Closer - Perto Demais
Média
4,1
1776 notas

108 Críticas do usuário

5
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Evandro
Evandro

3 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
É um filme surpreendente, de diálogos rápidos em raciocíonio e ricos de conteúdo. A personagem mais sincera é a que inventa um personagem em sua vida. Trabalha a verdade e a mentira, fazendo-nos questionar sobre a utilidade de cada uma delas. Interessantíssimo, vale a pena conferir.
Willian C
Willian C

1 crítica Seguir usuário

4,5
Enviada em 22 de fevereiro de 2019
"And so It's"...(Damien Rice - The Blower's Daughter). Música tema.
Com trilha sonora excelente, o filme se destaca por ser 'pé no chão' em uma história que muitas vezes acontece na vida de seus admiradores como divórcios, adultério e paixão. Elenco de peso sim!
Com destaque para Natalie Portman (Alice Ayres) e Jude Law (Dan) o filme também uma ganhou uma série de prêmios entre
2004 e 2005, aclamado por críticos como os das academias -New York Film Critics Circle Award e -San Diego Film Critics Society Award dentre outras.
Prêmio Globo de Ouro: Melhor Ator e Atriz Coadjuvantes em Cinema para Natalie Portman e Clive Owen (2005).
É bom sempre assistirmos filmes com base na vida real.
Rogério B
Rogério B

1 crítica Seguir usuário

5,0
Enviada em 3 de março de 2019
A narrativa do filme é construída com flashbacks que possibilitam a construção do enredo. Os diálogos são incisivos - um dos pontos altos. A discussão sobre o sexo entre as personagens é marabilhoso. Perfeito no que se propõe.
euterpebee
euterpebee

1 crítica Seguir usuário

4,0
Enviada em 31 de dezembro de 2021
ao decorrer do filme tive o entendimento sobre as nuances dos relacionamentos e nada mais, um jogo de verdades e escolhas. até que no "plot twist" do final spoiler: onde a Alice entrega o passaporte que contém seu nome verdadeiro - o dito na boate ao Larry
me pus a repensar todo o conceito passado pelo filme. de fato ele entrega muito sobre o desejo, o ego, o amor, e a verdade. além do mais, as prosas e objetivos de diálogo me remetem ao clássico do teatro, juntamente as emoções e expressões alcançadas. o cenário, atuação e trilha sonora são incríveis.
Renata Truyts
Renata Truyts

1 crítica Seguir usuário

3,0
Enviada em 26 de setembro de 2023
Em 2005 eu tinha 23 anos. Fazia estágio numa editora com meu melhor amigo dos tempos de faculdade (e não só). A gente era metido a ser moderno, deprimido e blasé. Eu tinha a mania de usar camisa por baixo da camiseta porque assim estava subvertendo alguma coisa que até hoje não descobri o que é. Não era nada, na verdade. Só meio ridículo. A gente era bem idiota na real. Naquele ano estreou o filme mais blasé e pau no cu da década: Closer, que no Brasil ganhou o incrível subtítulo "Perto demais" - porque pra distribuidora do filme tava muito claro que a geração que ia assistir e se identificar com aquela porra era mesmo burra. Um pouco pelo menos. Não nego.
Mas porque raios ressuscitar um filme que fez todo mundo cantar Damien Rice até a exaustão e praguejar (não julgo) o Seu Jorge e a Ana Carolina? Porque aquele meu melhor amigo acabou de terminar um namoro e a gente está há algumas semanas dissecando as dinâmicas tóxicas dos relacionamentos. Entre as inúmeras análises que fizemos - porque pensar em teorias é a nossa diversão desde 2002 -, chegamos à conclusão de que aos 41 anos a gente não tem mais paciência pra sofrência. E aí ele abriu o baú da vergonha e puxou o Closer (perto demais), que foi por muito tempo nosso filminho-pop-chic-depressão-queridinho.
Estamos em 2023, faz 18 anos que vimos um médico completamente desocupado ficar obcecado por uma fotógrafa chata que só queria trepar com um revisor de texto igualmente desocupado e enfadonho, que por sua vez estava comendo uma striper que nem o nome verdadeiro usava porque ela era importante demais pra essa porra toda. Meu fucking cool! Puta que pariu que falta de um bom banheiro pra lavar na vida dessa gente.
Eu me pergunto: quando e como o tal médico salvou vidas e ficou milionário se ele só pensava em punhetas? Porque diabos aquela fotógrafa estava tão interessada no revisor de textos - só porque ele era o Jude Law? Isso é motivo? Aliás, por que o revisor voltou a fumar? Por que a striper chorou pra foto? Pra provar que é gata até sofrendo? My ass, como dizem os gringos.
Bando de desocupados. Desocupados na Inglaterra. Mandasse esse povo viver nos trópicos pra ver se tinha tanta frescura de quem come quem. Não tinha! Eu nem sei como é que alguém ali conseguia pagar as contas fazendo absolutamente nada. Se calhar tem o dedo do Manoel Carlos nesse roteiro: todos lindos, ricos, transantes e desocupados. Fim.
A gente fica mais velho, dá umas cabeçadas na vida e pega bode dessas crises de gente bonita.
E já dizia esse meu amigo, um mestre: sofrimento de cu é rola.
Mari
Mari

