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Anthony Hopkins sempre vale o filme. Aqui ele faz um cientista que perdeu a filha por doença e é chamado para ajudar a desvendar o mistério de um serial killer, devido a seus poderes de premonição e de vidência. Ação, suspense, romance e drama em doses adequadas e um tema interessante que serve de fio condutor, o mal menor da morte diante do potencial sofrimento sem esperança de vida.
Um suspense que começa de forma muito interessante e causa uma boa expectativa em quem assiste. O roteiro vai se desenrolando bem e com isso crescendo a tensão sobre a história, mas quando é revelado o seu vilão, ou não, a narrativa toma outro rumo e perde força. Os embates entre Hopkins e Farrell são fracos, mas deixam o tema para uma reflexão muito ampla. É correto tirar a vida de alguém com uma doença terminal contra a vontade dela? Pra mim uma estreia burocrática do diretor Afonso Poyart no cinema americano.
O jovem e promissor diretor santista Afonso Poyart começou sua carreira no audiovisual trabalhando com videoclipes e vídeos publicitários, mas alcançou realmente os holofotes nacionais quando conseguiu pouco mais de 2 milhões de reais para produzir e dirigir um projeto de sua autoria, que logo se destacaria no país todo por ser um filme diferente, dinâmico e com uma linguagem bastante moderna. Com o sucesso de ‘2 Coelhos’ (2012), o diretor chamou também a atenção de Hollywood, e após estudar algumas propostas de projetos, decidiu trabalhar com os ícones Anthony Hopkins e Colin Farrell no suspense ‘Presságios de um Crime’. O filme conta a história de dois parceiros do FBI, Joe Merriweather (Jeffrey Dean Morgan) e Katherine Cowles (Abbie Cornish), que estão atrás de um serial killer bastante cuidadoso e muito inteligente. Em um determinado momento, por não conseguirem rastrear o assassino, Joe decide visitar um velho amigo, o doutor aposentado John Clancy (Anthony Hopkins), que pode ajudar a desvendar o caso graças a sua sabedoria e suas habilidades paranormais.
"Presságios" tem todos os elementos de um "crime thriller" tradicional, emprestando um pouco de ‘Seven’ (1995), de ‘O Silêncio dos Inocentes’ (1991) - a comparação é inevitável quando vemos Hopkins sendo consultado ou ouvindo música clássica -, mas principalmente se assemelha às famigeradas séries de TV do gênero como ‘CSI’ ou ‘Criminal Minds’, ou para ser mais específico, um crossover da série ‘Prova de Crime’ com ‘O Mentalista’, por exemplo. Mas o filme tem méritos ao fazer também uma clara tentativa de tocar em assuntos controversos, como a relação morte/eutanásia e religião/ciência, por exemplo. Por mais que seja um trabalho de "entrada" do diretor brasileiro em Hollywood, principalmente no aspecto estético e técnico vemos que Poyart conseguiu imprimir - na falta de palavra melhor - sua "marca" no filme, com alguns cortes dinâmicos, close-ups buscando as emoções dos personagens e a câmera sempre trêmula, embora o próprio diretor reconheça que ainda não tem um estilo próprio que o defina, por assim dizer, já que este é apenas seu segundo longa-metragem na carreira.
Como mencionado anteriormente, o personagem de Hopkins lembra bastante o icônico Dr. Lecter de ‘Hannibal’, mas sua sutileza e sagacidade também remetem a outro filme muito intrigante chamado ‘Um Crime de Mestre’ (2007). Mesmo aos 78 anos, é incrível como o ator magnetiza o espectador em cena, funcionando muito bem dentro do universo diegético do filme. Colin Farrell também está ótimo, e assim como o restante do elenco, faz o possível para passar plausibilidade à trama, apesar do roteiro ser bem inconsistente e esquemático, impedindo que a plateia crie empatia com os personagens. As utilizações de flashes fortes e chamativos inseridos na trama dão um tom meio "macabro" ao filme, uma decisão interessante, fazendo parecer que o filme vai flertar com o terror, mas é uma pena que isso não aconteça, até porque não era este seu objetivo.
Entretanto, "Presságios" é um filme problemático e muito por conta do seu roteiro “formulaico”. Os roteiristas parecem ter "bebido" um pouco além da conta da fonte dessas séries de TV criminalísticas e acabaram fazendo uma colcha de retalhos um tanto genérica do que um bom crime thriller representa. A própria linguagem estética e sombria do filme, desde o início já mostra ao espectador que ele estará perante um assassino serial impiedoso e psicopata. Portanto, não estamos diante de um drama no qual precisa ser gerada uma emoção ao ponto de sofrermos junto com a (s) vítima (s) - o que é uma linha muito tênue para parecer forçado ou "cafona"-, mas estamos diante de um thriller onde espectador precisa se envolver com a investigação, o método, o mistério. E isso é subdesenvolvido no filme, através de frases clichês de efeito, da excessiva utilização de interlocutores para explicar tudo o que acontece, o papo forense que parece esclarecer, mas acaba levantando mais dúvidas por não fazer tanto sentido e etc. Sabemos que há uma preocupação em explicar/mostrar pouco e correr o risco de restringir muito o grande público (que prefere uma história mais didática), mas o cinema já provou várias vezes que não é impossível conceber uma trama mais equilibrada nesse sentido.
