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Ophélie Renaud
8 críticas
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4,5
Enviada em 1 de agosto de 2026
*Cidade de Deus* não é apenas um filme sobre violência. É um retrato de um ambiente em que a violência se torna parte da rotina.
O que mais me marcou foi a calma de Buscapé. Enquanto Zé Pequeno representa o ciclo de ódio e brutalidade da favela, Buscapé permanece um observador. A câmera se torna sua forma de escapar de um destino que parecia inevitável.
A direção impressiona pela energia e pelo ritmo acelerado, mas o filme nunca transforma a violência em espetáculo. Pelo contrário, ela é apresentada como consequência da desigualdade, da falta de oportunidades e de um sistema que abandona uma parte da população.
No fim, a mensagem é amarga: mudar de vida exige muito mais do que coragem quando o lugar onde se nasce parece determinar o próprio futuro. Ainda assim, Buscapé mostra que existe uma saída, mesmo que ela seja rara.
Em primeiro lugar, o filme Cidade de Deus mostra a realidade e a vida real no estado do Rio de Janeiro, Além disso, o comportamento da polícia também neste filme mostra que ela era corrupta, aqueles que são responsáveis por proteger e garantir segurança para a sociedade. Por isso, a nossa sociedade está cheia de problemas bem como corrupção e violência, especialmente entre os jovens. Em suma, o filme é muito bom, bem feito e eu recomendo para todo mundo assistir uma vez que ele dá muitas lições de vida. Enfim, é bom para relaxar.
Eu considero um pecado não ter visto esse filme antes. "Cidade de Deus" mostra um Brasil cru, da forma como ele é. A crítica feita no filme é conduzida naturalmente até chegar no ápice da experiência. A direção, o roteiro, O ELENCO, a fotografia... Tudo se encaixa perfeitamente pra contar o enredo. "Cidade de Deus" vai continuar (e merece continuar) sendo um dos melhores filmes de todos os tempos.
Uma representação incrível da vida nas favelas brasileiras. Feito de forma crua e direta, Cidade de Deus se torna ainda melhor quando você descobre que os atores que trabalharam neste filme eram moradores de comunidades carentes do Rio de Janeiro. A maneira como os moradores atuaram me cativou.
Sinopse: Buscapé é um jovem pobre, negro e sensível, que cresce em um universo de muita violência. Ele vive na Cidade de Deus, favela carioca conhecida por ser um dos locais mais violentos do Rio. Amedrontado com a possibilidade de se tornar um bandido, é salvo de seu destino por causa de seu talento como fotógrafo, que permite que siga carreira na profissão. É por meio de seu olhar atrás da câmera que ele analisa o dia a dia da favela em que vive, onde a violência aparenta não ter fim.
Crítica: "Cidade de Deus" é um filme que se destaca por sua abordagem visceral e crua da realidade das favelas cariocas, retratando o crescimento do crime organizado em um dos contextos mais desafiadores do Brasil. Com uma direção habilidosa de Fernando Meirelles e Kátia Lund, a obra cria uma narrativa rica em detalhes e dinâmica, que revela a vida na favela desde os anos 60 até os anos 80, através das experiências de diversos personagens que, apesar de suas histórias distintas, se entrelaçam de maneira impactante.
A escolha do Buscapé como protagonista-narrador é eficaz, pois ele é o testemunha do caos que o cerca, ao mesmo tempo em que busca um caminho diferente do padrão que a maioria de seus amigos e familiares segue. Esse contraste entre a aspiração e a realidade é um dos principais elementos que tornam o filme tão cativante. Sua jornada, marcada pela resistência e esperança, serve como uma representação da fragilidade da vida e das constantes escolhas que moldam o destino de quem cresce em um ambiente de violência.
Outro aspecto notável é a cinematografia. A forma como Meirelles utiliza a câmera para capturar a energia frenética da favela, juntamente com uma edição ágil, traz uma sensação de urgência e gravidade à narrativa. As cores vibrantes, em contrapartida com a dureza dos temas, criam um diálogo visual que atrai a atenção do espectador, tornando a experiência de assistir ao filme intensa e marcante.
No entanto, essa abordagem realista levanta questões sobre a responsabilidade da representação da violência. Embora o filme capture a brutalidade da vida nas favelas de maneira autêntica, algumas críticas sugerem que a maneira como a violência é retratada pode, em alguns momentos, flertar com a glamorização. É importante que o público possa discernir entre a realidade desoladora e a necessidade de uma representação ética, evitando estereótipos e simplificações que possam perpetuar uma visão distorcida da vida nas favelas.
Além disso, a diversidade de personagens apresentados no filme oferece uma visão abrangente da vida na favela, embora alguns deles possam parecer unidimensionais em certos momentos. Essa simplificação pode fazer com que o espectador sinta falta de uma exploração mais profunda de suas histórias e motivações. Embora haja uma grande riqueza na narrativa, o desenvolvimento de algumas figuras secundárias poderia ter acrescentado mais à complexidade do filme.
Em conclusão, "Cidade de Deus" é uma obra cinematográfica poderosa que provoca reflexão e discussão. Com sua narrativa envolvente e visões impactantes da vida em uma favela, o filme se firma como uma referência no cinema brasileiro contemporâneo. Sua capacidade de despertar empatia e diálogos sobre as realidades sociais do Brasil é um testemunho do talento de seus criadores e um passo no sentido de trazer à luz questões frequentemente ignoradas.
Mais um filme .Que representa a história de muitos brasileiros. Grande filme. O modelo do tipo de filmagem desse filme é o que caracteriza os diretores
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