2 críticas Seguir usuário

5,0
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
maravilha a forma como foi visto RELACIONAMENTO..... gostei muito :)
Bruno Giacobbo
Bruno Giacobbo

2 críticas Seguir usuário

2,5
Enviada em 9 de fevereiro de 2012
Simplesmente brilhante, a começar pela rainha das comédias românticas inglesas, Julia Roberts, falando palavrão como nunca antes! Mas o filme é muito mais do que isto... Inteligente, faz o espectador deixar a sala de cinema pensando no que viu e suscita discussões acerca de determinadas atitudes das personagens. Uma sucessão de diálogos bem construídos e brilhantemente interpretados, principalmente por Clive Owen e Natalie Portman, colabara para que ninguém tire os da tela por um minuto sequer. As palavras são nuas e cruas, e como cabem na boca de qualquer casal, é impossível não nos enxergarmos no lugar de Larry ou Alice, por exemplo. O arremate desta grande obra é a trilha sonora, com destaque para "The blowers daughter" de Damien Rice. Uma dica: se você for daqueles "malucos" que não se importa de pagar duas vezes para ver um filme ou tiver um bom motivo para vê-lo de novo, veja! A tendência é sair do cinema ainda mais encantado do que a primeira vez!
LIzandro Felipe Camargo
LIzandro Felipe Camargo

24 críticas Seguir usuário

4,0
Enviada em 6 de janeiro de 2026
A obra acompanha quatro personagens profundamente questionáveis, presos em um jogo emocional cruel, onde honestidade vira arma, desejo vira justificativa e vulnerabilidade quase nunca é respeitada. Todos erram — e erram muito —, mas o que torna Closer tão incômodo (e tão bom) é que ele não oferece vilões fáceis nem vítimas puras.

Os diálogos são o grande motor do filme. Soam quase como poesia recitada, carregados de intensidade e teatralidade — o que não é por acaso, já que o longa é uma adaptação direta de uma peça teatral. Essa escolha estilística cria uma experiência única: as palavras machucam mais do que qualquer ação. Cada conversa parece um duelo, e cada revelação é usada como instrumento de poder.

Entre os personagens, destaca-se o contraste entre crueldade consciente e covardia emocional. Larry é direto, brutal e previsível em sua dureza — o tipo de crueldade que, paradoxalmente, parece mais controlável. Já Dan representa algo mais perigoso: o homem instável, sedutor, que alterna agressividade com afeto, justificando seus excessos com sofrimento passado e amor possessivo. É exatamente esse tipo de comportamento que costuma ser romantizado, quando na verdade é profundamente destrutivo.

Anna, por sua vez, não apenas entra nesse jogo — ela aprende a jogá-lo e, de certa forma, vence. Diferente de Alice, que entende as regras mas atua na defensiva, consciente de suas poucas armas, Anna se adapta ao tabuleiro emocional e passa a mover as peças com frieza semelhante à dos homens ao seu redor.

A trilha sonora, com forte presença de música brasileira e bossa nova, cria um contraste brilhante: melodias suaves e melancólicas embalando relações tóxicas e diálogos cortantes. A música não consola o espectador — ela distancia, quase ironiza o sofrimento, reforçando o vazio emocional que atravessa o filme.

Closer é desconfortável porque é honesto. Não oferece redenção fácil, não entrega aprendizado moral mastigado e não tenta tornar seus personagens simpáticos. É uma obra sobre desejo, posse, mentira e vaidade — filmada com elegância, escrita com crueldade cirúrgica e executada com coragem.

Um filme que não quer agradar, mas provocar. E provoca muito bem.
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