Mas nesse filme o diretor Bennett Miller trabalha com muitos elementos que fazem desse filme uma grande biografia.
O diretor trabalha com a história de forma linear e, talvez, da maneira mais verídica possível. A composição da história vai crescendo gradativamente, as duvidas na cabeça de Capote, seu envolvimento no caso e consequentemente com Perry Smith são construídos no passar do tempo e alguns pontos são levantados e nem sempre respondidos.
A montagem do personagem pelo Philip Seymour Hoffman é linda, não é a toa que ele ganhou o Oscar pela interpretação do escritor. O ator perdeu dez quilos para interpretar esse papel, e se vê um grande estudo para chegar mais próximo dos trejeitos de Capote. A maneira como se expressa, a sua postura e até os movimentos sentados com uma porção de amigos envolta, só faz crescer Philip no papel.
O filme que traz um corte temporal na vida do escritor, e faz com que várias dúvidas não sejam respondidas e muitas delas com relação ao seu envolvimento com Perry Smith. Será que ele teve um caso com o assassino? Na verdade, o diretor não responde a essa questão, somente algumas pistas são levantadas como o afastamento do Capote do companheiro, pode se entender uma paixão por Perry? Outra é a preocupação com a confissão de Perry, a demora na escrita do artigo se dá pela falta de informações, o escritor se aproxima tanto que pode achar ainda que haja salvação para Perry?
São muitas perguntas e poucas respostas, o que abrilhanta mais a biografia de Capote, da construção de um livro, o faro jornalístico e o mais profundo estudo para se chegar ao mais próximo da verdade dos acontecimentos são pontos importantes na construção do livro e bem explorados no filme.
Portanto, Capote se sobressai de forma positiva, pois não se preocupa em responder questões, mas mostrar um escritor sincero e humano. Que vê um pouco de humanismo no olhar de um assassino, mas que pode ser um corvo aproveitador de histórias, a duplicidade humana.
Grande Filme! sem palavras para falar Philip Saymor Hoffman, simplesmente fantastico, sendo nesse filme uma das maiores atuações de todos os tempos e aplaudido em todo o mundo por essa biografia simples e objetiva que lhe rendeu o óscar de melhor ator! uma pena termos perdido esse ator fantastico, onde está entre os melhores da década!!!!
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