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Vinicius Monteiro
4 críticas
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0,5
Enviada em 14 de agosto de 2026
A decepção com esta continuação é enorme, especialmente porque o longa original de 1995 havia conseguido transpor o universo dos fliperamas para o cinema com enorme dignidade. No entanto, a sequência destrói completamente essa mitologia promissora devido a uma produção apressada e desleixada. O primeiro grande obstáculo é a troca abrupta de quase todo o elenco principal, o que elimina a química e a dinâmica de grupo que funcionavam tão bem antes. Substituições como James Remar assumindo o papel de Raiden e Sandra Hess como Sonya Blade resultam em atuações passivas, esvaziadas e sem o carisma de seus antecessores. A decisão narrativa mais desrespeitosa, contudo, é o tratamento dado a Johnny Cage: com a recusa do ator original em retornar, a produção escalou um substituto genérico apenas para matar o herói nos primeiros cinco minutos, uma tentativa barata de gerar choque que acaba esvaziando qualquer peso emocional do enredo.
Nos bastidores, a ausência do diretor Paul . Anderson é sentida em cada cena. Sob o comando de John R. Leonetti, a execução técnica é precária e incapaz de gerar tensão diante de uma invasão apocalíptica. A estética sombria e mística do original foi substituída por um design de produção pobre, com locações que lembram seriados matinais de baixo orçamento, trocando arenas épicas por galpões vazios e desertos genéricos. O roteiro se revela apenas uma desculpa frágil para costurar lutas sem sentido, abarrotando a tela com dezenas de personagens do terceiro jogo que aparecem por minutos apenas para cumprir cotas de marketing. Para piorar, os diálogos são pesadamente expositivos e o vilão Shao Kahn, que deveria ser imponente, é transformado pelo ator Brian Thompson em uma caricatura histriônica presa a um dramalhão familiar bizarro.
A ação, que deveria ser o grande pilar de um filme de artes marciais, sofre drasticamente com a perda de fisicalidade. O uso excessivo e mal executado de cabos de aço faz com que os combatentes pareçam marionetes flutuando lentamente pelo ar, eliminando o impacto, a velocidade e a brutalidade visceral que definem a franquia. Esse amadorismo prático caminha lado a lado com uma computação gráfica que já parecia defasada para a época. O abuso de efeitos digitais precários atinge seu ápice na constrangedora batalha final, onde as transformações dos personagens em monstros quebram de vez qualquer imersão ou credibilidade.
Em suma, a obra é o retrato exato de como a pressa de um estúdio para capitalizar sobre uma marca pode implodir uma fundação bem-sucedida, sacrificando narrativa, estética e coreografia. Ainda assim, o filme merece ser visto com as expectativas devidamente ajustadas. Seja para dar boas risadas das falhas técnicas, para aproveitar a ininterrupta e nostálgica trilha sonora eletrônica, ou mesmo como um autêntico estudo de caso de como não conduzir um blockbuster de ação, a experiência ainda consegue oferecer um entretenimento bizarro e descompromissado.
Mortal Kombat: A Aniquilação é um exemplo clássico de como uma sequência apressada e mal planejada pode destruir o que o primeiro filme havia conquistado. Cgi horríveis, personagens ruins, atuação horríveis... Mesmo sendo de 1997 eles poderiam ter colocado efeitos melhores... Muito ruim.
Pensa em um filme decepcionante, e sim, você chega em "Mortal Kombat - A Aniquilação". O maior defeito do filme sem sombra de dúvida são os defeitos especiais, horrorosos. Depois a caracterização dos personagens, medonha. Atuação vergonhosa do elenco. E sem esquecer de um roteiro furado. O resultado é um filme muito ruim. Assista por sua conta e risco, porque é um filme que não merece carregar o nome de "Mortal Kombat".
Apesar de ser bem fiel ao game,trazendo quase todas as plataformas,arenas e manter boa parte da trilha original,essa continuação é sofrível.É um filme que sofreu várias perdas,desde o diretor Paul W.S. Anderson,até a atriz que fez Sonya Blade é outra.
No que se propõe talvez não seja um filme tão bom, mas diverte, e muito. Ver sozinho talvez não seja tão legal, mas ver com os amigos, o que foi o meu caso, é um grande acerto, os efeitos especiais são toscos, mas se fossem bons não faria sentido, a atuação não deixa a desejar porque a esse ponto você não deseja mais nada, o roteiro dá a impressão de que o filme deveria ter duas horas mas foi cortado na edição porque 1 hora e meia, que é o tempo de duração, casa perfeitamente com a dinâmica do filme. Quase toda cena vale a pena ver, nem que seja pra observar os erros. Resumindo, vale MUITO a pena com com amigos.
Esse filme merece só uma crítica: uma bosta! Mas como para colocar uma avaliação aqui precisa de pelo menos 100 caracteres... Uma bosta! Uma bosta! Uma bosta!
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