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Diogo Codiceira
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926 críticas
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2,5
Enviada em 19 de julho de 2026
A grande viagem da sua vida é um filme de drama que contou com a direção de Kogonada e roteiro de Seth Reiss. Na trama, acompanhamos David (Colin Farrell) e Sarah (Margot Robbie), 2 desconhecidos, que moram na mesma cidade e acabam se conhecendo em uma festa de casamento de um amigo em comum. Após se conhecerem, o carra de Sarah apresenta um problema e David oferece carona. Porém, nao imaginariam que acabariam juntos em uma jornada que é guiada pelo GPS do carro de David. Diria que o filme é bem decepcionante, pois Kogonada vinha de trabalhos mais sutis, delicados e mais reflexivos. Neste filme temos uma narrativa repetitiva e barulhenta. O filme aposta em uma jornada alegórica, onde 2 personagens seguem um GPS e acabam atravessando uma série de portas que vai colocando ambos em algum momento do seu passado. A premissa é interessante, mas a execução é ruim pq destrói qualquer possibilidade de profundidade. Toda a sutileza é quebrada nos diálogos que acabam sendo muito mastigado para o público. Perde-se o espaço para uma interpretação do público. A impressão que passa é que cada emoção é empurrada de goela abaixo diante dos diálogos expositivos. Quando nao, acaba sendo repetitivo em suas mensagens e isso cansa. Ao menos temos 2 grandes atores em cena, mas que nao sustentam uma química. A falta de organicidade em que foram apresentados tira o elo que poderiam estar ligando ambos. Outro problema sao as repetições dentro dos blocos do segundo e terceiro ato. O que tem atrás das portas vai deixando de ser novidade e vira repetição. Isso pq, o roteiro ja tinha mostrado o subsolo do arrependimento e frustrações de ambos os personagens ao apresentar suas famílias. No terceiro ato, voltam a mostrar isso novamente, embora que dentro de uma nova perspectiva, mas que em termos de narração, nao temos nada de novo. Visualmente o filme se sustenta, temos bons enquadramentos e cores vibrantes em salas e objetos. O cuidado com a atmosfera da volta no tempo tbm foi boa, com comida típica da época, jogo de video game, carro, roupas etc. Porém, o filme se perde em um sentimentalismo barato e repetitivo.
Achei A Grande Viagem da Sua Vida um filme legal. A história é interessante e as atuações, especialmente a da Emma Stone, são muito boas.
Apesar disso, o filme não conseguiu me surpreender tanto quanto eu esperava. Gostei da experiência, mas senti que faltou algo para ser realmente marcante.
Eu realmente quis entender ate o final e unica interpretação que consegui foi que ela aceitou a ser cuidada por homem que aceita a condição dela, apenas isso de restante sem pé e nem cabeça.
Os 2 não tem absolutamente nada haver, a atuação do homem é MUITO fria e o filme todo eu senti que os 2 eram apenas amigos distantes. O filme é arriscado e nao sinto que eles aceitaram "esse risco" de fato.
spoiler: E aquela despedida com a mae??? Se fosse um falecido meu, nunca teria deixado passar tao facilmente.