O saldo final para o diretor brasileiro é de uma boa estreia em solo norte-americano, normalmente elas nunca são fáceis e Poyart lidou bem com a situação como um todo. A longa utilização de “travelings” de 360º que incomodam um pouco (como a cena do interrogatório), ou cenas que parecem repetitivas (como uns três arrombamentos bem parecidos), são detalhes que a prática vai levando à perfeição. ‘Presságios de um Crime’ é mais do que parece, apesar de sua real mensagem da perda de alguém querido ficar nublada perante um tom bem inconsistente entre drama e thriller. O esforço do elenco e especialmente a química entre Hopkins e Farrell funciona bem, aliado a algumas boas ideias, como o encontro no bar ou os flashes macabros, por exemplo, mas há algumas pontas soltas que são difíceis de ignorar. Fica a torcida para que faça uma boa bilheteria, é quase certo que o filme encontrará seu público e tem potencial também para fazer uma boa carreira em home vídeo. E, afinal, bate sim uma nostalgia rever o lendário Hopkins revivendo um papel muito semelhante ao que lhe rendeu um Oscar de Melhor Ator, como Hannibal Lecter. Os fãs de séries policiais acabam de ganhar a oportunidade de ver na telona quase que um episódio prolongado, com direito ainda a participação de grandes nomes do cinema.
"Presságios" tem todos os elementos de um "crime thriller" tradicional, emprestando um pouco de ‘Seven’ (1995), de ‘O Silêncio dos Inocentes’ (1991) - a comparação é inevitável quando vemos Hopkins sendo consultado ou ouvindo música clássica -, mas principalmente se assemelha às famigeradas séries de TV do gênero como ‘CSI’ ou ‘Criminal Minds’, ou para ser mais específico, um crossover da série ‘Prova de Crime’ com ‘O Mentalista’, por exemplo. Mas o filme tem méritos ao fazer também uma clara tentativa de tocar em assuntos controversos, como a relação morte/eutanásia e religião/ciência, por exemplo. Por mais que seja um trabalho de "entrada" do diretor brasileiro em Hollywood, principalmente no aspecto estético e técnico vemos que Poyart conseguiu imprimir - na falta de palavra melhor - sua "marca" no filme, com alguns cortes dinâmicos, close-ups buscando as emoções dos personagens e a câmera sempre trêmula, embora o próprio diretor reconheça que ainda não tem um estilo próprio que o defina, por assim dizer, já que este é apenas seu segundo longa-metragem na carreira.
Como mencionado anteriormente, o personagem de Hopkins lembra bastante o icônico Dr. Lecter de ‘Hannibal’, mas sua sutileza e sagacidade também remetem a outro filme muito intrigante chamado ‘Um Crime de Mestre’ (2007). Mesmo aos 78 anos, é incrível como o ator magnetiza o espectador em cena, funcionando muito bem dentro do universo diegético do filme. Colin Farrell também está ótimo, e assim como o restante do elenco, faz o possível para passar plausibilidade à trama, apesar do roteiro ser bem inconsistente e esquemático, impedindo que a plateia crie empatia com os personagens. As utilizações de flashes fortes e chamativos inseridos na trama dão um tom meio "macabro" ao filme, uma decisão interessante, fazendo parecer que o filme vai flertar com o terror, mas é uma pena que isso não aconteça, até porque não era este seu objetivo.
Entretanto, "Presságios" é um filme problemático e muito por conta do seu roteiro “formulaico”. Os roteiristas parecem ter "bebido" um pouco além da conta da fonte dessas séries de TV criminalísticas e acabaram fazendo uma colcha de retalhos um tanto genérica do que um bom crime thriller representa. A própria linguagem estética e sombria do filme, desde o início já mostra ao espectador que ele estará perante um assassino serial impiedoso e psicopata. Portanto, não estamos diante de um drama no qual precisa ser gerada uma emoção ao ponto de sofrermos junto com a (s) vítima (s) - o que é uma linha muito tênue para parecer forçado ou "cafona"-, mas estamos diante de um thriller onde espectador precisa se envolver com a investigação, o método, o mistério. E isso é subdesenvolvido no filme, através de frases clichês de efeito, da excessiva utilização de interlocutores para explicar tudo o que acontece, o papo forense que parece esclarecer, mas acaba levantando mais dúvidas por não fazer tanto sentido e etc. Sabemos que há uma preocupação em explicar/mostrar pouco e correr o risco de restringir muito o grande público (que prefere uma história mais didática), mas o cinema já provou várias vezes que não é impossível conceber uma trama mais equilibrada nesse sentido.
