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Leonardo d.
18 seguidores
73 críticas
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4,5
Enviada em 1 de janeiro de 2015
Uma alma madura encontra outra que está se descobrindo para compartilhar a angústia de não pertencerem às vidas que têm, estranheza simbolizada no país e na língua que não são deles. Ritmo lento mas envolvente, cenas bem filmadas e atuações excelentes.
Sofia Coppola resolve trazer a história,longe da correria das cidades americanas.E se baseia inteiramente no livro.Adapta com clareza,do começo ao fim.Aproveitando a cultura milenar,da terra do sol nascente,tradições também,como Ikebanas,jogos de azar e músicas no karaoke.Assim vivem os turistas americanos, Bob (Bill Murray),Charlotte (Scarlet) e John (Ribisi).O trio é a principal força no início do filme.Fazendo que a história seja construída,e que a qualquer momento,irá mudar.O filme parece que vive duas partes,uma boa,e outra ruim.Até a história se encaixar,o filme vive de momentos desinteressantes,onde vimos os personagens passeando pelas ruas japonesas,sem nenhum tipo de conclusão.Mais quando Bob e Charlotte se encontram em um bar,o filme parece tomar outro rumo.Pois melhora bastante a trama,e a dinâmica entre eles se torna interessante,e preenche o filme até o fim.Temos um pequeno elenco,a grande maioria é artistas orientais,mais Mais temos Bill Murray,Anna Faris ,Giovanni Ribisi e Scarlett Johansson,com suas atuações,eles salvam o filme.
Sensacional! história de Bob, um ator decadente de 50 e poucos anos de idade, que chega em Tokyo para gravar um comercial, e lá conhece Charlotte uma jovem recém-formada em filosofia que está acompanhando o marido fotógrafo, que esta à trabalho, dando início a uma improvável, e forte amizade. O filme vai dando a impressão de um ritmo parado e tedioso, mas é quando o espectador percebe que isso se trata dos sentimentos dos dois protagonistas, que estão infelizes com seus casamentos, e com seus momentos profissionais, além de se sentirem entediados e deslocados em um país com cultura e idioma diferentes, e é a partir disso que buscam refúgio um no outro. Bill Murray está incrível e tem a atuação da carreira, e Scarlett Johansson aparece em um de seus primeiros papéis de sucesso, mostrando seu grande talento, e seu charme único, além de Sofia Coppola que se consagra como uma grande diretora e roteirista, vencendo inclusive o Oscar de melhor roteiro. e não foi por menos, o filme prende o espectador até o fim, e o final é incrível, torna o filme ainda mais único. Um dos meus filmes favoritos.
Alguns acham chato, mas é simplesmente um filme que conta uma história de forma sutil e humana, mostrando como um sentimento surge e cresce entre os dois. Belo.
Gostei do filme, me sinto entediada da mesma maneira, e o tédio não nos deixa explicar com clareza oque sentimos. Para mim foi um bela maneira de mostrar sentimentos sem trivialidades e discussões;
É um filme ruim! Não tem nada de surpreendente, é arrastado, muito fraco. Os atores trabalham muito bem, mas e daí? uma história que não surpreende em nada cara. Um filme que fala sobre o tédio, e retratou muito bem isso, pois ele em sí é entediante por demais!
Bob Harris (Bill Murray, em uma performance que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator e um Globo de Ouro de Melhor Ator de Filme de Comédia em 2004) é um ator cujas carreira e casamento estão em crise. Ele viaja para Tóquio, no Japão, pois recebeu dois milhões de dólares para estrelar a campanha de uma marca de whisky. Bob, ao contrário do que os outros pensam, não se encontra em uma crise de meia-idade. Ele simplesmente não sabe como compreender os novos rumos que a sua vida tomou nos últimos anos.
Já Charlotte (a excelente Scarlett Johansson) é uma graduada em Filosofia e esposa dedicada de John (Giovanni Ribisi). Ela acompanha o marido em mais uma das viagens a trabalho dele para o Japão – ele é fotógrafo e registra imagens de bandas de rock. John é um marido perfeito, do tipo que diz “eu te amo” cada vez que sai de casa, porém Charlotte está em crise consigo mesma; está perdida – tanto que está lendo um livro chamado “A Busca da Alma: Como Encontrar a Sua Verdadeira Vocação” – e não encontra nos amigos e no marido as pessoas com quem poderá conversar ou obter conselhos.
