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Juan Freitas
49 críticas
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2,5
Enviada em 18 de março de 2026
A atuação de De Niro é o principal elemento de profundidade do filme, pois constrói um personagem com presença e intensidade, mesmo que as demais atuações sejam apenas medianas. O problema central parece estar no roteiro, que limita o desenvolvimento dos personagens e reduz sua complexidade, tornando-os pouco envolventes. Como consequência, a progressão narrativa perde impacto, especialmente no segundo ato. Embora existam diálogos eficazes, a maioria soa forçada. Além disso, o filme apresenta problemas de verossimilhança, com conveniências narrativas e decisões que enfraquecem a coerência da história. Há méritos isolados, como o tema, algumas intenções interpretativas e certos detalhes do roteiro, mas eles não sustentam o conjunto. Nesse contexto, a direção parece menos consistente do que se espera de um trabalho de Scorsese.
Cabo do medo é um filme de suspense que foi dirigido por Martin Scorsese e contou com o roteiro de James R. Webb e Wesley Strick. O filme recebeu 2 indicações ao Oscar de 1992: melhor ator (Robert De Niro) e melhor atriz coadjuvante (Juliete Lewis). Na trama, acompanhamos o advogado Sam Bowden (Nick Nolte) e sua família: esposa, Leigh (Jessica Lange) e filha, Danielle (Juliette Lewis), passam a ser ameaçados por um ex-presidiário Max (Robert De Niro) que foi condenado por estrupro. Há 14 anos, Sam foi advogado de Max, que evidentemente perdeu a causa ter retido provas que salvaria Max. O filme é uma refilmagem do grande clássico Círculo do medo de 1962. A trama é sobre a vingança de Max sob toda a família de Sam, e para isso é usado Danielle como porta de entrada. Porém, o roteiro elabora elemento ainda no primeiro ato para mostrar que a família de Sam não era perfeita, pois o casal já vivia problemas conjugais e a filha adolescente estava na fase de rebeldia. Precisamos falar da impressionante atuação de De Niro, pois sua sede de vingança foi demostrada com louvor. A narrativa é agradável, pois nos temos um suspense gradual, com o ápice na cena final do barco. Outro ponto, é o cuidado que devemos ter ao assistir esse filme atualmente para não cometer anacronismos como: a falta de denúncia da personagem que foi violentada por Max (algo que infelizmente ainda existe nos dias atuais) e as decisões controvérsias do casal e da própria filha ( Danielle nos dias atuais seria facilmente chamada de burra, mas o que falar de uma adolescente no começo dos anos 90?). O filme tem seus deslizes muito nas decisões isoladas de Sam que chega a beirar o cumulo, além de situação extremamente exageradas (como na cena em que Max consegue ir embaixo do carro da família durante toda a viagem), mas não deixa de ser um clássico.
Sinceramente achei a primeira versão muito melhor, pode não ter as cenas fortes que tem nesse de 91 porém a história é um pouco mais fidedigna, esperava mais por ser do Scorcesse! Não tem absolutamente nada de parecido com o livro, entendo que é baseado na história mas poderia ser um pouco mais fidedigno, aquela filha adolescente é uma idiota, a esposa uma dondoca , o marido um jaguara, totalmente diferente do livro, sem contar que no livro ainda tem os dois filhos, que sei la por que somem nas duas versoes ! Como que o cara sabe tudo da família, assim do nada, sabe até onde fica a sala de teatro da escola?? Entra la , sem ninguem ver! Quase mata uma advogada, arranca pedaço e ela com "medinho" de depor?? Viaja amarrado na parte de baixo do carro...pelamor....os atores que participaram podem ser bons mas não foi suficiente pra deixar o filme bom de verdade! Não valeu as 2h perdidas!! Unica coisa que tem de parecido com o livro é a fala do investigador e a música, que é a mesma da primeira versão! Filme chato, não percam tempo!
Muito, mas muito ruim! Que perca de tempo foi assistir isso. O filme se perde, vai ficando forçado, não sei explicar, mas eu não recomendaria a ninguém.
Ótimo filme. Caso tivesse visto na época teria sentido o terror no suspense...mas ... ri muito. com a música por lembrar do Sideshow Bob KKK os personagens convencem Niro fabuloso, Nolte e Lange apavorados... gostei do desfecho e a trama aguça a expectativa até o fim, prende a atenção.
Em alta na época,Martin Scorsese vivia um momento excepcional já que tinha acabado de fazer a obra prima "Os Bons Companheiros",e em seu filme seguinte havia uma grande expectativa,ele resolveu então investir em um suspense estrelado pelo seu parceiro Robert De Niro e o resultado é mais um filme de alta qualidade.Baseado no livro The Executioners e um remake do filme Cape Fear de 1962,o longa acompanha um advogado e sua família que passam por momentos de terror quando um estuprador que passou 14 anos na cadeia sai e busca vingança contra o advogado que o defendeu ocultando provas,agora eles terão que se esconder para evitar que o pior aconteça.O filme é um suspense de qualidade,o roteiro das mãos de James R. Webb sabe construir uma tensão entre o Sam e o Max e a direção é precisa já que existe um desconforto e uma sensação de que algo o vigia a todo instante que cria um sentimento de incerteza,o restante do filme apresenta situações tensas porém cai em outras áreas previsíveis como o terceiro ato que não é muito original.A direção é muito boa,Scorsese sabe trabalhar os personagens e as situações envolvendo eles,há uma cena em específico que você teme pela família do Max que é incrível.O elenco é um ponto forte,no ano de lança mento recebeu 2 indicações ao Oscar de melhor atriz coadjuvante e ator principal.Juliette Lewis está bem no papel,passa uma ingenuidade que a coloca sempre em risco e o Robert De Niro está sinistro,ele é mesquinho,violento e amedrontador criando um personagem que passa uma insegurança a Max e sua família.Cape Fear tem boa atuação do grande Robert De Niro e uma direção firme do Scorsese que oferece um bom suspense.
Ótimo filme! A cena inicial é marcante, uma das melhores aberturas de filme que já vi. De Niro está maravilhoso, uma grande atuação. Nick Nolte em compensação deixa muito a desejar, talvez o que mais comprometa o filme. O tema, vingança, é bem retratado no filme.
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