Críticas mais úteisCríticas mais recentesPor usuários que mais publicaram críticasPor usuários com mais seguidores
Filtrar por:
Tudo
Pony mrslittle
5 críticas
Seguir usuário
5,0
Enviada em 10 de setembro de 2026
Queria poder digitar apenas um “oloco” e encerrar essa review, mas me encontro tonta e enojada. Isso principalmente pelo jogo de câmera, que faz questão de desorientar quem assiste, quanto pela explicitude grotesca que, por mais difícil que seja de encarar, considero necessária para aquilo que o filme pretende provocar.
E talvez seja justamente aí que "Irreversível" consiga ser tão eficiente: eu me senti enojada. Desconfortável. Perdida naquele submundo francês tão caótico e degradante que o filme constrói, especialmente com o acontecido da Alex. Não é uma experiência agradável e, definitivamente, não parece ter sido feita para ser.
A câmera, a violência e a própria estrutura da narrativa transformam o desconforto em parte da experiência. E, sinceramente, terminei com a sensação de que precisava de alguns minutos olhando para uma parede e reconsiderando minhas escolhas de vida por ter apertado o play.
Não sei se gostei. Não sei sequer se “gostar” é a palavra certa para esse filme, mas, sei que ele conseguiu me causar exatamente aquilo que parecia querer causar. No fim das contas, talvez um filme não precise ser agradável para ser bom. Às vezes, basta conseguir ficar na sua cabeça mesmo após os dias.
O roteiro é impecável, o filme é passado de trás para frente, em alguns momentos parece que vai se perder, porém o filme se acha e muito bem por sinal, a cena do estupro da para sentir na pele de tão real que parece e tem a cena do instintor de incêndio que é tão brutal quanto a cena do estupro, o filme é bem diferente do convencional.
Gaspar Noé, diretor conhecido por sua abordagem visceral e provocativa, eleva a discussão sobre os limites do cinema em Irreversível. Este drama psicológico é ao mesmo tempo fascinante e perturbador, desafiando as convenções narrativas ao utilizar a estrutura reversa para contar uma noite de tragédia e vingança.
O filme, estrelado pelo trio brilhante Monica Bellucci, Vincent Cassel e Albert Dupontel, conduz o espectador por um labirinto emocional, começando com atos de violência e culminando em uma esperança irônica — revelada somente no final cronológico da história. Ao inverter a ordem dos acontecimentos, Noé não apenas redefine o impacto da narrativa, mas também obriga o público a refletir sobre as escolhas e consequências que precederam cada evento.
O ponto central do enredo, a infame cena de estupro que choca por sua brutalidade e realismo, é um divisor de águas na história do cinema. Gaspar Noé utiliza técnicas cinematográficas de maneira magistral, como os planos-sequência intensos e os sons de baixa frequência que aumentam a sensação de desconforto. Essas escolhas visuais e sonoras transformam o filme em uma experiência sensorial quase insuportável para muitos, mas é exatamente nessa intensidade que reside seu impacto.
Embora tenha sido indicado à Palma de Ouro no Festival de Cannes, Irreversível não é um filme para todos. Sua crueza e seu desespero emocional o tornam mais uma experiência do que uma narrativa convencional. O mérito de Noé está em sua dedicação ao realismo brutal e em sua habilidade de explorar as profundezas da humanidade — tanto as mais sombrias quanto as mais esperançosas.
Por fim, Irreversível não busca agradar ou confortar; ao contrário, ele exige uma reflexão profunda sobre a fragilidade humana e a violência que permeia nossas escolhas. É uma obra que desafia e permanece com o espectador muito tempo após os créditos finais.
Filme com roteiro e estética discutíveis. Câmera desfocada e girando, vertigem, sem trilha sonora, mas com barulho de fundo. Sem diálogos, só gritaria, enfim é o que é. O que Bellucci faz neste filme? Mistério.
Para um filme de 2002, achei muito bom. A forma como ele começa é bem pesada e angustiante, e embora a gente saiba que o "fim" da história é ruim, ao mesmo tempo o "começo" vai deixando o filme mais leve e menos tenso. A cena do estupro é bem pesada e a mais forte que vi até hoje, por isso dou nota 10 para as atuações.
O filme é claustrofóbico,se percebe logo no começo(no final) e tem vários artifícios para te fazer ficar incomodado,pra mim não fez efeito,tirando a tremedeira da câmera,mas li que várias pessoas sentiram náuseas e outras coisas. Parece ser chato e sem sentido,mas depois que assistimos um pouco mais,vai ficando mais fácil de se entender. Achei válido a cena da violência contra a Alex,justamente pra que tenhamos uma noção de quão horrível,verdadeiramente ela é (e a mesma foi filmada pela própria Monica.) Realmente,não temos poder sobre o destino e o que foi feito,não podemos mudar. "O tempo destrói tudo"
Caso você continue navegando no AdoroCinema, você aceita o uso de cookies. Este site usa cookies para assegurar a performance de nossos serviços.
Leia nossa política de privacidade