O saldo final para o diretor brasileiro é de uma boa estreia em solo norte-americano, normalmente elas nunca são fáceis e Poyart lidou bem com a situação como um todo. A longa utilização de “travelings” de 360º que incomodam um pouco (como a cena do interrogatório), ou cenas que parecem repetitivas (como uns três arrombamentos bem parecidos), são detalhes que a prática vai levando à perfeição. ‘Presságios de um Crime’ é mais do que parece, apesar de sua real mensagem da perda de alguém querido ficar nublada perante um tom bem inconsistente entre drama e thriller. O esforço do elenco e especialmente a química entre Hopkins e Farrell funciona bem, aliado a algumas boas ideias, como o encontro no bar ou os flashes macabros, por exemplo, mas há algumas pontas soltas que são difíceis de ignorar. Fica a torcida para que faça uma boa bilheteria, é quase certo que o filme encontrará seu público e tem potencial também para fazer uma boa carreira em home vídeo. E, afinal, bate sim uma nostalgia rever o lendário Hopkins revivendo um papel muito semelhante ao que lhe rendeu um Oscar de Melhor Ator, como Hannibal Lecter. Os fãs de séries policiais acabam de ganhar a oportunidade de ver na telona quase que um episódio prolongado, com direito ainda a participação de grandes nomes do cinema.
Presságios de um crime é um daqueles filmes que conseguem mostrar toda a capacidade de Anthony Hopkins. Extremamente bem produzido, dirigido com atuações de tirar o fôlego. Trata-se de duas pessoas opostas com dons muito parecidos, mas com as intenções bem adversas. Um serial Killer que chega a ser compreendido e do outro lado um médico com sua síndrome comum de explicar o universo. O desenrolar da estória é nota dez. Você precisa conferir!
Filme muito bom! Anthony como sempre enigmático! Enredo que prende sua atenção até o fim. Deixa no ar aquela mensagem fatalmente verdadeira de que a vida é efêmera! Adorei o filme!
Direção competente do diretor brasileiro Afonso Poyart, com roteiro maravilhoso e atuação de alto nível para Anthony Hopkins, que mais uma vez faz um trabalho notável e por mais que seja muito semelhante a personagens antigos, tais como Ted Crawford em um Crime de Mestre e Dr. Hannibal Lecter em Hannibal que talvez o mais famoso de todos ele consegue se diferenciar de forma brilhante. Enfim, excelente filme!
Grande filme que só não foi épico pelo final. poderia ter sido mais contundente. mas mesmo assim um bom filme. recomendado para quem curte suspense e filme policial
Existe um erro gritante neste filme.
Todo o filme é impecável, mas no final perdi o foco de toda a história, só observando o erro.
spoiler: Anthony Hoppkins foi brilhante no seu papel, mas no final, ao levar um tiro de raspão acima da orelha esquerda, sangrou e ficou claro o local do ferimento. No hospital e no restante das cenas, o curativo e a cicatriz passaram pra TESTA. Que absurdo foi esse?????
Todo o filme é impecável, mas no final perdi o foco de toda a história, só observando o erro.
spoiler: Anthony Hoppkins foi brilhante no seu papel, mas no final, ao levar um tiro de raspão acima da orelha esquerda, sangrou e ficou claro o local do ferimento. No hospital e no restante das cenas, o curativo e a cicatriz passaram pra TESTA. Que absurdo foi esse?????
Muito bom filme! Recomendo pra quem não gosta de clichês... Me lembrou o clássico SEVEN 7 pecados capitais.
Sinto pena desses artistas terem que participar desse filme. Além de obviedades, erros por falta de pesquisa e os barulhos exagerados da trilha, ainda temos figurantes caricatos e fracos.
O poder do personagem principal é digno dos super heróis americanos. Como a maioria desses filmes feitos para alimentar as distribuidoras americanas falta densidade, parece uma colcha de retalhos de chavões que caiu nas mãos do produtor pouco antes de começar as filmagens. Péssimo.
O poder do personagem principal é digno dos super heróis americanos. Como a maioria desses filmes feitos para alimentar as distribuidoras americanas falta densidade, parece uma colcha de retalhos de chavões que caiu nas mãos do produtor pouco antes de começar as filmagens. Péssimo.
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