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Fabricio Menezes
29 seguidores
185 críticas
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5,0
Enviada em 28 de abril de 2025
Primeiro musical na vida que eu vou dar 5 estrelas. Tinha assistido na época, ainda muito pequeno e nao lembrava direito, mas reassistindo agora, em 2025, pude ver melhor a genialidade desse musical incrível. Catherine mereceu muito o Oscar, melhor papel da carreira.
Chicago é a definição de obra prima, as atuações de simplesmente todos, eles estão impecáveis (no todo), 6 Oscars, e olha que naquele ano tinha filmes incríveis como as horas e o pianista porém Chicago com seu Tango é sensacional sou apaixonado
Eu não vejo muitos filmes mas tive o desprazer de assistir esse. Péssimas atuações, enredo mal elaborado, cenas desconexas, contexto duvidoso. Queria entender o motivo de tanta premiação. Bons entendedores caso queiram perder um pouco de tempo, me expliquem.
A adaptação para o cinema foi brilhantemente realizada. Esse filme é uma obra audiovisual que encanta pela teatralidade, musicalidade e coreografia - uma combinação que, no cinema, pode ser o caminho das bombas. Atuações igualmente incríveis, direção impecável. Chicago surpreende e enche os olhos, é sempre uma pedida certa - e como envelhece bem!
Me lembro de ter visto Chicago no cinema aos 14 anos, e ter ficado encantado e extasiado ao mesmo tempo, o filme é de um roteiro perfeito, canções incríveis de querer fazer você levantar e dançar especialmente o jazz. Atuações perfeitas e que figurino e que fotografia basicamente Chicago é um puta filme foda.
A equipe comandada por Rob Marshall teve um excelente cuidado com detalhes do filme e principalmente com as danças, mostrando grande habilidade em musicais. Mas o diferencial que pode se ver nessa obra é a forma que usaram as músicas e danças dando sentido e as tornando fundamentais. A trama foi muito bem construída e o mais importante, começa bem. Isso prende que esta assistindo logo de cara. Um destaque especial para os atores: Elenco extremamente habilidoso e embora não tenha como não destacar a forma que a atriz Catherine Zeta- Jones alternou o sentimento do espectador entre ficar contra e ao mesmo tempo encantado com ela e a forma que o grande ator Richard Gere conduziu o filme com incrível habilidade, deve-se dar atenção ao ator John C. Reilly que embora não teve um papel grande mostrou seu talento em momentos chaves como spoiler: quando ele descobre que o filho não é dele e fica puto, depois acredita na mulher e logo depois descobre que era mentira. A expressão dele foi incrível
Bem dirigido, ensaiado, produzido! Destaque para as excelentes atuações e performances de Zellweger (Até então não profissional na dança e canto, mas que brilhou como Roxie Hart que também era aspirante aos palcos, sendo uma excelente sacada da direção) Zeta-Jones e Latifa (As profissionais da dança e do canto, que dão um show com suas extensões vocais)Divas! Simplesmente arrasaram. Richard Gere consegue ser muito bom em dois momentos do filme. E diferente da maioria não acho ele nada canastrão. Mas em Chicago a vez é certamente das mulheres! Cenário, figurino, roteiro, coreografias e canções muito bem amarradas em tom de sátira que nos prendem do começo ao fim. Um filme feito realmente para entreter de modo inteligente. Chicago é de fato um SHOW!
Que início fantástico de carreira do diretor Rob Marshall.Conduz com a máxima perfeição,esse que é um dos melhores musicais já realizados. "Chicago" lembra bastante alguns clássicos do passado.A performance de Catherine Zeta-Jones e Renée Zellweger é lindíssima.Uma pena só uma ter ganhado o Oscar. Direção de Arte impecável,trilha sonora marcante.
-Filme assistido em 30 de Dezembro de 2015 -Nota 10/10
O que você faria se uma injustiça, ou melhor, duas injustiças fossem cometidas diante de seus olhos e de toda a Chicago no ano de 1924? A jornalista Maurine Dallas Watkins esteve lá e acompanhou o julgamento das acusadas por assassinato Beulah Annan e Belva Gaertner, e, decepcionada, as viu serem absolvidas por todo o membro masculino do júri, apesar da inconsistência das versões dos crimes apresentadas por elas. Inconformada, Watkins foi para casa e escreveu uma peça. É isso mesmo, Chicago surgiu de uma denúncia baseada em fatos reais. Mas então para que as plumas, o glamour, a beleza, a sensualidade? Bem, para criticar não é necessário estar ralhando, acusando, sendo desagradável. A ironia pode ser mais letal que uma dose de arsênico.
Quanta diversão, lembra da festa do Oscar quando da premiação deste filme? A alegria ganhou! Que meda... A verdade é que o tempo trás distanciamento, e poucos não encontrariam ali motivos para rir compulsivamente. Eu já o assisti para mais de vinte vezes, rindo sempre. Estou escutando a trilha neste momento. Doença?! Devoção. Poucos conseguiram ser tão satiricamente profundos ao apontar o que a sociedade criou e oferece como sendo justiça e verdade, amparada pelas relações de poder.
As protagonistas são as assassinas Roxie Hart (Renée Zellweger) e Velma Kelly (Catherine Zeta-Jones) e o advogado delas, Billy Flynn (Richard Gere). A inversão de papéis, com a valorização do feio, do imoral é o principal trunfo deste musical, que não apresenta nenhum mocinho ou mocinha para quem o espectador possa torcer, no auge da sua falsidade. O roteiro, que sofreu alterações desde a sua primeira versão, de 1926, estreou na Broodway como musical em 1975, já com as ótimas músicas utilizadas por Marshall em 2002, compostas pela dupla Kander e Ebb.
O resultado final foi uma história enxuta, onde as personagens manipulam o quanto podem a situação para alcançarem seus objetivos.
Dissecando mais a crítica escondida entre paetês, Chicago dispara contra a manipulação da mídia, a corrupção de advogados, a celebração de criminosos, os julgamentos transformados em espetáculo circense, a crueldade e o egoísmo humano. O filme mostra como o mal prevaleceu e prevalece conforme a habilidade do criminoso ou a manipulação da circunstância em uma sociedade cheia de possibilidades, frestas e interesses. E isso não é triste, não mais, pois já o sabemos há tempos e o aceitamos.
Tecnicamente falando, o filme também é impecável. Rob Marshall, Catherine Zeta-Jones, Renée Zellweger e John C. Reilly em suas melhores performances no cinema. A película conta ainda com edições muito bem feitas, onde nada sobra, tudo se encaixa para trazer de volta os anos 20 e dar o tom frenético das casas de Jazz do início do século passado. Excelentes dançarinos, ótima fotografia, no melhor estilo Cabaret, e a presença de Queen Latifah e Lucy Liu completam o elenco brilhante da obra que se tornou uma janela aberta no ano de 2002. Muito do que somos pode ser visto através desta incrível criação cinematográfica, que pinta com tintas coloridas a tão desbotada justiça humana.
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