Bob e Charlotte serão os nossos guias durante “Encontros e Desencontros”, o segundo filme da carreira de Sofia Coppola – o seu roteiro original rendeu-lhe um Oscar nessa categoria em 2004. Estes dois personagens possuem muito mais em comum do que imaginam: estão “soltos” em Tóquio – cidade de estrutura grandiosa (imagens refletidas pelas visões de Scarlett Johansson durante os passeios dela) -, assustados com tanta tecnologia – em um certo momento do filme, a comunicação entre Bob, Charlotte e seus cônjuges chega a ocorrer via aparelhos de fax -, separados pelas barreiras da língua e costumes culturais diferentes, ou seja, eles estão perdidos e esperando para serem “resgatados”, ou melhor, encontrados.
Até mesmo nos ambientes em que eles mais dominam: atuação (no caso de Bob) e o marido (no caso de Charlotte) passam a ser encarados de outra forma enquanto eles estão no Japão. Bob não consegue desempenhar seu papel do jeito que acha melhor, pois não entende as instruções de seu diretor; e Charlotte não se sente parte do mundo do marido – por isso começa a questionar a relação dos dois – nem dos relacionamentos profissionais dele, afinal basta observar as reações dela às conversas de John com a atriz hollywoodiana (Anna Faris, as aparições dela roubam a cena) para chegarmos à conclusão de que, para ela, tudo aquilo é extremamente superficial.
Bob e Charlotte estão hospedados no mesmo hotel em Tóquio. É esse local que marcará uma série de encontros e desencontros entre os dois: no elevador; no hall, no parque esportivo e no bar do hotel – aonde uma mesma banda toca todas as noites. Esses encontros e desencontros são sempre sucedidos de noites em claro assistindo programas de TV japoneses – eles não conseguem dormir devido ao fuso horário -, passeios por Tóquio – nos quais eles tentam entender um pouco mais sobre a cultura japonesa – e silêncios inquietantes – os quais dominam grande parte do filme – e que representam a profunda solidão que eles sentem.
É no bar do hotel que acontecerá o encontro definitivo entre Bob e Charlotte. A partir daí, eles encontram um no outro a companhia de que precisavam para explorar Tóquio. Eles se divertem flertando entre si e indo à festas, boates, bares e karaokês ao lado dos amigos japoneses de Charlotte. Entre eles, a conversa parece ser mais fácil e os olhares comunicam tudo. Ainda podemos dizer que Bob encontrou na juventude de Charlotte a força de que precisava para enxergar e modificar certos aspectos de sua vida; e que Charlotte vê na maturidade de Bob a pessoa na qual ela pode confiar, se abrir sobre seus planos sem sentir que está sendo julgada, com o objetivo de obter aquilo que ela mais deseja: conselhos e estímulo.
A melhor maneira de resumir “Encontros e Desencontros” é dizer que este é um filme que retrata uma história de amor que não tem a mínima chance de acontecer. E a platéia é testemunha desse relato, o qual é contado com simplicidade e sensibilidade por Sofia Coppola – a trilha sonora do filme também ajuda bastante, uma vez que retratam os estados de espírito dos personagens em cada momento da história. Neste filme, as imagens valem mais do que mil palavras e a prova máxima disso é que a única coisa que vai ficar na sua cabeça quando “Encontros e Desencontros” terminar é a questão: o que foi que Bob sussurrou no ouvido de Charlotte? Seria esse o nosso final feliz?
Os filmes de Sofia Copolla são bons justamente por ter um final que voce nao espera. Nao que sejam surpreendentes, mas com certeza eh sem clichês e sem lugar comum. Este fala muito bem sobre as divagações de se estar em uma mega metropole, mas sem uma amizade com quem compartilhar de nada adianta. A amizade entre os dois eh linda, mas como casal eles nao tem muita quimica.E eles mesmo percebem isso, sempre deixando no ar a duvida sobre o que eles sentem no fundo um pelo outro. Mesmo cada um vivendo suas frustrações em seus relacionamentos, a amizade entre os dois eh o que fortaleceu eles neste periodo. Sofia eh muito subjetiva, e se eu pudesse diria a ela dar um pouco mais de substancia a sua obra, pra que possa ficar um pouco mais intensa e nao tanto minimalista.
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