Esse não é um filme feito para agradar. Ele é Filosófico, talvez denso, silencioso em alguns momentos. Ele não se propõe a entreter, ele te convida à observação. E talvez por isso tenha decepcionado tanta gente. As críticas olharam com lentes técnicas e culturais: disseram que faltou romantismo, que o casal não convenceu, que brilharam mais separados do que juntos. Mas o ponto nunca foi um romance! A questão central não era paixão. Era cura! O vínculo entre eles não nasceu da (atração), nem do encantamento clássico do cinema romântico. O que os conecta é algo muito mais raro: o reconhecimento da própria ferida no outro. Eles não se apaixonam! Eles se espelham! Queriam ressonância, queriam transcendência, ela nao veio, não pelo romance, mas pela consciência. O diretor não falhou ao evitar o romantismo popular. Pelo contrário: seria subestimar a obra reduzi-la a isso. O que vemos é algo mais sutil e mais verdadeiro: dois indivíduos se encontrando no ponto exato em que ainda estão quebrados, são dois caminhos diferentes que, por um breve intervalo, compartilham o mesmo pensamento. Eles não vêm para se completar. Vêm para se lembrar de quem são. O paradoxo do mundo deles, tão distintos em forma, história e linguagem. É ali que acontece o encontro: não no que são, mas no que estão pensando ao mesmo tempo. Uma síntese provisória entre dois universos que jamais seriam iguais, mas que, por instantes se conectam. Ela carrega as feridas deixadas pelo pai e tenta anestesiá-las se escondendo em romances falidos. Ele carrega o peso de ter sido “especial” desde criança, uma expectativa que o impediu de simplesmente existir, errar, crescer. São traumas herdados, feridas que não começaram neles, mas passaram por eles. Ao longo da jornada, algo muda: não o amor romântico, mas a percepção. Eles compreendem os pais. Entendem que também foram filhos de pessoas traumatizadas. E nesse entendimento nasce o perdão e a cura. Nao apaga o passado, mas devolve sentido e reorganiza lembranças. É um perdão consciente! Dois sistemas internos diferentes encontrando coerência um no outro por um breve alinhamento de sentido, como duas órbitas que se cruzam e depois seguem seu próprio curso transformadas pelo contato. No fim, permanecem juntos não por carência, nem por emoção descontrolada, mas por presença, por razão e maturidade. Sem contos de fadas! Sem promessa vazia! O filme decepcionou porque muita gente assistiu esperando que o outro, o casal, a história, o final, viesse suprir algo que cada um carrega dentro de si. Mas essa obra não entrega fantasia! Ela devolve responsabilidade em suas decisoes. Ela diz: Ninguém vem te salvar da tua própria travessia. Talvez por isso decepiciona. Talvez por isso seja para poucos. Porque não é uma história sobre um casal que se apaixona. É sobre dois que aprendem, antes de tudo, a se amar.
Apaixonada! Sempre brinco que no final dos anos 90 os roteiristas foram hibernar e nunca mais se fez um filme bom. Eles saíram da hibernação! Fantástico!
Nota mil, vale muito a pena, não é o tipo de filme para quem busca algo romântico meleca, nem mentalidade de 05 anos, é um filme reflexivo, tratar de nossos traumas passados, resolver conflitos familiares, para podermos viver um presente e um futuro felizes. Colin Farrel e Margot Robie foram perfeitos, atuação belíssima e um filme comovente, inteligente, reflexivo, todos nós precisamos fazer essa grande viagem em nossas vidas!
Filme excelente, mensagem e atuações impecáveis. Faz tempo que não assisto um filme bom que mistura romance com uma mensagem de reflexão. Todos deveriam vê-lo
Apesar da peso e atuação da dupla, da bela fotografia e a mensagem reflexiva do tema, o filme realmente é uma grande viagem, percorre tanto e não chega em lugar nenhum. Alguns pequenos bons momentos, mas nada definitivamente emocionante e comovente.
O filme não é de romance, diria de fantasia, não falta química entre os personagens, é que nós pessoas normais, e quando digo normal, falo no sentido de nossas experiências serem comuns, não nos enxergamos neles. O ponto alto para mim são as conversas/perguntas que um faz para o outro, para assistir esse tipo de filme, que busca um olhar para dentro de cada um, é necessário assistir sozinho e prestando atenção, as perguntas na realidade são feitas para nós, nos convidando a refletir na nossa própria vida as experiências, se passamos por aquilo ou não, qual seria nossa resposta, como você se senti ou se sentiu, entendeu? A maioria não entende, não tem essa sensibilidade para entender. Se você tiver 20 anos provavelmente não vai faze muito sentido, você não viveu o suficiente para entender. Pra mim o ponto alto são os diálogos entre eles dois. Muito bom.
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