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Thiago Delapola
1 seguidor
13 críticas
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5,0
Enviada em 23 de outubro de 2020
Esse é o melhor filme que já assisti. O roteiro é espetacular e a direção e atuações complementam a obra de uma maneira tão maravilhosa que não poderia descrever de outra forma. Uma Obra-Prima!
12 homens e uma sentença apesar de se passar praticamente em um único ambiente e de ser um filme simples (esteticamente falando) consegue trazer uma carga enorme. Diálogos incríveis que nos faz repensar questões morais. A questão da dúvida razoável é sensacional, afinal, não tem como ter certeza da inocencia do réu DA MESMA FORMA que não é possível ter certeza da culpa. E como condenar alguém a pena de morte sem ter certeza? Com tantas pontas soltas? É um filme que levanta questões como o preconceito que cega as pessoas de tal forma a não deixa-las sequer questionar as coisas e de como pessoas deixam seus problemas pessoais e mal resolvidos interferirem na hora de julgar ou formar uma opinião sobre alguém. E o principal que é a questão da empatia. É uma vida que está em julgamento. E se fosse você no lugar? Você não mereceria ao menos o benefício da dúvida? Sem dúvidas é um dos melhores filmes que já assisti. Apesar de ser tão antigo, traz questões que nos cercam até os dias atuais. Pessoas que vivem na bolha, acham que já sabem o bastante e não se permitem questionar e assim como no filme ter "dúvidas razoáveis" estão condenadas a não sair da bolha e não evoluir nunca.
O filme é bem feito, bons atores etc. Mas deixa a mensagem que as coisas devem ser julgadas e olhadas sempre pelo lado do duvidoso, do contraditório e não pelos fatos reais. Prega um falso bom mocismo. É o que ocorre no mundo de hoje, como por exemplo no caso de Lula, que ainda hoje há milhares de imbecis coletivos que se deixaram levar pela conversa fiada que esse canalha é inocente e nunca roubou o país, ao contrário de tantas evidências já mostradas. No caso dele, pelo contrário desse filme a justiça foi feita e ele codenado. Esse filme elucida a falta de senso crítico e firmeza de caráter das pessoas que deixam sua verdadeira opinião de lado facilmente por argumentos frágeis. Não questiono a mudança de opinião das pessoas, isso acontece, devemos mudar quando estamos errados, mas somente quando temos certeza do erro. Em suma, no filme mostra evidências relatadas do assassinato sendo facilmente desfeitas por argumentos muito distante da realidade do caso e por suposições mais fracas ainda, fazendo que homens fracos mudassem de opinião tão facilmente, e o último por pressão do grupo sobre ele. Nos dias atuais há muita gente impune em nosso país por essa dificuldade em se provar um delito cometido. A roubalheira não para pela sensação de falta de impunidade aos autores, servindo de combustível para seu contínuo acontecimento. O filme peca em deixar esse recado na minha opinião.
Filme interessante de baixo orçamento e com uma ideia um tanto quanto inusitada. E se o réu realmente for inocente? Durante uma hora e meia esse questionamento é feito e coloca o espectador como o 13 ° jurado,mas sem ficar cansativo. Gostei,bom para advogados e detetives. Tem a refilmagem de 1997 que também quero ver.
Um dos poucos filmes (muito poucos mesmo) que quando acabou me deixou de boca aberta, sem palavras, numa mistura de êxtase e incredulidade, sem saber se aplaudia ou chorava. Aquele tipo de filme que mexe com quem você é e acredita, faz você se tornar outra pessoa, não necessariamente, melhor ou pior. Fulano pega meia dúzia de atores, coloca dentro de uma sala e sem efeito especial qualquer, sem cenários complexos, sem jogo de iluminação, sem "nada", faz um dos melhores filmes de todos os tempos? Sustentado pelo roteiro, diálogos e atuações? Têm que ser um gênio. Isso é, literalmente, uma obra prima.
Filme muito bom para refletir acerca dos julgamentos que fazemos no dia a dia. Apesar de ter mais de 60 anos, o filme prende a nossa atenção, e é instigante porque você fica atento para os argumentos do jurado 8 (Henri Fonda) sobre as provas do caso. Muito bom.
Esse filme é a prova viva de que um bom roteiro e boas atuações superam orçamentos milionários. Abrange diversos temas, em torno de um único núcleo, com abordagens inteligentes e claras. Indico para aqueles que, assim como eu, são fãs de cinema!
O filme é uma grande obra prima que te prende do início ao fim. Inicialmente a gente tem quase certeza que o jovem réu é cupado, entretanto, no decorrer do filme surgem tantas dúvidas que a gente fica perdido. A interação dos jurados com o público é excelente, a forma como eles reproduzem algumas cenas... Enfim, o filme me deixou surpreso, acreditei que não iria gostar, pois, é muito antigo, mas, me deixou de boquiaberto. Vale muito a pena assistir, recomendo!!
Um filme bastante interessante sobre o processo da presunção de inocência. Hoje podemos dizer que é bastante inovador, ao prender nossa atenção durante todo o tempo num cubículo contendo 12 personagens caricatos do povo americano e sua carga cultural. Quase é possível sentir o calor da sala. Atualmente (2018), podemos até mesmo considerá-lo previsível, já que nossa bagagem cinematográfica inclui muitas obras que beberam dessa fonte, mas lembremos que o ano em questão é 1957, onde não havia tanta informação difundida. Nesta época, pós-II Guerra, aconteceram os julgamentos de Nuremberg (11 anos antes) e aconteceria em breve o julgamento do nazista Adolf Eichmann, ambos bastante controversos (e demonstrados no cinema). O tema ainda era latente e rendia discussões. Interessante perceber como alguns princípios constitucionais são impregnados no senso comum, o que não se verifica aqui no Brasil, por exemplo, onde a maioria da população sequer sabe o que é uma Constituição. O tema do preconceito foi surpreendentemente abordado, numa época em que o racismo era muitíssimo forte, mostrando que o cinema e o rock n' roll foram grandes protagonistas na mudança de mentalidade desse país.
Um daqueles filmes que criticam o sistema penal e a pena de morte, bem como todo o poder judiciário. Indicado ao Oscar de 1958 como melhor filme, melhor direção, melhor roteiro adaptado; e indicado no Globo de Ouro do mesmo ano por melhor filme, melhor ator para Henry Fonda, melhor ator coadjuvante para Lee J. Cobb, e melhor direção, não levando nada para casa. Realmente é um belo roteiro, e uma boa adaptação, bem como a construção cênica claustrofóbica da sala do júri e seus diversos momentos tensos. Um elenco bem equilibrado de atores e todos possuindo bons momentos na trama. A história em si já vale a pena ver pela dura crítica contra a facilidade em se julgar alguém nos dias atuais, o poder que os jurados possuem como se fossem deuses, e as falhas do sistema de testemunhas, advogados e promotoria. Este filme ainda foi refeito em 1997 e existem muitas peças teatrais usando adaptações do filme, inclusive no Brasil. O que falha no filme seja alguns devaneios que ocorrem nas falas que criam certas barrigas na história, bem como seu final bem insosso. Mas ainda assim não faz perder o brilho dirigido por Sidney Lumet, especialista em filmes com longos diálogos de suspense como Rede de Intrigas, Assassinato no Expresso do Oriente e O Veredicto, transformando um orçamento de 350 mil dólares numa receita de 1 milhão de dólares.
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